sexta-feira, novembro 20, 2015

momentos antes de partir...

Os seus olhos reticentes na busca de encontrar algo fora do lugar. O erro foi esquecer algumas palavras ditas e a certeza de que sempre voltamos ao mesmo lugar. A vida envolta pelo desejo de reconhecimento e o muito obrigada guardado a sete chaves, quem sabe nunca dito. Observe à sua volta não com os mesmos olhos reticentes do início da frase, mas como quem busca encontrar o pouco de felicidade que resta. Momentos emoldurados pelo seu sorriso, sem jeito entregando todo sentimento jamais exposto. Preserve-se ao máximo, pois amanhã é outro dia, e não poderemos voltar atrás e fazer diferente, preserve o agora, pois fotografias amareladas pelo tempo só contam histórias perdidas num caminho sem volta. O lado esquerdo latente pelo silêncio de pensamentos gritantes, a calmaria... volte algumas horas no ponteiro do relógio e encontre respostas às perguntas que implicitamente as mãos trêmulas fazem.

quarta-feira, novembro 18, 2015

a vida segue

Talvez amanhã eu consiga falar com você. Deixando de lado toda e qualquer sobra de ressentimento. Agora, o silêncio estarrecedor é que se faz presente. Seus olhos interrogando cada passo meu, não fará entender de outra forma, a saudade se faz presente nessa distância em comum que nem é tão distante assim. Mantenha suas certezas que aos poucos você morre sem nem ao menos ter tentado. Ter tentado viver, ter tentado ser feliz, apenas ter tentado. Esses dias de primavera tão gélidos quanto o vento às minhas costas, implorando para voltar alguns degraus, mas talvez seja tarde demais. Voltamos uns aos outros como se tivéssemos algum conhecimento do que houve, ensurdecidos pelo eco do desejo de vencer e mostra ao outro o quanto estivemos errados. Realmente, nesse jogo de imortais, acabamos ferindo quem não devia, uma atitude equivocada e sem volta. O balanço da consciência, insone o dia decorre de suas palavras, gravadas pelo tom de voz errado, pelo aceno errado, pela transmissão errada da informação. A alguns quilômetros de distância, o toque do telefone. Hoje não, quem sabe amanhã talvez... eu tenha você...

domingo, novembro 01, 2015

perdeu-se o sentido

Às vezes é necessário mais que algumas palavras... Por vezes o sentimento flébil nos rouba todas as histórias de que algum dia tivemos momentos felizes. Estamos perdidos e algumas horas do dia um sorriso sem graça e o peso do mundo nos ombros. Passos inversos ao caminho de volta para casa... Perto das quedas d'água onde o barulho ensurdece o amor escondido num rosto magro, cansado por tentar a vida toda ser alguém... A noite longe vai, nessa plangente chuva que traz um pouco mais de calma ao silêncio que perturba a alma e mostra aos outros o quanto somos frágeis...