Olhar alguns dias com aquela
vontade de mudança. Olhar e dizer que tudo passou numa sequência ilógica da
vida que acabaria no próximo instante. Agradecer as pessoas por tudo que puderam
ensinar entre palavras de ódio e raiva, entre palavras de amor e ternura.
Aprendi mais do que deveria nesses últimos dias, nessas últimas semanas.
Aprendi que não serve de nada ajudar estranhos tão próximos que neste ano deram
adeus antes mesmo da próxima marcha fúnebre celebrar seus sonhos, aquilo que
tanto almejam na vida. Caminhei ao lado de pessoas desconhecidas que tiveram
boca para falar do silêncio. Sentei diante de alguns mestres inseguros,
prazerosos em fazer tudo àquilo que sofreram em tempos assim, prazerosos em ver
o sofrimento e o desespero de quem queria seguir em mais uma etapa da vida.
Vivi tantas falsidades que é difícil encontrar histórias boas para contar.
Descobri mais uma vez a importância de ler histórias contadas em livros...
Voltei nos olhos do passado que a certa altura do chão deixou tudo para trás para
viver alguns segundos de amor eterno, aquele que fere a alma e mostra ao
coração o que mais dói. Indiferente, trilhei meu caminho sempre em frente,
olhando para os lados, lembrando que atrás de mim existiam manchas marcando
algum caminho de volta para casa. Embriaguei-me sozinha, chorei sozinha... Para
mais uma vez provar a mim mesma que a vida passa, as pessoas passam, o tempo
passa. Infelizmente, eu sobrevivi a cada palavra impensada numa tempestade de
brisas mostrando que há muito que sofrer...
sexta-feira, dezembro 21, 2012
domingo, dezembro 16, 2012
uma vez mais
Fechado para balanço. No final das contas o que restou foram algumas palavras vazias tentando encontrar o ar que preenchesse toda essa imensidão de promessas perdidas no meio das flores que dão graça ao verde de um campo perdido em meio de uma estrada sem fim. O pôr do Sol e se você me escutar mais alguns minutos eu conto o que avistei com meus próprios olhos. A vontade de seguir em frente nesse mundo que muitos dizem que irá acabar. Passo alguns dias triste e a chuva de verão que cai tempestuosamente fazendo desenhos, histórias mal contadas com a lembrança de criança e o sonho de morar mais próximo do céu. Estar ao seu lado, ouvir sua voz que se distancia na medida que deixo de lado qualquer pessoalidade que poderia existir. A mensagem anônima que permeia o inverso da retina mostra que de nada serve as atitudes boas senão no dia seguinte acordar com ressaca, vomitando todo aquele desejo guardado de ser feliz novamente, ou ser feliz quando nunca se foi. Voltar alguns degraus e perceber que na vida as coisas passam, as palavras somem, as atitudes são esquecidas e as pessoas que realmente se importam, as que realmente são importantes permanecem a cada passo sobre espinhos em que meus pés machucados, sangrando contam que aprendi muito e não é agora que vou desabar. Como passou... Foram apenas palavras, hoje é outro dia... ontem já foi... Quem sabe nesse novo início estejamos menos distantes do que é bom, do que faz bem... No fim das contas, a vida é feita de vias de mão única, se houver algum acidente mande flores no dia seguinte para desejar que seja muito feliz...
terça-feira, dezembro 04, 2012
Quem sabe o mundo mesmo acabe
Ontem antes de dormir recebi uma pergunta: "Faltam 18
dias para acabar o mundo. Dia 21 está chegando, o que faremos?" Pensei
alguns segundo e respondi: "O que você quer fazer?" A resposta não
veio, mais que o silêncio as palavras ecoaram em meio ao céu tão claro, efeito
da lua que estava linda às 00h46... Talvez o que realmente eu queira fazer
antes do fim do mundo, diante dos olhos de algumas pessoas, está longe de se
realizar. Desejos subentendidos no meio desse caos que está minha vida, nada de
perverso... Apenas querer viver em paz e algumas outras coisas que fariam da
vida e do mundo algo instigante de se buscar. Voltar alguns passos e dizer que
errei, e isso foi muito bom, pois só assim compreendi que o que vale é a
simplicidade dos dias. Se o mundo realmente acabar, fiz algo de bom... Amei com
todas as minhas forças cada segundo de vida a minha Iza Mãe, meus irmãos,
sobrinhos, minha família... Amei numa singularidade cada pedrinha que juntei ao
meio fio para que minha caminhada fosse um tantinho menos doloroso. Errei as
contas de quantas vezes me decepcionei. Sorri as brincadeiras juntos às
lagrimas que percorriam meu rosto. Mudei todos os dias para que nada fosse
igual. Senti saudades todo tempo para lembrar que existiram momentos felizes. E
se por um acaso muito provável disso não acontecer, o mundo não acabar, essas
palavras valem para o presente. Faltam-me alguns amigos para compartilhar que
minha vida não é só o silêncio de uma sala, não é a falta de abraços, não é
essa indeterminação que muitos me olham. Tem sentido sim. O sentido de aprender
todos os dias algo novo. De me revoltar às vezes na volta para casa. E se me
permite a pessoa que me fez essa pergunta... Viva um pouquinho mais, deixe de
lado certas opiniões, hábitos, complexos... Deixe de se sentir sozinho. Deixe que
você passe pela vida e não que a vida passe por você. Não deixe que seus
sentimentos atrapalhem as palavras que tanto quer dizer, ser direto talvez faça
com que você se perturbe menos. Seja feliz. Aquela felicidade só sua, sem
depender de outras pessoas. Apenas viva. Só... Assim quem sabe descubramos o
que faremos diante desses dias que, teoricamente, nos resta... Quem sabe...
quarta-feira, novembro 28, 2012
falsos olhares
Eu admiro as pessoas que sofrem o tempo todo e ainda perante os outros sentem uma felicidade enorme em dividir as mentiras da vida em sociedade. Admiro aqueles que têm tantas mães e acaba não tendo nenhuma por não saberem que amor de mãe é único e indispensável para que a vida retorne de um caos nas palavras ouvidas em momentos de angústia. Aqueles que passam momentos sozinhos, tão só que pensam estar em meio a multidões que fazem eco aos seus ouvidos e assim dizem-se surdos no silêncio que atormenta a alma e faz com que o vazio se ausente nas brisas de uma noite sem fim. Pela manhã constatar que viver é caminhar para o fim, um fim que todos um dia terão um menos e outros mais doloridos, na confusão dos pensamentos e nos arrependimentos de culpa que a velhice nos trás de última hora. E se for cedo demais a culpa pela imprudência de se ter vivido mal numa imensidão de atitudes que poderiam terem sido diferentes. A mim, resta a admiração dos faladores em plantão, que necessitam o tempo todo da ajuda do mal falado e ainda assim, com um sorriso no rosto cumprimenta como quem diz que a vida segue, pois cada um entendo do que fala. Chorar algumas lágrimas de crocodilo como diz o ditado e voltar algumas pedras que machucam os pés, mas mesmo assim é possível suportá-las, pois a todo tempo é inevitável lembrar que sou eu quem invade o caminho delas. Mais um dia e talvez tudo isso passe rápido demais, para ter histórias para contar e dizer do sofrimento em silêncio que muitos ainda ão de passar...
domingo, outubro 28, 2012
mais um dia...
Chorar foi tão
necessário quanto a chuva que hoje caiu. Minha alma embevecida de saudade, onde
alguns passos em quatro patas, pequenas quase não perceptíveis não mais veremos
pela casa. Mais uma vez nos vemos numa situação amaldiçoada pelos olhos do
mundo, que nem sempre notam o quanto pesa às costas nesse caminho tortuoso que
é a vida. A tristeza permanece na lembrança e no desejo de dias melhores. Eu já
tive anjos que corriam pela casa, andavam entre meio aos meus pés quase que num
tombo me faziam sorrir como criança. Agradecer a essa Deusa dos deuses que é
minha Mãe Iza é o mínimo que posso fazer. Ela mudou a essência dos ventos para
que não soframos tanto; esse pesar que cega meus olhos e mostra que não sou
nada diante dessa caminhada que um dia terá fim. Agora, o que nos resta é sofrer
em silêncio, mais uma partida desolada de uma criaturinha que só alegrava a
minha vida, acabou seu sofrimento, mas ainda assim é muito triste lembrar... a
impressão que fica dos cuidados que tivemos... A noitinha que chega levando
embora o dia, e alguns pingos que se prostram do lado de fora da janela... Mais
um Adeus. Continua a vida, algumas trajetórias para contar que talvez não
interesse a muitos, porém se muitos tivessem a divindade que tenho dentro da
minha casa saberiam o quanto de valor tem a vida. Que se hoje chove é porque
tem algum sentido. Se as luzes apagam é porque tem algum sentido. E se os
ventos revoltos mostram ao cabelo que envelhece a cada dia, procurando em
nossas cabeças a maturidade, o sentimento, a dor é porque tem algum sentido,
esse sentido quem faz/quem é... Mãe Iza, que modifica a vida e mostra os
caminhos a serem trilhados... Obrigada, Mãe... por todos os dias em que estive
em estados de tristeza profunda e você se importou tanto quanto nos dias de alegria
extrema... o cansaço e meus medos escondidos embaixo da cama fugindo de mim
mesma. Obrigada meu anjo.
sexta-feira, outubro 12, 2012
quem sabe isso quer dizer...
Estudar a
arte de interpretar faz com que sejamos menos imbecis. As tantas indiretas que
cabem a tantas pessoas, talvez se explique através da interpretação. Tudo
aquilo que sei, aprendi que não serve de nada se não olvidar no segundo
silêncio após escrevê-lo nessas linhas imaginárias da vida que passa
apressadamente e mostra que depois das tempestades sempre fica aquela dor
incomodando o lado em que não se pode deitar para descansar. Ler no sentido
estrito da palavra também não leva a nada além da incompreensão imoral de seus
olhos, e a língua que fala mais que a boca das coisas que não sabe. O silêncio
acaba sendo algo tão precioso mostrando o quanto as pessoas são maldosas a
ponto de desconhecer no outro tudo aquilo que queria em si mesmo. Passar ao seu
lado, receber alguma de suas palavras e não obter respostas às perguntas
dirigidas a você mostra o quanto certas datas do ano fazem sentido. Crescer
dentro da cabeça que dói cada passo que os pés hão de pisar, nas pedras
distantes atingidas pelas ondas desgastantes de um mar revolto em seus
pensamentos. Assim, estudar é algo tão deprimente que às vezes me pergunto o
que hei de fazer da vida depois que tudo isso acabar? Nada, como todos os dias
esperar que o sol se ponha, e que a noitinha chegue numa brisa saudosa do seu
estar, para que pela manhã tudo se inicie numa emergência de estar vivo.
Cuidado com o que seus olhos acabam lendo por aqui, pois a arte de interpretar
é para poucos, e olhos não treinados acabam fazendo mais errado do que errado
escrito aqui.
sábado, setembro 29, 2012
voltaremos...
As coisas boas da vida estão guardadas em momentos que se lê nos bits do tempo. Bem, aquela lembrança guardada no fundo daquilo que dói a alma de lembrar que um dia pudesse ter acontecido. Lembrar a voz de uma música ou as lágrimas por ouví-la. Saber que tudo passou tão lentamente ao passo da pressa de cessar qualquer infortúnio que pudesse causar um estrago tão grande impossível de reconstruir os...
pedaços esquecidos nesse caminho torto em que seguimos. Lembrar é tão bom que faz você ouvir a respiração do outro como se fosse se último suspiro, e que foi um adeus tão singelo que é impossível sentir raiva ou qualquer remorso que se tenha. É... as coisas estão aqui, intactas a qualquer toque que poderia ter existido. Assim, a vida segue com essa sensação maravilhosa de que um dia tive tantas pessoas quanto aquelas que se fizeram presente na minha vida. As letras sempre retomam seu sentido, seu nome, sua essência e o desejo de tê-las para todo sempre nas tardes de domingo, nas madrugadas sem fim, no desentendimento, na mágoa, em seus olhos... Vamos? Quem sabe um dia nos encontremos no caminho de volta para casa...
sábado, agosto 25, 2012
alguns ensinamentos da morte

Nesses últimos 15 dias aprendi o quanto a vida vale. Ou talvez o quanto vale a vida, nada. Estamos vivos e logo não sabemos o que será do amanhã. Ver pessoas morrendo aos poucos, tentando viver cada segundo que lhes restam. Uma agonia terrível no olhar e a fala enrolada suplicando por um tantinho a mais dos dias que maltrataram cada centímetro do corpo. A insistência das mãos e o espírito calejado pelas dores prostradas n'alma. Me entristeceu profundamente ver alguns de seus últimos segundos de vida e não poder fazer nada para acalentar sua cabeça tão contraditória com as histórias vividas. As madrugadas sem fim, em que os olhos lutavam para descansar para que no dia seguinte pudessem ver os rostos que tanto negou. Os cuidados para que nada mais lhe causasse dor, o frio congelando os pés e por vezes as mãos. O último banho em que eu vi a sua força e a necessidade de um corpo limpo, leve de qualquer pesadelo da vida real. O café da manhã que insistentemente você dizia que estava tão bom, como se fosse o último de sua vida. Olhar para sua filha e descobrir que o cabelo estava branco, "você está velha", ouvi com voz que aos poucos foi se calando.Realmente, foi seu último dia... Retroceder alguns passos, lembrar dos dias de chuva, das crianças e da velhice que chegou sem nada dizer, apenas rompendo a certeza da vida. Agora para mim faz sentido quando ouço as pessoas dizerem que jamais esquecem, e que da vida nada levamos. Guardar amarguras e alguns amores mal vividos faz de nós peso morto, deixando de viver as belas coisas que a vida oferece. Assim, despedi-me de você, Vovó para que pudesse seguir um caminho sem torturas do próprio corpo... Quem sabe assim aprenderei a vida de uma forma diferente.
domingo, agosto 12, 2012
num domingo de agosto
ainda não descobri o verdadeiro sentido da amizade
se hoje eu preciso dos seus olhos e da sua palavra amiga
amanhã talvez eu esqueça que sentido você fez na minha vida
o existir de um amigo é conversar todas as horas do dia e da noite em que mais se precise de conforto
ligar para perguntar se passou tudo bem a noite
ligar para contar as conquistas e desejar que seja muito feliz nessa longa caminhada que é a vida
ontem, pensando nas amizades que tive... nenhuma foi amizade
no primeiro encontro dos obstáculos de um caminho escuro, todos me abandonaram
mesmo que houvesse distância, eu jamais teria ido sem olhar para trás
o mais triste é guardar tantos sentimentos entulhando a alma
a decepção e algumas histórias que contar
colegas de sobrevivência buscando ouvir a mesma melodia da chuva quando cái
que pela manhã não mais existirá
e assim a gente descobre que acima de tudo fica a família
por mais que divergencias existam a qualquer momento estarão lá
viver é tão difícil, estar sozinho mais ainda...
quando tudo acabar espero levar algo de bom, algum conhecimento sobre o outro
que para mim sempre será o outro.
quarta-feira, agosto 08, 2012
o que mais nos espera?
a cabeça confusa tenta lembrar, presenciar o passado
e os nomes numa língua enrolada pela doença que atinge o mais profundo da alma
nesses dias de inverno em que o Sol não aquece nem a si mesmo
esperar que o tempo passe é uma corrida contra o curso normal do existir
pois chegar ao fim da caminhada sem perceber que os pés não mudam os passos
faz com que os olhos não se abram mais
na confusão dos pensamentos que permeiam cada segundo do adeus que se despede antes mesmo que o corpo torne-se por completo inútil
e se passar as horas depressa demais, antes lembre que é impossível esquecer de esquecer sua presença
sonhar e não sentir mais o gosto das coisas que faziam tão bem na vida
e quando tocarem cada centímetro de seu corpo sentir como se fosse uma agressão tão fria que a dor é intensa
do que valem as experiências da vida?
se daqui nada levamos...
apenas um espírito maltratado pelas coisas mal vividas...
que para muitos não existe a crença de que realmente exista...
quinta-feira, julho 19, 2012
acho mesmo que acabou...

Toda história tem um fim
Como se voltasse no tempo tentando encontrar a estrela que esteve fora de nosso céu a todo instante
Assim, há uma certa altura entre seus olhos e o chão
Por vezes tentar voltar no tempo e contar o que de mais belo existe nessa falta de sentimento
O esquecimento esquecendo-se de contar às palavras que tudo acabou
A cabeça encontra histórias que somente nós dois soubemos
Com o passar das noites incendiadas em meio ao desejo de se tornar feliz para sempre ao seu lado
Perdemonos no caminho de encontrar no letreiro o conto que conta nossa histórias
Em meio a penumbra e a falta de escolha o seu sorriso transbordando em meus olhos
O acordar de um sonho bom e a cereteza da verdade de que nada existiu
Amar secundariamente, pois é mais importante viver o agora
Acomodar-se nos braços de outro
Pois voltar no tempo é impossível
Está tarde demais e o frio congela minhas mãos...
segunda-feira, julho 16, 2012
voltar...

foi a tempestade que nos cegou os olhos...
perdido em meio a sentimentos estranhos, a festa não iniciou e não vimos a felicidade de uma noite chuvosa...
os pingos de chuva anunciando seus olhos febris contando que a alma sofre tanto que não consegue mentir
a música alta ensurdecendo o desejo de vê-la novamente
e se eu a amo?
quando a vi tive a impressão de não poder tocá-la...
pela manhã a cabeça tonta tentando encontrar os pingos de chuva dentro de meus olhos
um longo caminho e eu...
mais uma vez na escuridão de seus olhos...
e se eu a amo?
hei, e se eu a amo?
o desespero é tão grande que não tenho coragem para seus lábios...
eu realmente a amo...
sábado, junho 30, 2012
últimos momentos...
Há dias em que o Sol aparece para mostrar que ainda existe valor em algumas coisas da vida... Dias como o de hoje, céu azul, sorrindo para mostrar que todo sofrimento chega ao fim... Estou feliz por saber que até hoje, deste ano, as escolhas feitas por mim têm sido corretas e me permitem errar mais algumas vezes para voltar e dizer, que sim! Existe alguém que muda o sentido do vento para que a poeira empoeirada não cegue meus olhos, e que os sentimentos permanecem n'alma para que não esqueça que pequenos momentos valem grandes histórias. Em meio ao silêncio, no intervalo entre o dia e o comecinho da noite, pensamentos presentes na ausência de quem acompanha a sombra das palavras...
sexta-feira, junho 22, 2012
Para aquietar a alma...
Um momento e o silêncio toma conta de seus olhos que falam todo tempo.
Não vejo o brilho que antes iluminava todas as noites, mesmo que sua voz trêmula sussurrasse algumas palavras.
Se devo esperar pelo tempo, que o sentimento não machuque mais ainda alma.
Foi uma noite só, em meio aos efeitos da bebida e o desejo da ausência se ausentar, tive você junto a mim...
A distância entre meu existir e as mentiras da madrugada sem fim...
O amar cada vez mais complica a vida...
Maltrata o corpo e faz com que os olhos se mantenham em silênio para que ninguém perceba o sofrimento do coração...
Voltar às lembranças da penumbra que havia entre nossos lábios, abre uma ferida impossível de cicatrizar...
No desespero de tê-la por mais alguns segundos em meus braços sufoquei a verdade e agora não encontro o caminho de volta...
Se sigo seus passos a sensação de espera torna-se mais uma vez labirinto sem destino certo.
A viagem no acalento dos dias de inverno faz com que o rosto desfigure com a vermelhidão do vento que transpassa a pele branca, fina...
O acaso escorre entre os dedos das mãos como se fugissem do que não poderia contecer
As palavras aceitam tudo...
E eu assim, espero que o tempo passe depressa para trazer você de volta a razão
Pois se o amor constrói asas e permite alçar vôo, a chegada em chão firme permite saber o que é realidade...
Cuide-se, pois o caminho de volta pode ser mais tortuoso do que permanecer no erro...
domingo, junho 10, 2012
12h52min
o que fazer quando a vida se torna mais sombria do que o habital?
chorando a chuva e meus olhos fechados para não ler suas palavras
o interesse é bem maior que o sentimento
sofrer, mais uma vez
e errar tornou-se cada vez mais estúpido que tentar voltar e apagar tudo o que disse
se me pegam escondida no quarto escuro
sempre existem perguntas petrifcadas pelo tempo
não vai sair daí?
não me interessa saber o que existe lá fora
sofrer, mais uma vez
se tornou muito mais interessante que a alegria de uma conquista
esperar...
sexta-feira, junho 08, 2012
para você
essa busca incansável de um existir humano que preencha todas as lacunas da vida vazia
você apareceu de ruas desertas que contam histórias de ninguém
onde o silêncio é companheiro da alma solitária
e nas madrugadas infindáveis do sono sem luz
as lembranças mostram aos pensamentos o quanto é necessário a sua existência
seu cheiro, sua voz que embalam a insônia antes que os olhos se fechem sem nem mesmo perceber
que já amanheceu num céu estranho, escuro da noite passada
onde a febre delirava nas janelas que escutavam o barulho da chuva
o corpo doente pela manhã tenta levantar da cama
sabendo que você não vai voltar
e as lágrimas escondidas inundando o travesseiro
sabendo que respostas perdidas nas palavras jamais irão chegar
o vazio do peito, gritando o quanto...
amo você...
sábado, maio 26, 2012
quem dera fosse a última página
um dia me disseram que o silêncio é a melhor resposta para àquelas peguntas idiotas
um dia alguém me disse que esperar talvez fosse o mais correto a se fazer quando existem problemas irreparáveis
em dias de tempestade esperar pelo Sol, e a segunda chance bateria à minha porta
estou ficando velha demais para tudo aquilo que as pessoas falam
estou sem paciência e todas as noites a vontade de desistir é imensa
mas quem é que deixa?
a cobrança é demais para meus olhos
estou cansada!
nada de sonhos
nada nada
expectativas se perderam no segundo silêncio do relógio que não pára de correr
não tenho a opção de alguns dias estar sozinha
existência condicionada a tudo aquilo que seria o meu futuro
palavras, elas passam e o sentimento fica
atormentando o espírito, que cansou da vida
morrer...
seria a solução para todas as lacunas
labirintos dessa insuportável convivência na presença de seres inóspitos
vamos?
estar sozinho é o mesmo que estar em paz...
sábado, maio 19, 2012
o que você me falou
o Sol tentando aquecer as lembranças dos pensamentos gelados nessas tardes de outono
onde o azul do céu confunde-se com o reflexo de seus olhos
não lembro ao certo
a solidão permeia as folhas que voam no asfalto
caminho lentamente em direção a sua existência
que cada vez mais distanciando-se de nós permanece só
tão somente como as flores num jardim em meio ao descuido da vida
ausência de sentimentos tão presentes perdendo a vontade de levantar dos degraus dessa escada
nessa canção fúnebre do anunciar de sinos
uma prece entre lábios
o sim, fugir
esconder-se
para que nenhum monstro nos encontre
o amor materno fugiu das grades de contenção
nunca ninguém ouviu falar...
um dia ele existiu
implicito na ferrovia da saudade
um dia eu volto e conto
qantas pedrinhas juntei no olhar...
sábado, maio 12, 2012
Meu Anjo, Mãe...
Foram nas horas mais difíceis da vida, onde o silêncio atormentava a escuridão dos olhos.
Em que nenhuma palavra conseguia segurar as lágrimas de um dia tempestuoso.
À noitinha em que o medo suspendia a alma, e o desespero tomava contada do coração.
Na revolta das noites, cansada da vida e que com todo amor do mundo pedia para que me acalmasse que dias melhores viriam.
É, Iza Mãe...
Tantas foram as vezes que sozinha, supliquei por teu nome para que nada de mal me acontecesse...
Chega um determinado tempo que perdemos as contas de como é estar só, e de longe longe ter você ao nosso lado.
Nas angústias do não poder viver, na verdade de cada ensinamento que todos os dias pela manhã é bom ouvi-la falar.
Uma voz... que entre o cansaço da vida e a vontade de modificar tudo, o que resta é amar você com todas a forças da vida.
Brincar de ser Deus e no menos esperar, descobrir que você move montanhas...
Não só nestes dias de comemoração para o mundo, mas em todos da minha existência presente em seus olhos, agradecerei aos céus por você ser minha MÃE, no sentido literal da palavra.
A Mãe que todos deveriam ter, a Mãe que muitas deveriam ser...
Amo você, e saiba que a cada passo nessa caminhada sem fim, eu lembro de você...
Obrigada, Mãe por não desistir de querer o melhor para nós, seus filhos...
Obrigada, Mãe por fazer de mim quem eu sou...
Obrigada por estar ao meu lado cada segundo dessa história...
Obrigada!
quinta-feira, maio 10, 2012
devolva-me depois de ler
eu percebo seus olhos atentos prestando atenção em cada segundo de palavra falada logo afrente de suas mãos
eu percebo que suas mãos inquietas num ir e vir ao seu rosto
que todo tempo, o tempo todo mostra o que dizem seus pensamentos
e se perguntarem algo, se ajeita em sua cadeira, disfarçando e falando baixinho para que não percebam o que dizem seus olhos
a inquietude de suas pernas, que em alguns momentos, talvez temam que o tempo passe depressa demais, acabando com suas expectativas de noites melhores
seu trejeito no andar que pesa seus ombros carregando o desprezo pelo mundo
contam, cochicham coisas sobre você que ainda não consegui identificar
quem sabe na convivência do silêncio dos dias em que as palavras nada dizem
na prova das verdades-mentiras quem sabe algum dia alguém explique...
o ir e vir de sua caneta entre seus dedos e o desejo de estar bem distante daqui
seus cabelos ouvindo as reclamações da vida que logo passa
assim como as pessoas que às vezes algumas coisas escrevem em nossas linhas
e outras que como o vento trazem soluções, alívio para o cansaço dos olhos que se fecham e ao se abrirem logo percebem que estão sozinhas mais uma vez...
com sua presença tão longe longe rabisca o arquétipo de como poderia ser
a você observo os sentidos e escrevendo o silêncio...
espero um adeus tão rápido quando seus olhos a me olharem.
espero um adeus tão rápido quando seus olhos a me olharem.
sábado, maio 05, 2012
Nos seus ouvidos
Mais uma vez foram as palavras culpadas pela desgraça da vida.
Nessa via de mão dupla o ir tem sido cada vez mais sem volta.
Essa estrada escura escondendo o fim da passagem...
O que restou?
Foram alguns sentimentos presos na garganta
e a boca seca fede o que não poderia dizer.
A perversão dos olhos e a viagem aos céus.
Um atraso nos ponteiros do relógio, ficou tarde demais para...
Aqueles que perderam a mãe e dela não tiveram notícias...
Aqueles que perderam as mãos e delas precisam todos os dias...
Aqueles que perderam os olhos e neles continuam olhando...
Aqueles que pela boca perderam a honra e, das mãos e, dos olhos fizeram ouvir as mães amaldiçoadas pela voz do seu amigo...
Tão próximo que distante falou...
O desejo de sair correndo, encontrar seus braços abertos, sabendo que deles num segundo escaparei.
Para que das pernas cansadas surja a vontade de continuar seguindo...
Na vida...
Sozinha!
domingo, abril 22, 2012
a tristeza é inevitável
o início de chuva de ontem deixou que meus olhos escondessem as lágrimas que teimavam em cair
você à espera que eu desaparecesse em meio a escuridão de fim de tarde de outono
e a tristeza de não poder me acompanhar
levando junto o pesar de seus pensamentos
a canseira de seus ombros
e o mundo que não pára para provar
que nem sempre foi assim
os pés sangrando pelos cacos de vidro que deixaram em seu caminho
à noitinha quando vou deitar
em minhas preces chamarei seu nome
e quando menos esperar...
você estará ao meu lado
para que me lavante desta cama e me mostre que ainda exite o barulho dos pássaros
anunciando mais um dia de vida sozinha
que me abandona
levando aos poucos a vontade de viver
e deixa que a noite se aproxime tão rapidamente
furtivamente roubo o silêncio do quarto
nos vemos amanhã?
sábado, abril 21, 2012
foi ontem
você me promete?
logo respondi que não...
sabia que nessas passagens da vida você não estaria sempre presente
para que minha promessa pudesse presenciar
o abandono é inevitável
e seus olhos às minha costas
quem sabe assim os pingos de chuva levem para outro planeta
aquela sensação insuportável de querer mais uma vez sumir...
no vazio da noite lá fora
contam-se as horas como se o relógio refletisse o que de mais triste existe em meu coração
nos perdemos um do outro
e a palavra que substituiria o silêncio ameaçador
dos lábios que não falam
a alma busca o acalento do vento frio que entra pela fresta da janela
e o quarto escuro escondendo mais uma vez as promessas que deixaram para trás
quem sabe um dia a sua partida se torne menos saudosa
e meus olhos cansados da vermelhidão das mãos que escondem as lágrimas
que hoje cairam por você...
acho mesmo que...
sábado, abril 14, 2012
tão incerto
o silêncio dos seus olhos se perde no infinito deste céu escuro
o escuro de seus olhos se perde no silêncio infinito de suas palavras
a ausência da sua fala desespera
e a vontade equivocada de todas as noites te encontrar
seus cabelos castanhos
suas mãos tão distantes em três passos
passa, logo passa
a insonia e os pensamentos tão distante quanto poderiam estar
procuro você em mim
procuro você em mim
nessas noites da saudade que não passa
logo as horas que chegam
passam...
e nesse caminho estreito, sem volta...
percebo que...
nada podemos fazer
é esse sentimento que atormenta a cabeça e faz de nós
loucos
perdidos nessa tristeza profunda
da noite...
que não passa...
sábado, março 31, 2012
squeez
foi o vento dessa noite que me trouxe essa depressão sem fim
nas ondas da vida mais uma vez me vejo numa escuridão sem fim
onde encontro teus olhos que logo fogem de mim
e suas mãos prostradas no toque suave das minhas mãos
esperando que os lábios se juntem ao encontro do desejo de ter você ao meu lado
não pela eternidade
mas por um momento eterno
a espera maltrata o coração
a lembrança é um subterfúgio para os pensamentos que todo tempo estão em você
queria sentir que...
mais uma vez , apenas mais uma vez...
a ilusão de seus olhos...
despeço-me com o desejo preso ao canto da boca
que murmura o tempo todo...
seu nome...
terça-feira, março 13, 2012
presença
temos dois endereços que nada dizem um do outro
dois seres prostrados na vontade de conhecer o que existe do lado oposto ao da tela, clara, brilhante
que manda palavras geladas de um existir tão distante
existir esse que aproxima o desejo de realmente descobrir se aquilo que se vê é aquilo tudo que se quer
vamos?
vamos embora daqui procurar o endereço certo para encontrar-nos num dia de chuva
onde as nuvens confudindo os olhos mostram mais uma vez um caminho incerto
e assim partimos sem sequer deixar rastros para uma volta segura
duvidosa, talvez até mesmo frustrante por não encontrar tudo que se quer
vamos?
essa via de mão dupla onde a qualquer momento podemos sofrer uma colisão e não existir sobreviventes
para contar aos outros de onde viemos, onde permanecemos...
o que foi que conhecemos?
o sol nos dá um até breve...
o sol que aparece no mesmo céu daí
e as estrelas que vejo no mesmo céu daqui...
não procure mais...
pois jamais sairemos do mesmo céu...
domingo, fevereiro 26, 2012
amazing
o tempo todo tempo acaba
a vontade de continuar e trilhar os mesmos caminhos de sempre esquece que a chuva esqueceu-se de seus pingos junto à janela
as lágrimas e os sonhos que estão por se realizar
provar uma vez mais aos outros quem está por trás dessas letras que nada dizem do destino
muito passado presente nas mãos de quem modifica a vida
vida triste que se despede todas as noites deitada no sofá da sala
tentando encontrar as estrelas no reflexo das telhas de vidro
não faz isso
assim os estilhaços ferem meus olhos
e sangram minha alma
que espera tanto tempo
que o tempo não acabe...
silenciando as batidas de meu coração
que passa longe, longe das suas lembranças...
sábado, fevereiro 04, 2012
mantenha-se calado...
eram palavras simples
tão ruins que a boca abriu antes mesmo que os olhos pudessem terminar de lê-las
antes mesmo de pensar que o que havia escrito ali eram histórias de almas cansadas da vida
de ouvidos cansados de ouvir as mesmas confissões
as mesmas discussões
o mais importante, que tudo é mentira
que a vida vivida lá não se aplica aqui
são montanhas de lixo organizadas por gêneros de sentimentos
são montanhas de lixo organizadas em letras, palavras umas seguidas das outras para que nada esqueça
muito ruim de ler, recortes de ensinamentos
são maçãs podres mostrando que a essência ainda permanece
uma droga que corta a parte superior dos olhos e faz com que eu me mantenha ali, constantemente atraída pelo gosto do outro
pela música do outro...
descobri agora, ele é genial...
muitas opções de pensamentos...
só agora descobri, esse som existia há milênios...
o caso é que só agora eu percebi o quanto me interessa, ou ainda, quanto tempo vai durar sua presença em minha vida?
recortes da vida que passa ao meu lado...
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
que a mim...
passa o tempo e cada vez mais reconheço o quanto o silêncio faz parte dos meus dias
os pensamentos tão baixinhos atrapalham a alma esquecendo que mentir faz um grande estrago nos olhos dos outros
escrever acaba se tornando algo indescritível nesses dias onde o sol invade o pouco de solidão que poderia haver
a busca irrevogável pela distração quando se fecha os olhos e se tenta encontrar
onde foi que errei?
nos caminhos em que insistentemente tentei esquecer que eles me levariam de volta...
de volta à felicidade dos dias de companhia
às lágrimas por coisas tão desgastadas
às palavras difíceis dos dias de chuva
que fariam qualquer coisa
qualquer coisa para me ver segundos esperando por sua chegada
atrasada por dias fora do asfalto
onde as mãos machucadas tentavam ligar para avisar que talvez a espera fosse eterna
as pernas sem movimento algum
e mais uma vez os olhos se fecharam à qualquer luz existente
a cabeça não suporta tanta dor e o coração sofrendo diz adeus entre lábios
mandarei flores que comemorarão sua vitória
quando na verdade o cartão se referia aos meus pêsames
convidando a vida para permanecer nos cabelos brancos
e a cegueira para indicar onde foram prostrados os sentidos
a certeza de que um dia a vida acaba
para que a morte conte as histórias que nunca ninguém soube...
em dias tristes como o de hoje...
no fim?
são apenas palavras queimadas pelo tempo.
seremos nós?
sexta-feira, janeiro 13, 2012
sentir...
é a saudade que aperta os dedos uns contras os outros machucando com toda força as mãos...
necessárias para essas horas de início da madrugada repetindo músicas.
músicas.
hoje ouvi falar "ela sente um medo do lado escuro que existe dentro dela"...
crianças, não medem as palavras e mostram ao tempo que ficar sozinha com ele destrói qualquer sonho existente...
ser feliz com tanta riqueza que despertam as mãos machucadas
talvez eu precise mais de noites assim
onde o barulho da chuva me faz dormir tão intensamente
e me faz esquecer completamente que os dias mudaram
as madrugadas então...
talvez esta parte da saudade é a que faz bem...
esconder os olhos que reclamam o tempo todo da claridade da lua
que se despede com o som dos pingos da chuva
a solidão prostrada atrás da porta
e eu tropeço cada vez que tendo sair do quarto
pela manhã...
sexta-feira, janeiro 06, 2012
inverso
corremos para que todos nossos desejos fossem realizados
pulamos ondas enormes
o Sol não apareceu por lá
e a felicidade era tanta que não cabia dentro de nós
precisamos fazer isso...
precisamos fazer isso!
estava tão perdida que me encontrei em cada pedra que estava longe...
longe.
uma energia inexplicável aos olhos e ao peito
que a cada segundo transbordava emoção
amar...
a vida acima de tudo...
a mãe, o tempo todo... todo tempo
eu agradeci cada minuto...
voltei, pedi perdão
e esqueci cada milésimo de segundo que eu vivia do passado
abandonei quem me fazia mal...
agora a passos lentos eu vivo...
vivendo, olhando os grãos de areia que me fojem dos pés...
e quando eu pergutei "foram só os óculos?"
entendi que muita vida se perde para poucos sentimentos...
vamos?
somos felizes nesse céu de azul verão...
esquecer seus olhos, esquecer sua audácia...
você vive em outras águas e agora esqueci que eu deveria ter ficado a sua espera...
passou da hora de dizer adeus, meu querido... meu anjo...
meu amor...
meu amor...
passou, passou...
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