domingo, agosto 31, 2008

Fim dos tempos!


São sóis noturnos. Mudaram os tempos. Entre os eternos momentos de insônia e o não poder acordar, intervalos breves da estranha dor que percorre meu rosto e cega meus olhos. São noites infindáveis. Estive ausente de mim e hoje percebo o quanto isso me fez mal. Eu não passeio mais por aqui, eu estive voltando, mas o caminho deu voltas e nelas não pude pisar. Mais que cores vibrantes, muito mais que sons ensurdecedores eu acordei da vida para um mundo que não pertence a mim. Eu o comprei, foram três anos cultivando cada personagem dessa ficção. Alguns dos atores se cansaram e se retiraram antes mesmo que as cortinas vermelhas se fechassem. Não houve nenhum aplauso, apenas risos escondidos anunciando a fracasso do espetáculo. Vê? Ele encerrou e ninguém percebeu que a piada contada ali não era mera coincidência. Triste daquele que viaja sob as sombras, quando na realidade a luz está guardada em seu bolso esperando ser revelada na face decomposta de inverdades malditas...