Estudar a
arte de interpretar faz com que sejamos menos imbecis. As tantas indiretas que
cabem a tantas pessoas, talvez se explique através da interpretação. Tudo
aquilo que sei, aprendi que não serve de nada se não olvidar no segundo
silêncio após escrevê-lo nessas linhas imaginárias da vida que passa
apressadamente e mostra que depois das tempestades sempre fica aquela dor
incomodando o lado em que não se pode deitar para descansar. Ler no sentido
estrito da palavra também não leva a nada além da incompreensão imoral de seus
olhos, e a língua que fala mais que a boca das coisas que não sabe. O silêncio
acaba sendo algo tão precioso mostrando o quanto as pessoas são maldosas a
ponto de desconhecer no outro tudo aquilo que queria em si mesmo. Passar ao seu
lado, receber alguma de suas palavras e não obter respostas às perguntas
dirigidas a você mostra o quanto certas datas do ano fazem sentido. Crescer
dentro da cabeça que dói cada passo que os pés hão de pisar, nas pedras
distantes atingidas pelas ondas desgastantes de um mar revolto em seus
pensamentos. Assim, estudar é algo tão deprimente que às vezes me pergunto o
que hei de fazer da vida depois que tudo isso acabar? Nada, como todos os dias
esperar que o sol se ponha, e que a noitinha chegue numa brisa saudosa do seu
estar, para que pela manhã tudo se inicie numa emergência de estar vivo.
Cuidado com o que seus olhos acabam lendo por aqui, pois a arte de interpretar
é para poucos, e olhos não treinados acabam fazendo mais errado do que errado
escrito aqui.
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