domingo, dezembro 31, 2006

Porque não


Eu contava às palavras que havia uma penumbra no sonho enquanto eu dormia.
Elas, vertiginosamente caiam meio amorfas sem sentido, iam e vinham...
Eu não sei porque, mas nesse corredor da vida passeavam promessas, saudades, ecoavam sorrisos, histórias passadas...
E sempre que eu voltava lá as luzes se apagavam como se numa reverência aos Deuses, "guardas o fogo prometido".
Numa era que Hera de inocentes, fervilham canções de ninar.
E como quase tudo era sonho eu me voltava para a luz, meia-luz...
Em tempos gélidos de paredes frias algo para aquecer...
- Posso caminhar por aqui?
- Sim senhora Princesa, fique à vontade...Seu pai está esperando...
E o sol numa fresta da janela acordava do sonho a cama vazia...


Jaci

sábado, dezembro 09, 2006

fim

Eu quero dar Adeus! Mas não daqueles que tem choro e as pessoas sofrem, não os que doem...
Apenas Adeus, como o vento que passa, a brisa que chega, a sombra que acalma...
Adeus para algo que se foi, não fez mal nem bem, apenas deixou saudades... Não saudades tresloucadas doentias, apenas aquela que permanece no fundo da alma e m silêncio.
Eu estou dando Adeus, enquanto chove lá fora...
E se amanhã eu voltar, não serei mais a mesma...
Eu estou indo embora...

sábado, dezembro 02, 2006

A (deus)

A Deus pedi um instante de paz...
Floriu na minha história vestígios de alegria misturados com uma pitadinha de ironia, risos...
Eram 10 para às 9, estava tarde...
Me perdi na vertente insana da lucidez!
Foi bom...
A Deus se você soubesse do que eu sei...
Faria melhor do que eu.
Adeus foi para nós que deixou esses últimos instantes...
Não espere de mim grandes acontecimentos. A arte e o encanto da vida são as coisas mais simples!
Jáci

quinta-feira, novembro 09, 2006

E quando tudo acaba...


É como abrir a porta para o nada,
Apesar de saber que existe muita coisa lá fora.
É como estar aqui sem ser percebido,
Apesar de todos falarem de você.
É ser o que você não é.
Estátua petrificada, imagem de alguém
Que vive guardado em luz e sombra.
Mãos que elevam a vida em silêncio...
Em tempos de céu nublado...
Fugindo por um instante,
Apesar de estar sempre aqui!

Jáci

sexta-feira, novembro 03, 2006

Das muitas vezes que eu me perguntei por quê

E agora?
Onde estamos?
Para onde vamos?
Se eu tivesse que buscar uma resposta...
(Eu não tenho)...
Mesmo assim...
Se eu tivesse que buscar uma resposta...
Eu perguntaria:
Onde está?
Perdido em palavras?
Na escuridão dos versos protegido pela distância que eles provocam?
Onde estou?
Anonimamente minha...
Fantasia em códigos binários que pouco têm de real...
Existe!
Ninguém sabe onde...
Mas é justificável a sua presença!
Por quê?
Jaci!
Noite fria, Lua, céu estrelado...brisa...silêncio!

sexta-feira, outubro 13, 2006

mail


É um lindíssimo fim de tarde de outono, o sol vai desaparecendo aos poucos, mas não deixa de brilhar... Uma sensação de brisa acariciando a calma das horas. São 17h32min . Acordei-me da realidade para investigar o mundo da fantasia. As pessoas têm medo de fantasmas... Fui até eles e encontrei arquétipos perfeitos de histórias passadas. Olhando através, pude ver belíssimas coisas que brotaram, cresceram, permaneceram e acabaram... E se acabaram? Não! Elas são como tulipas, precisam ficar um tempo sozinhas guardadas em si. Preciosidades que só pedem um pouco de cuidado. Sentei-me aqui para imaginar coisas... Tanta paz ao toque suave da caneta no papel. É, quase chego a acreditar que é só caneta e papel que somem com o tempo...

09/06/2006 22:08
Jaci...

sábado, outubro 07, 2006

blue



Pétalas azuis, girassóis que agora se vestem de branco.
Transparentes versos que reluzem na penumbra da solidão...
Sem face, sem sentido
Espectros, viagem.
Da janela...posso ver...
Girassóis lembrando a última vez que estivemos entre eles...
Parecia que éramos parte daquele jardim...
Doces recordações
Inquietudes, milhares de palavras...
Gracejar de (d)lírios...
Girassóis azuis lá fora, lembrando...


quarta-feira, outubro 04, 2006

?


Se tens face oculta
Escondes de mim
Se fores dois
Escondes de mim
Depois das seis
Antes das 24 horas
Escondes de mim
Sejas luz e quando escuridão
Te escondes de mim
Só para não ter que
Saber que és
Apenas mais uma alma perdida
No breu das horas mortas
Se tens algo a esconder
Então te escondes
Antes da meia noite
Antes que o encanto se acabe
Antes...
Jáci...

terça-feira, setembro 19, 2006

...



Caminhava rapidamente pela calçada, nem percebeu que a observavam.
Moça entre 20 e 23 anos, olhos castanhos, cabelos longos, lisos, 1,65 de altura, magra, vestida com um vestido laranja esvoaçante.
Em cada loja que passava, vasculhava as vitrines com os olhos por alguns segundos e continuava a caminhar enquanto a brisa guardava no ar seu perfume.
Cada vez que parava, olhos atentos a observar-lhe. Foi quando percebeu que a janela do seu apartamento uma senhora a fitava.
Sentiu-se estranha, mas como não entedeu o por quê continuou andando.
- Moça!
Ela voltou-se para trás e uma mulher começou a falar rapidamente...
- Você está bem vestida, tem cabelos e olhos tão bonitos, posso fazer uma pergunta?
- Claro!
- Por que você está andando tão apressada e descalça?
Ela se olhou e começou a lembrar de tudo o que tinha feito antes de sair. (Tomei café, fui trocar de roupa, escovei os dentes, tranquei a casa, entrei no carro e estou aqui.)
A cidade parecia que girava ao seu redor, ela ergueu os olhos, tímida, e respondeu:
- Não sei.
Sentindo-se contrariada, entrou no carro e colocou a cabeça no volante, chorou em silêncio, agora sentia os pés frios e sujos...
Insistia em lembrar, por que esqueceu seus sapatos...
Eu só queria calcinhas limpas.
Jaci...

domingo, setembro 10, 2006

desejo

Eu quero que o mundo tenha um sentido

Passear pelas horas sem pensar no amanhã

Eu só quero poder dizer que amo

De verdade sem ter que explicar

Eu quero abrir a janela e ver o sol
Ver o mundo, não só o meu mundo
Um mundo de todos, ao menos um mundo que caiba dentro do meu coração
Um mundo que revele tudo o que eu sou
Eu só quero um sentido
Uma passagem
Uma vertente
Uma verdade
Eu só quero bater na porta da felicidade e vê-la abrir-se com cuidado que é para que eu não me arrisque demais...
Eu quero ir...
Só para poder voltar
Essencialmente minha...
Eu só quero...



domingo, setembro 03, 2006

Amo (r) te


não anotei nada sobre mim
não houve angústia
não tinha paz
eu não disse que queria seguir
nem que ficaria
eu não quis me alimentar
não senti fome
não falei de sonhos
mas não deixei de sonhar
eu fui além
zerei todas as expectativas
era um pedido seu
mas ele perdeu o sentido
eu precisei de você
e quando eu precisei que você seguisse
você voltou
não pôde ir comigo
e esse cantinho reservado
não foi anotado aqui
porque eu não falei nada sobre mim
apenas segui
sem você
eu não disse nada sobre mim
parei para observar cada segundo da noite que estava em você
sozinha...



Jáci...

sábado, agosto 19, 2006

Silêncio - Sinfonia



Nesse dia eu trago só para ti:

Uma águia sublime em sintonia com a mais bela sinfonia dos anjos.

Um jardim em tons de lua e jasmim tocado pelo orvalho das lágrimas da lua e ensolarado pela calda de um cometa...

Espero ainda as palavras mais sublimes expressas pelos olhos suaves da esperança...

Aquela chamada Amor.

Trago um sorriso, um abraço, uma estrela, este céu prateado e um arco-íris lilás para acompanhar-te nessa tua noite de gala...

Estou caminhando para trazer-te uma luz

do mais belo findar do oceano.

Uma lágrima azul para quando tocar tua face transforme-se em pétalas de rosas azuis

confundindo jardins, essências...

Palavras de um dom chamado Jáci.

Amo Você!

Faire Liciane

domingo, agosto 13, 2006

Doce Encanto dos Dias


Quisera eu encontrar nas mais belas palavras uma que defina você.
Quisera eu ter a inspiração do poeta para encantar.
Ah, quisera eu ser portadora do último desejo da humanidade.
Quisera... ser dona dos campos Elísios para poder te oferecer.
Descobrir a pedra preciosa de maior quilate já existente.
Segurar com as mãos o sol.
Trazer uma única estrela.
Descobrir a oitava maravilha do mundo
muitas coisas...
Desejei o mais alto dos degraus.
Subi a montanha mais alta e pedi aos céus um presente...
E Deus me trouxe o mais belo e perfeito deles.
Doce e adorável...
VOCÊ!
by Cris

domingo, agosto 06, 2006

Convite


Gosto quando ela me olha...
baixa os olhos, dá meio sorriso e com calma diz:
- Não é bem assim... ri novamente, agora sarcástica, volta me olhar...
Quem pode prever o que vem depois disso?
Ela
nunca é a mesma, gosto de seu ímpeto...
gosto do seu sorriso!
Olha para mim
Vem cá me abraça...
by...

domingo, julho 30, 2006

Um Alguém


Passado e presente que se arriscam entre nuvens de solidão.
Profundamente calado revela-se em palavras enquanto chove...
As vezes morre.
Por um segundo revive na alma do poeta.
Por que “anjo torto triste”?
Talvez o frio da madrugada...
A coragem e a percepção da coruja...
Anjo que sangra.
Tinta vermelha borrada com água...
À espera...
A esperança de um dia ser o que nunca desejou
E se amanhã me perguntarem “quem é aquele estranho no espelho que morre um pouco a cada minuto”...
Eu direi...
Volta duas escadas de poesia
E veja você mesmo...
Tem sol lá fora...

sábado, julho 29, 2006

in off


de lados opostos envergonhados pela flacidez de suas próprias atitudes detiveram-se a explicitar sentimentos em linhas de amargura e inverdades escondendo-se em palavras calaram sentidos afogando em mágoas inexistentes histórias passadas
não existia um por que mas uma espécie de desculpa algo que não dissesse dos dois porém que se referisse a eles de uma forma ambígua
mistura de amor e ódio fomentando promessas futuras num vazio presente

por um instante se viram abraçados
era como se deles brotasse algo tão belo que jamais pudesse ser expressado
era como a eternidade do amor verdadeiro
enquanto isso nos sonhos de impossíveis encontro de Sol e Lua

à medida que o tempo passava o real tornava-se cada vez mais indolor
sob o teto da recordação calaram sentimentos em respeito a razão


jaci

sexta-feira, julho 14, 2006

-

Uma alma negra
Doente
Mistério em pétalas raras
Flores negras a enfeitar a escuridão de um meio semblante
Agonia
Empobrecendo o espírito
Corroendo
Corrompendo
Apagando aos poucos uma vida inteira
O negro da alma
Inundando o vermelho da sobrevivência escondida num canto do peito
Dor
Movendo-se dentro de uma alma agonizante
Sacrifício
Jáci...

quarta-feira, julho 05, 2006

ASSUNTO ENCERRADO!!!!!


Chega! Este blog se reserva o direito de, a partir do presente momento, não mais receber comentários...
Críticos ou não.
Pessoais ou não.
Afetivos ou não.
Estão proibidos enfoques de super-ego...
Ataques de cólera
É proibido acreditar que é pessoal...
Não!
Não há nada de pessoal aqui!
A menos que todas as coisas do mundo refiram-se a um único ser, não é o caso.
Então, o "etaoestranho" está causando falsas Impressões, elas agora também estão proibidas...
Eu disse não!
Está claro?
Jáci...

domingo, julho 02, 2006

Catarse

Causei uma tremenda dor de cabeça para os letrados lá de cima.
O feijão que comi ontem, virou literatura...
Não era muito sólida, porque eu não tinha usado bic (é assim que se escreve?!).
Reformulei no suco gástrico, teoria do preconceito que veio da língua ou passou por ela até chegar lá e gritar:
"Obra dos Deuses que passeiam por aqui de vez em sempre..."
E na hora do almoço...
Mesa posta para garfadas do sentido grotesco da vadiagem da noite passada.
De qualquer forma, vem a mim a breve esperança de que um dia o jantar seja publicado em edições especiais, antes de vomitar no vaso...
Escrever histórias de poeta para ele,
E se ele entender alguma coisa nem tudo estará perdido...
De manhã, algo novo!

Jáci...

domingo, junho 25, 2006

Depois de amanhã

A água borbulhando na chaleira à espera de matar insanos vermes que insistem em me dizer oi ou era para me dizer odeio você, mas não consigo acreditar nisso.
Encosto-me no canto da mesa e imagino fumantes, doentes, cansados, mortos-vivos, podres...
Porcarias ambulantes que se parecem muito com seres humanos.
Fervendo água e cabeça, passando em branco a escuridão da vida que se acaba um pouco a cada milésimo de segundo.
E se alguém me chama... furta meus pensamentos por um instante: Bom dia, meu amor!
Então me lembro...
É só mais um dia de aula, manhã de inverno ...
Não é para entender o mundo, apenas fingir que acredito nele...
Jáci...

sábado, junho 10, 2006

Memórias

Parabéns de novo, como foi o aniversário?
Foi legal, eu ganhei uma festa surpresa.
Estava bom?
Estava, mas faltava algo...
Como assim? Não estava sua mãe, seus amigos, sua família?
Estavam.
Então não faltava nada...
Foi legal a festa?
Foi, mas faltava algo...
Que coisa! Não faltava nada!
Faltava sim, minha namorada não veio.
Porque ela não foi? Ela não sabia da surpresa?
Sabia sim, ela foi a primeira a me desejar feliz aniversário.
Então por que ela não foi?
Não sei...
Você não veio!

Por que você não veio?

Márcio e eu, dia 25/06/05...

quarta-feira, junho 07, 2006

Intro


Enquanto o canto solene
Da verdade ecoa entre
Rastros de Lua, viagens a anos-luz
Mentiras acordando crises de namoro
Emplastros de fingimento pregados
De um suor lânguido na memória
Da noite passada
Amanhecer acordado no sentido de estar contigo
Querendo ser d'outra forma outra pessoa
Sôfrego calado espanto em sussuros na madrugada infinita do prazer resistente
Mais expressivo do que o Amor
Só o agora! Depois da vertigem, realidade, estou voltando...
Tenho que me contar um segredo...
Eu não sou seu!
Mais um coração alterado
Tomado por uma busca ilógica da existência...
Não por mim, por ela!

Jáci...

sábado, junho 03, 2006

Show



Giravam luzinhas coloridas na imensidão do salão vazio. As meninas e eu, agitação... O músico, as músicas, planejamento.
Nas horas febris de manhãs de inverno, pneu furado, material faltando, nervosismo...Bocas vorazes a falar o texto. Nós três, meninas e eu em busca de algo novo, dar cara nova a algo velho...
Novidades... um DNA artístico, doação... Está chegando a hora. Apaguem as luzes, testem o som, sonhe, agora é real.
Guitarra, violão, rock, meu cabelo, a platéia ao som de Era, exército de aprendizes...
Jovens educando jovens!!!
Eramos nós, falas, falar, explicações, música, músico...
Toca a vida
Faz a vida
Faz acontecer
Estar aqui, escolha
Trabalho triplicado, agora ao som da guitarra
Foram dois dias... seis apresentações, perfeito!
E agora? O tempo passou, registramos para nós alguns dos melhores momentos de nossas vidas...
Eramos nós, fomos nós, somos nós!
A demora de passar, história para posteridade.
Jáci...

quinta-feira, maio 18, 2006

Novidades


O tempo todo reclamando e reclamando criticamos escolhas fingindo não serem nossas (minhas). Porque escurecer corredores com luzes brancas... Baixa potência? Guardar o falar em digitacões no “word”. Espera que resolva e resolve esperar o que espera, mágica guardada sensação de liberdade gritando aos surdos.
Marrenta sinto o café frio na boca, ele estava aqui, antes, quente...Enquanto imaginava uma sequência de respostas ásperas. Era para ser contagem arrítmica de batimentos cardíacos formadores de opinião, lógica? Era para ter conteúdo ideológico, infuências de casos de noites de frio e guardados de beira de rua, lixos para impactar olhos desatentos aos telefones celu lares nos presídios, agora calmos da regência formica de estudos dos direitos humanos?
Preocupados com o que deixei lá em cima no “word” misturado ao gosto sintético do açucar na xícara do diabético. Forma de mão em dia das mães, que mãe que nada eles são gentes que querem mais é zoá...
“ Tá ligado que a grobo vai filmá?? “ e a parada lá vai sê geral”. Força armada?
À mesa do café, vítmas da madrugada a fuçar a geladeira, brigadeiro! Quem morreu? Em ano de copa do mundo, açúcar na boca salgada do outro... Pessoas e eu, eles choram, eu observo... Reclamam, eu, só porque algo está preso na garganta em “CAPS LOCK”...

DANEM-SE OS MARGINAIS!
Jáci

segunda-feira, maio 15, 2006

Ponto Final


História trajetória ... mente - trágica
Duvida de mim
Dúvida de mim
Duvido de mim
...centelha de um sorriso mórbido
Sarcástico!
Não me obrigue a te perdoar
Percorremos um túnel buscando uma luz inexistente
Não me obrigue a acreditar
Estou indo embora
Sei...
Não pedi licença para chegar, mas já estou indo
Não me obrigue a ficar
Agora tanta paz neste rosto molhado
Não queira renascer numa realidade morta
Pinte seus fantasmas
Crie suas histórias
Estou indo embora...
Fique...
Descanse de nós!
Adeus!
Jáci...'

domingo, maio 14, 2006

Iza Mãe...

Com teu olhar
Com tua voz
Com tuas mãos
Você me ensinou a viver
Se tenho frio, você me cobre com tua sabedoria
Se erro o caminho, você me traz de volta
Me carrega nas asas de um Anjo...
Você me acalma
Me entende
Quando nada parece fazer sentido
Quando estou triste, sozinha...
Você me traz de volta...
Você me ensinou a ver a vida com outros olhos
E se existe sentido nas coisas...
É você que realiza todos os meus sonhos e desejos
Sem você, não existiria o brilho do Sol
A força das águas que lavam os caminhos por onde ando
Sem você...
A Lua perderia o brilho e as estrelas não fariam a menor diferenças na imensidão do existir (eu)
Sabe Iza Mãe, você é para mim...

ESSÊNCIA DA VIDA!

Jáci para os amigos e minha (...) para a mamãe!

quinta-feira, maio 11, 2006

Zú Cat

Tem um gato vestido de cinza 
Sentado na sala
Olha, observa
Fofoca com os olhos, trocando as orelhas
Sorriso na cara
Um gato na sala
Calçado macio
Pisando de leve
Lambendo o bigode
Rabudo sapeca
Vestido de cinza
O gato na sala!


Lettera


Olá, Reginaldo!!!!

"E tu come stai?"

Sabe... a chuva caiu, depois veio o sol, em seguida o frio, acho que não precisa desenhar porque você me parece inteligente o suficiente para ter percebido. A Páscoa passou, o dia do amigo chegou, logo o dia das mães e você continua aí estático.
Hoje pensando em tudo o que aconteceu, cheguei a conclusão de que muita coisa não ficou esclarecida. Pensamentos, palavras, atitudes, promessas...Tudo errado!
Você com seu jeito infantil debochado, carapaça de chefe, cara de bobo, dominando o pedaço, se achando o máximo... Se vestiu de Senhor, sugeriu ordens, quase irônico, pouco sarcástico, fez o que fez, com sua cara-de-pau debruçou-se em desculpas...
O problema disso tudo, é que na maioria das vezes essas coisas causam vício, geralmente as pessoas que as praticam são covardes e irreais...Contudo, é muito bom quando a gente se depara com tipos como este, faz o dia ficar mais produtivo, cheio de idéias novas, um pouquinho de veneno não faz mal a ninguém, pena que o viciado não consegue perceber quando perdeu a linha, acontece...

Só para você saber que não te esqueço, querido.


Decidi te escrever, no mais tudo vai bem.

Boa semana, beijos, até algum dia por aí...
Jáci!

domingo, maio 07, 2006

Voltando pra casa

!arussiF
sarucuoL
... seõçaroC
...raslup mezaf euq
... sasioc overcsE
roma od
roma ed overcsE
.al-êdrep ed otnop a
adiv an merefretni euq sairótsiH
ohlepse o metelfer euq oditnes mes
... odacifingis mes sairótsih otnoC
.arierutneva res oãn ed arutneva ad sedaduaS
erv oãn me otsisni
...iuqa meb átse euq odut ed sedaduas overcsE
.riguf eugesnoc ale siauq sod
...seres sotnat moc uomutsoca
es euq rop, anhizos racif eugesnoc oãn euq, ós oãt oãdiloS
... oãdilos overcsE
.revercse a aireverta es méugnin euq sariedadrev oãT
sedadrev matnoc sadot e
...saritnem overcsE

amsiC


Poema publicado no dia 01/01/06.
Jáci.

domingo, abril 30, 2006

Último Dia


Estão tentando me decifrar
Querem descobrir meus segredos
"Você viu?"
"Quem é?"
"É o que?"
Não há o que dizer.
Nada a revelar.
Nada!
Apenas mais uma história triste que um dia será guardada em uma gaveta.
Esquecida.
Querem saber meus sonhos...
São apenas contos de contas, um colar de pedras azuis...
Sem nome, sem sentido.
Que veste um pescoço cheio de idéias tolas, incapazes de mudar o mundo.
Há quem saiba.
"Ela é tudo que ninguém consegue imaginar...
Uma viagem calada sem sentido."
Eu...
A moça de dezesseis...ainda...
A menina...
A moça...
Eu!
Nada mais.
Jáci!

Passo a passo


Um lugar no tempo
Arranjos de flores sobre mesas postas...
Pessoas, palavras, expressando-se em vazios falados.
Ironia...
Falsidade à flor da pele.
Sorrisos...
Azedume de caldo adocicado, bebericado entre dentes.
Posturas reprimíveis, porém aceitas.
Super-ego.
Caricatura das coisas que inventam...
Fogem
De suas próprias consciências...
Festa...Hoje!!!!
Ao som de sua virtude.
Jáci.

sexta-feira, abril 21, 2006

Evidência


Entristeci meu segredo guardado.
Solo de piano...
Silenciando minhas inquietudes.

Manual de instruções:
Se for flor
Que seja tulipa!
Se for página
Que seja amarela!
Se for livro
Que seja história de vida
Dedicatória...

Alternativa:
Recobrando memórias
Pensar no mundo, sem ele...
E se eu quiser sorrir?
Se ele me fizer chorar?

Até onde eu posso ir sem ser subitamente surpreendida
Por meu segredo guardado?
Chamado
Chora
Cala
Tenta
Florzinha sem vida
Precisa de água
Precisa de vida
Respira
Ressona
Reage...
Revive
Na escuridão dos versos, protegida,
Pela distância que eles provocam!
Jáci!

sábado, abril 15, 2006

O Caso do "S"


Tinha um S a mais na minha história
Ele era todo redondinho, vivo cheio de alegria
Tinha um S que insistia em aparecer
Ele estava lá no lugar errado
Pior, fui eu quem o colocou lá
Nem sei o porquê, acho que emburreci
Acordei agora emburrecida...
Ô seu S, o que está fazendo aí?
Causando risos, rimas, causos...
Ah! Seu S, quanto do sorriso você tem
Tempestades de ironia ao seu redor
Gramática!
Quem conhece é que sabe...
Eu não sei...
Nem li
Chama o Celso Cunha, o Bechara, convida o Infante,
Ô, Perini, descreva pra mim;
Pasquale, rola uma música e, PHD, me explique o quê...
(tu ou você?)
Samba do pronome doido
Porém, sei
Que o talento, por não ter sido criticado, foi maior que o tormento do verbo conjugado.
Segundo os senhores, equivocado?


Bagno, salve-me!

Jáci!

sexta-feira, abril 14, 2006

Novamente

Que lugar é esse de onde surgem anjos tristes...
Enquanto lá fora carregam cestos com flores...
Eles estão sem tempo
Eles estão sem vida
Soberanos sem vida
Ei, você!
Porque todos aqui estão em silêncio?
Psiu -----> silêncio
Fala comigo!
Ei, você!
Anjo...
Porque silêncio agora?
Fala
Comigooooooooooo!!!!!!!!
Alguém... ei alguém!
Porque não tem portas aqui?
E essas vidraças olhando para o jardim...
Fica...Ei! Ana... Jú... Mãe... Falacomigo!!!
Porque estão chorando?
Mãe... fala comigo!
Ô seu Anjo, diz pra minha mãe...
Anjo?
Eu aqui!
Anjo!
Porque EU?

domingo, abril 09, 2006

Quem Fomos Nós


Não sabes quem sou
Tenho você como uma incógnita
Se tenho um rosto
Você...
Foi... é... não sei...
talvez tenha me enganado
E, nada seja como imaginei
Em mim borbulham gotas quentes de lembrança
Sangue...
Doado a uma história vazia.
Se ainda não sabes quem sou
Sou o espelho que reflete...
A impressão tridimensional do que um dia fomos nós!
Eu e você... você e eu..
Eu e eu... eu por mim...
Eu sem você... eu para você...
Você fuga... eu presença...
Presença eu... você presente em mim...
Viajando... onda... praia... inverno...
Frio para desaquecer um coração gritante...
Onda... praia... movimento em verso.
In verso...
Realidade Virtual.

correspondência coloda, selada, guardada

E a escuridão? 

Continua lá?
Tua melodia 
Notas que tocam a vida
Tuas lágrimas?
Se rolaram?
Não vi...
O Sol nasce 
A Lua brilha 
As cartas chegam... 
Não para mim.
Nossa felicidade
Inspiração divina 
Que envolve a vida
Virou saudade...
E agora?
O vento sopra
Anjos acalentam o ser
Não mais promessas de eternidade
É morte?
Liberdade?
Tua música-nossa história...
Virou tempestade
E se eu o amo
Não pode ser...
Morro em vida...
Quando não existe um eu... sem você
Não há nada...
Fostes embora?
Por onde andas meu Amor?
Saudades...

sexta-feira, abril 07, 2006

Espera...


Cansei...
Não quero mais responder perguntas medíocres
Não quero mais mentir felicidades
Não, não quero mais fingir ser o que as pessoas esperam
Deixei de ser “perfeita” aos olhos de quem me vê
Não mais direi palavras bonitas para alegrar tantos corações em densalento
Não quero mais que as pessoas me pensem frágil
Jamais voltarei a ser quem eu era
Mudei...
Quero estar em mim sendo só eu
Quero ter o prazer de ser feliz realmente
Quero sentir a verdadeira palavra que acalenta em dias de frio
Quero ouvir as mentiras mais belas
E duvidar das verdades mais verdadeiras
Nada existe, não é?
Não existo...
Apenas tenho a ilusão de que um dia serei cinzas de lembranças
E a certeza de que sempre fui uma ilusão para muitos....
Despedir-me com um Adeus?
Não!
Talvez eu de um até logo às estradas por onde caminhei
Para as pessoas que encontrei... por esse caminho... fica o silêncio e a impressão de uma leve brisa no rosto...


Eternamente uma fantaisa de mim!

sábado, abril 01, 2006

"Strawberry Fields Forever" (Uma Mentira)


A semana passou. O sol não aqueceu, estrelas esconderam-se atrás de nuvens negras a Lua permaneceu em silêncio, ocultou-se... Chuva... O que mais as palavras comentaram foram horas passadas. Tentando em linhas ocupadas ouvir, o não (o que não tem som) se encontra o inevitável. Nada fez com que a estrutura das montanhas mais altas e geladas se abalasse. Hoje surgiram expressões das quais não se espera significado. Não chegamos a um começo e é impressionante que eu tenha respostas para o fim... Músicas fazem refletir realidade...
“Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que aguardei prá ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então..."
Minha realidade? Realidade de quem as escreve? Realidade de quem está a minha volta?
Talvez... Não sei... Às vezes duvido da certeza.
A certeza com que um dia ouvi
A certeza de que um dia olhei
A certeza de que um dia toquei
Será que realmente houve a certeza ou o medo de acreditar que nada existe. Apenas ilusões de ilusões passada.
Ilusões perfeitas!
...
"Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ele não mora mais aqui"
Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca
essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
Eternamente uma fantasia de mim!

domingo, março 26, 2006

Outono


Plumas-brisas de neblina que cobrem as manhãs
Folhas que caem vertiginosamente...
No enrubrecer das tardes
Músicas suaves que brotam insistentemente
na penumbra da noite
Cálido sossego (re) pouso
Migrando do que não foi
Para o que nunca será...
Será!?
De volta para casa
Aconchego...

Abraço de mãe.
Eternamente uma fantasia de mim!

sábado, março 11, 2006

Visita


Estive aqui, às 25 horas e 25 minutos, buscando respostas para a sensação que você provoca
buscando um rosto, um estímulo...
Estive lembrando...
Eu poderia até descrever uma trajetória, porque conheço o caminho,
mas de que adianta?
Nós não caminhamos por ele juntos,
nós não chegamos a ser ( nós).
Estive lembrando... à procura de um sorriso debochado, sincero...
uma verdade-vertente vinda do fundo d'alma.
Algo que só existe
em minha fantasia de impossíveis.
Estive buscando você
e uma história para contar...
São 25 horas e 25 minutos
e eu não sei que dia é hoje.
Aqui comigo mãos, boca, olhos, pensamentos cheios...
desejos.
Buscando
você em mim!
Eternamente uma fantasia de mim!

quinta-feira, março 02, 2006

é tão estranho

É Tão Estranho
Eu quero o silêncio
A escuridão dos dias de chuva...
O frio
O sol que não aparece
A beleza de um sonho
A realidade do futuro
Algorítimos a serem desvendados
Eu quero...
A delicadeza da melodia da água que se precipita das montanhas
O encanto de um dia de paz
Esperar a lua...ressurgida da escuridão
"Eu só quero...um espaço nas nuvens para transformá-lo num jardim de Tulipas Azuis..."
Música...

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Retorno


Estava lembrando de quando começamos a planejar nossa casa. Tudo decidimos juntos. A cor das paredes, os móveis, o espelho do banheiro, a disposição dos móveis na sala, a cozinha... O brilho do piso, as lâmpadas... lembro de como você falava que elas não tinham que ser grandes, mas deviam iluminar bem. A cor das portas, ficamos discutindo uma semana...E o acabamento então? Você não queria nada que eu sugeria ( você tinha razão).As melhores escolhas, com certeza, ficaram para o nosso quarto.
Planejamos cada detalhe, nossa cama, o tipo de luz, tudo... Sinto saudade da certeza com que me falava:
"- As cortinas têm que ser vermelhas".
Você mesma escolheu o tecido, não muito liso e nem muito exagerado, me fez tirar e recolocar os trilhos até ficarem a seu gosto, queria que ficasse de uma maneira que passasse luz por entre elas, mas que não nos incomodasse pela manhã. Cortinas vermelhas, móveis claros, lençóis sedentos mesclados de amor, paz e alegria. Momentos...
Estou aqui sentado na nossa poltrona, onde você me beijava com carinho e avisava que ia para o banho enquanto eu assistia ao noticiário... Está tudo aqui meu amor! No mesmo lugar, da maneira que você queria...Só uma coisa sobrou...
Esse vazio imenso que você deixou.
Dói! Tanta felicidade...
Por onde andas meu amor?

Amo você!



Eternamente uma fantasia de mim!

Falar de você




Rafael

Falaram-me de um menino-capeta, ele aprontava todas... chamavam-no por um apelido estranho. Deram-me várias informações (contaram, cochicharam coisas...) e eu nunca quis falar com ele.

Um dia, porém, apareceu em minha vida:

Todo sério, reticente, totalmente estranho ao que haviam me dito... Apresentou-se pelo apelido, mas eu preferia seu nome... Agora todos os dias temos nos encontrado... Acho que somos mesmo... “Amigos”.

É estranho, eu vejo seu rosto, mas não sinto seu perfume...
Eu ouço suas palavras, mas não sei o que elas querem dizer...
Não conheço aquele de quem me falaram, mas também este se esconde de mim...
Quem é você?
Quais serão seus sonhos?
Que caminhos trilhou?
Qual será seu segredo?
A que veio na minha vida?
Será que são apenas palavras?
Delírios?
Criação?
Imaginação minha?
Não sei...
Só sei que...
É você!