quinta-feira, fevereiro 19, 2009

rExiste ainda


Resiste ainda, em algumas pessoas uma espécie de saudosismo
Coisas a que se nega um sentido específico, embora se defenda guardá-las...
Como se fossem uma recompensa pela punição direcionada a si mesmo
E para que a visão embaçada pelo sangue não seja vista dos outros,
Guardam-se profundamente essas revisões como forma de esperança
Uma alma gêmea que chega após ter sido encarada uma única vida inteira, agora siamesa
E as coisas que vazam pela esperança revestem-se de acordos óbvios numa montanha de justificativas insignificantes ainda assim, justificáveis...
Depois, os “ainda lembro”, ficam registrados no “eu não posso” e se segue...
A vida
Ávida de soluções que reponham aquele ritmo de procura,
como num baile de máscaras...
Talvez o encontro.
A descoberta que,
É difícil voltar a ser único pelo movimento do outro
Sem que haja a necessidade do rompimento
E ao permanecer um e um em mais que um
Segue-se em silêncio guardando o sangue que brota dos olhos
Um dia quem sabe, numa crise hipotética de saudosismo
Alguém encontre respostas para a pergunta...
“Onde eu estava quando permiti sobreviver com alguma ausência sua?”
Poderá acontecer então do falso saudosismo passar,
Recuperando-se do sonho
É possível perceber quando aconteceu o desencontro com a felicidade
Que não existe,
Resiste.