quarta-feira, fevereiro 01, 2012

que a mim...

passa o tempo e cada vez mais reconheço o quanto o silêncio faz parte dos meus dias
os pensamentos tão baixinhos atrapalham a alma esquecendo que mentir faz um grande estrago nos olhos dos outros
escrever acaba se tornando algo indescritível nesses dias onde o sol invade o pouco de solidão que poderia  haver
a busca irrevogável pela distração quando se fecha os olhos e se tenta encontrar
onde foi que errei?
nos caminhos em que insistentemente tentei esquecer que eles me levariam de volta...
de volta à felicidade dos dias de companhia
às lágrimas por coisas tão desgastadas
às palavras difíceis dos dias de chuva
que fariam qualquer coisa
qualquer coisa para me ver segundos esperando por sua chegada
atrasada por dias fora do asfalto
onde as mãos machucadas tentavam ligar para avisar que talvez a espera fosse eterna
as pernas sem movimento algum
e mais uma vez os olhos se fecharam à qualquer luz existente
a cabeça não suporta tanta dor e o coração sofrendo diz adeus entre lábios
mandarei flores que comemorarão sua vitória
quando na verdade o cartão se referia aos meus pêsames
convidando a vida para permanecer nos cabelos brancos
e a cegueira para indicar onde foram prostrados os sentidos
a certeza de que um dia a vida acaba
para que a morte conte as histórias que nunca ninguém soube...
em dias tristes como o de hoje...
no fim?
são apenas palavras queimadas pelo tempo.
seremos nós?

Um comentário:

San disse...

Perdão, criança...Pensava falar com uma alma já acostumada à produção de algo que pode trazer alento e crítica.Certa de não mais ofendê-la, retiro-me da ribalta, embora seja sua fã sincera e incondicionalmente.Continue a escrever e faça ouvidos moucos a essa doida sem douto lugar para lhe dizer sobre impressões de leitura que faz como uma conselheira que almeja que você manifeste o seu melhor.

Hasta!!

San