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quinta-feira, outubro 05, 2017

da janela lateral

estou vivendo algumas noites de chuva no quarto ao lado... a vista que tenho desse céu cinzento e parte do telhado se transforma ao passo que os olhos perturbados pela brisa que entra pela janela ensaiam alguns pingos de chuva... partirei de dentro de mim assim como a perda inesperada de um filho, as luzes se apagaram e o que permanece é a noite que adentra o descompasso do meu coração... estou vivendo algumas horas de chuva no quarto ao lado...

sexta-feira, novembro 20, 2015

momentos antes de partir...

Os seus olhos reticentes na busca de encontrar algo fora do lugar. O erro foi esquecer algumas palavras ditas e a certeza de que sempre voltamos ao mesmo lugar. A vida envolta pelo desejo de reconhecimento e o muito obrigada guardado a sete chaves, quem sabe nunca dito. Observe à sua volta não com os mesmos olhos reticentes do início da frase, mas como quem busca encontrar o pouco de felicidade que resta. Momentos emoldurados pelo seu sorriso, sem jeito entregando todo sentimento jamais exposto. Preserve-se ao máximo, pois amanhã é outro dia, e não poderemos voltar atrás e fazer diferente, preserve o agora, pois fotografias amareladas pelo tempo só contam histórias perdidas num caminho sem volta. O lado esquerdo latente pelo silêncio de pensamentos gritantes, a calmaria... volte algumas horas no ponteiro do relógio e encontre respostas às perguntas que implicitamente as mãos trêmulas fazem.

quarta-feira, novembro 18, 2015

a vida segue

Talvez amanhã eu consiga falar com você. Deixando de lado toda e qualquer sobra de ressentimento. Agora, o silêncio estarrecedor é que se faz presente. Seus olhos interrogando cada passo meu, não fará entender de outra forma, a saudade se faz presente nessa distância em comum que nem é tão distante assim. Mantenha suas certezas que aos poucos você morre sem nem ao menos ter tentado. Ter tentado viver, ter tentado ser feliz, apenas ter tentado. Esses dias de primavera tão gélidos quanto o vento às minhas costas, implorando para voltar alguns degraus, mas talvez seja tarde demais. Voltamos uns aos outros como se tivéssemos algum conhecimento do que houve, ensurdecidos pelo eco do desejo de vencer e mostra ao outro o quanto estivemos errados. Realmente, nesse jogo de imortais, acabamos ferindo quem não devia, uma atitude equivocada e sem volta. O balanço da consciência, insone o dia decorre de suas palavras, gravadas pelo tom de voz errado, pelo aceno errado, pela transmissão errada da informação. A alguns quilômetros de distância, o toque do telefone. Hoje não, quem sabe amanhã talvez... eu tenha você...

domingo, novembro 01, 2015

perdeu-se o sentido

Às vezes é necessário mais que algumas palavras... Por vezes o sentimento flébil nos rouba todas as histórias de que algum dia tivemos momentos felizes. Estamos perdidos e algumas horas do dia um sorriso sem graça e o peso do mundo nos ombros. Passos inversos ao caminho de volta para casa... Perto das quedas d'água onde o barulho ensurdece o amor escondido num rosto magro, cansado por tentar a vida toda ser alguém... A noite longe vai, nessa plangente chuva que traz um pouco mais de calma ao silêncio que perturba a alma e mostra aos outros o quanto somos frágeis...

domingo, outubro 25, 2015

de ontem

Fugimos o tempo todo do que poderíamos ser e nessa busca incansável pela perfeição nos deparamos com nossos próprios defeitos. Tropeçamos, caímos e nos machucamos em nós mesmos. O clichê do problema sou eu acaba batendo à nossa porta e trazendo flores, convidado para entrar permanece por toda vida. Alguns arrependimentos e o desejo de ser muito feliz acaba caindo do prédio mais alto. No segundo silêncio do relógio, tresloucado pelo horário de verão correndo contra o tempo cego dos sentidos mais uma vez tropeça e cai em plana avenida movimentada. E nessa altura do caminho espero que ninguém sinta falta de seu sorriso, de seus olhos... Divagações de notas musicais fora do tom que se confundem com o vento entram pela janela para despirem-se num sonho que nunca existiu... Sábado e as palavras que insistem em entrar nesse conflito, observo alguns pingos de chuva e o frio de primavera... quem sabe amanha o dia amanheça nessa saudade de quem não vive, apenas espera a vida passar...

quarta-feira, outubro 07, 2015

uma história...

Ninguém sabe quantas histórias uma lágrima pode guardar... são lembranças envoltas em momentos que, por mais que você queira, jamais voltarão. São sonhos guardados no tempo, são gestos que jamais irão se repetir. Olhares que singularizaram cada segundo que se passou...são sorrisos que abrilhantaram as noites de inverno, ou então a breve caminhada num fim de tarde qualquer. É a vida mostrando que tudo tem um começo, meio e principalmente um fim... uma lágrima pode escrever um poema de amor, um livro sobre o quão a vida pode ser difícil, uma lembrança de infância, uma música, uma carta esquecida na gaveta...ou ela pode simplesmente surgir por agradecimento. Uma lágrima pode nos mostrar quantas vezes você tentou que tudo desse certo  ...e então você se dá conta que,  por um momento,  tudo que você passou realmente valeu...valeu cada dor, cada arrependimento, cada dúvida, cada momento que pensou em desistir mas que jamais desistiu, esta lágrima chega cheia de alegria e nos dá forças para continuar...ou, ela pode vir devagarinho, e aos poucos, embalada pelas batidas do coração, valsear pelos salões da vida com suas dores, mostrando ao seu sorriso que podem sim viver juntos. E mesmo que por um momento você queira esquecer e desistir de tudo...você descobre que nem sempre poderá segurar o mundo em suas mãos e que o seu mundo também pode desabar muitas vezes...mas que, ainda assim você poderá reconstruí-lo...quantas vezes forem necessárias. Por isso, vamos celebrar nossas lágrimas, nossas histórias...nosso início, nossa caminhada...e também o findar dela.

terça-feira, setembro 22, 2015

conversa

Uma amiga me pediu para jogar algumas de suas recordações ao lixo... Perguntei a ela o porque, tão rapidamente numa resposta irônica ela respondeu que não conseguiria se desfazer do que por algum momento lhe fizera feliz... Olhei para os lados e alguns sorrisos contaram algumas outras histórias que nem deveriam ter existido. Reticente busquei guardar algumas palavras, mas logo compreendi que guardar o que é dos outros impossível se torna quando refletimos sobre tudo aquilo que não gostaríamos que fosse nosso. Então, subitamente num rápido ato dirigiu-se à porta e se desfez de alguns sentimentos em pétalas guardadas sufocadas pelo tempo. O que nos restou foram alguns segundos de reflexão e a chuva no caminho de volta para a casa.

domingo, dezembro 21, 2014

21

Escute por alguns segundos o barulho da chuva... Escute por alguns segundos o suplício da alma... Escute os dias se despedindo... Escute os passos lentos em que o ano se desculpa por não ter sido o que você esperava... Está chegando ao fim, a despedida saudosista de um ano que de bom nada trouxe...

domingo, novembro 23, 2014

alguns meses...

As paredes brancas, as cortinas lembrando vermelho que pulsa em nossas veias na busca insaciável de viver a vida. Os dias vagarosamente se despedem do ano que aos poucos vai chegando ao fim. Quanto custa? Algumas horas e a chuva chega mostrando que até os deuses as vezes desistem, e quando pensamos que é o fim... O sol aparece pela manhã... A saudade acompanhada de algumas doses de conformismo, insistir onde apenas existe mágoa não faz de você uma pessoa melhor. Aprendemos tanto e sabemos que ao findar da caminhada de nada valeu, senão vivemos intensamente e não passamos adiante as preocupações de todas as noites... Hoje antes de dormir, quero que um tantinho de alguém saiba que a noite não passa em vão. Nas preces silenciosas vale muito mais um pedido sincero dessa distância sem fim, do que viver ao lado de quem não pronuncia a importância da lembrança, do cuidado, do desejo de pequenos momentos de felicidade. Se existisse ainda outra forma de dizer... Com toda certeza esta seria algumas cartas... Para guardá-las no mais profundo d'alma... Todo ano chega ao fim, e este felizmente...

quinta-feira, outubro 23, 2014

é isto...

"Nem Deus afunda o Titanic..."
Gosto de lembrar dessa frase quando leio, presencio e compreendo o quanto as pessoas etão equivocadas em pensar que a vida segue sem haver maiores desastres. Um dia eu hei de explicar melhor, por enquanto fiquemos no suspense dos dias que se escrituram por si só e lá na frente quem sabe alguém conte a história de pescador... Foi você quem pescou este peixe enorme? Cuidado ao devolvê-lo no mar, de tão grande pode esvaziar todo o oceano e acabar no deserto...

quarta-feira, setembro 24, 2014

reticente...

e assim a chuva traz a primavera numa necessidade extrema de que as flores floresçam antes de se afogarem e perderem a vida em meio a correria de uma quarta-feira cinzenta... as palavras mostram o que muitas pessoas são, porém não suprem a necessidade de encontrar você... logo o barulho dos pingos de chuva nos telhados encobrem os pensamentos gritantes que tentam contar o tempo pelas dores da saudade... observar através da janela ao passo que os olhos se confundem com o vidro que espelha a alma...

terça-feira, dezembro 03, 2013

e se for dor...


Antes que a primavera acabe, algumas palavras e pedidos de desculpas lembraram o que não mais voltará. O conselho do dia é: "esqueça, que eu também já esqueci". E nessa brincadeira de ser forte, alguns acabam com o pouco de vida existente. Antes que algumas lágrimas escorram de seus olhos, é perfeito lembrar quantas imperfeições de momentos mal vividos tivemos. E quando menos esperar as datas comemorativas farão de você tão somente arrependimento. Deixe de lado toda essa história e siga em frente, pois a vida não espera ninguém. Estejamos felizes, esqueça o que não pôde ou tudo o que não quis viver. Não volte em histórias contadas por seus monstros. Perdoe é mais fácil que tentar fazer o mesmo mais uma vez. Nessa lista se meu nome estiver,lembre como alguém que tenha morrido, dói... inevitavelmente, mas não existe nada para se fazer. Ame-se, construa sua história, pois um dia eu amei você!   

domingo, dezembro 16, 2012

uma vez mais


Fechado para balanço. No final das contas o que restou foram algumas palavras vazias tentando encontrar o ar que preenchesse toda essa imensidão de promessas perdidas no meio das flores que dão graça ao verde de um campo perdido em meio de uma estrada sem fim. O pôr do Sol e se você me escutar mais alguns minutos eu conto o que avistei com meus próprios olhos. A vontade de seguir em frente nesse mundo que muitos dizem que irá acabar. Passo alguns dias triste e a chuva de verão que cai tempestuosamente fazendo desenhos, histórias mal contadas com a lembrança de criança e o sonho de morar mais próximo do céu. Estar ao seu lado, ouvir sua voz que se distancia na medida que deixo de lado qualquer pessoalidade que poderia existir. A mensagem anônima que permeia o inverso da retina mostra que de nada serve as atitudes boas senão no dia seguinte acordar com ressaca, vomitando todo aquele desejo guardado de ser feliz novamente, ou ser feliz quando nunca se foi. Voltar alguns degraus e perceber que na vida as coisas passam, as palavras somem, as atitudes são esquecidas e as pessoas que realmente se importam, as que realmente são importantes permanecem a cada passo sobre espinhos em que meus pés machucados, sangrando contam que aprendi muito e não é agora que vou desabar. Como passou... Foram apenas palavras, hoje é outro dia... ontem já foi... Quem sabe nesse novo início estejamos menos distantes do que é bom, do que faz bem... No fim das contas, a vida é feita de vias de mão única, se houver algum acidente mande flores no dia seguinte para desejar que seja muito feliz...

terça-feira, dezembro 04, 2012

Quem sabe o mundo mesmo acabe

Ontem antes de dormir recebi uma pergunta: "Faltam 18 dias para acabar o mundo. Dia 21 está chegando, o que faremos?" Pensei alguns segundo e respondi: "O que você quer fazer?" A resposta não veio, mais que o silêncio as palavras ecoaram em meio ao céu tão claro, efeito da lua que estava linda às 00h46... Talvez o que realmente eu queira fazer antes do fim do mundo, diante dos olhos de algumas pessoas, está longe de se realizar. Desejos subentendidos no meio desse caos que está minha vida, nada de perverso... Apenas querer viver em paz e algumas outras coisas que fariam da vida e do mundo algo instigante de se buscar. Voltar alguns passos e dizer que errei, e isso foi muito bom, pois só assim compreendi que o que vale é a simplicidade dos dias. Se o mundo realmente acabar, fiz algo de bom... Amei com todas as minhas forças cada segundo de vida a minha Iza Mãe, meus irmãos, sobrinhos, minha família... Amei numa singularidade cada pedrinha que juntei ao meio fio para que minha caminhada fosse um tantinho menos doloroso. Errei as contas de quantas vezes me decepcionei. Sorri as brincadeiras juntos às lagrimas que percorriam meu rosto. Mudei todos os dias para que nada fosse igual. Senti saudades todo tempo para lembrar que existiram momentos felizes. E se por um acaso muito provável disso não acontecer, o mundo não acabar, essas palavras valem para o presente. Faltam-me alguns amigos para compartilhar que minha vida não é só o silêncio de uma sala, não é a falta de abraços, não é essa indeterminação que muitos me olham. Tem sentido sim. O sentido de aprender todos os dias algo novo. De me revoltar às vezes na volta para casa. E se me permite a pessoa que me fez essa pergunta... Viva um pouquinho mais, deixe de lado certas opiniões, hábitos, complexos... Deixe de se sentir sozinho. Deixe que você passe pela vida e não que a vida passe por você. Não deixe que seus sentimentos atrapalhem as palavras que tanto quer dizer, ser direto talvez faça com que você se perturbe menos. Seja feliz. Aquela felicidade só sua, sem depender de outras pessoas. Apenas viva. Só... Assim quem sabe descubramos o que faremos diante desses dias que, teoricamente, nos resta... Quem sabe...

quarta-feira, novembro 28, 2012

falsos olhares

Eu admiro as pessoas que sofrem o tempo todo e ainda perante os outros sentem uma felicidade enorme em dividir as mentiras da vida em sociedade. Admiro aqueles que têm tantas mães e acaba não tendo nenhuma por não saberem que amor de mãe é único e indispensável para que a vida retorne de um caos nas palavras ouvidas em momentos de angústia. Aqueles que passam momentos sozinhos, tão só que pensam estar em meio a multidões que fazem eco aos seus ouvidos e assim dizem-se surdos no silêncio que atormenta a alma e faz com que o vazio se ausente nas brisas de uma noite sem fim. Pela manhã constatar que viver é caminhar para o fim, um fim que todos um dia terão um menos e outros mais doloridos, na confusão dos pensamentos e nos arrependimentos de culpa que a velhice nos trás de última hora. E se for cedo demais a culpa pela imprudência de se ter vivido mal numa imensidão de atitudes que poderiam terem sido diferentes. A mim, resta a admiração dos faladores em plantão, que necessitam o tempo todo da ajuda do mal falado e ainda assim, com um sorriso no rosto cumprimenta como quem diz que a vida segue, pois cada um entendo do que fala. Chorar algumas lágrimas de crocodilo como diz o ditado e voltar algumas pedras que machucam os pés, mas mesmo assim é possível suportá-las, pois a todo tempo é inevitável lembrar que sou eu quem invade o caminho delas. Mais um dia e talvez tudo isso passe rápido demais, para ter histórias para contar e dizer do sofrimento em silêncio que muitos ainda ão de passar...

domingo, outubro 28, 2012

mais um dia...


 

Chorar foi tão necessário quanto a chuva que hoje caiu. Minha alma embevecida de saudade, onde alguns passos em quatro patas, pequenas quase não perceptíveis não mais veremos pela casa. Mais uma vez nos vemos numa situação amaldiçoada pelos olhos do mundo, que nem sempre notam o quanto pesa às costas nesse caminho tortuoso que é a vida. A tristeza permanece na lembrança e no desejo de dias melhores. Eu já tive anjos que corriam pela casa, andavam entre meio aos meus pés quase que num tombo me faziam sorrir como criança. Agradecer a essa Deusa dos deuses que é minha Mãe Iza é o mínimo que posso fazer. Ela mudou a essência dos ventos para que não soframos tanto; esse pesar que cega meus olhos e mostra que não sou nada diante dessa caminhada que um dia terá fim. Agora, o que nos resta é sofrer em silêncio, mais uma partida desolada de uma criaturinha que só alegrava a minha vida, acabou seu sofrimento, mas ainda assim é muito triste lembrar... a impressão que fica dos cuidados que tivemos... A noitinha que chega levando embora o dia, e alguns pingos que se prostram do lado de fora da janela... Mais um Adeus. Continua a vida, algumas trajetórias para contar que talvez não interesse a muitos, porém se muitos tivessem a divindade que tenho dentro da minha casa saberiam o quanto de valor tem a vida. Que se hoje chove é porque tem algum sentido. Se as luzes apagam é porque tem algum sentido. E se os ventos revoltos mostram ao cabelo que envelhece a cada dia, procurando em nossas cabeças a maturidade, o sentimento, a dor é porque tem algum sentido, esse sentido quem faz/quem é... Mãe Iza, que modifica a vida e mostra os caminhos a serem trilhados... Obrigada, Mãe... por todos os dias em que estive em estados de tristeza profunda e você se importou tanto quanto nos dias de alegria extrema... o cansaço e meus medos escondidos embaixo da cama fugindo de mim mesma. Obrigada meu anjo.

sexta-feira, outubro 12, 2012

quem sabe isso quer dizer...

 
Estudar a arte de interpretar faz com que sejamos menos imbecis. As tantas indiretas que cabem a tantas pessoas, talvez se explique através da interpretação. Tudo aquilo que sei, aprendi que não serve de nada se não olvidar no segundo silêncio após escrevê-lo nessas linhas imaginárias da vida que passa apressadamente e mostra que depois das tempestades sempre fica aquela dor incomodando o lado em que não se pode deitar para descansar. Ler no sentido estrito da palavra também não leva a nada além da incompreensão imoral de seus olhos, e a língua que fala mais que a boca das coisas que não sabe. O silêncio acaba sendo algo tão precioso mostrando o quanto as pessoas são maldosas a ponto de desconhecer no outro tudo aquilo que queria em si mesmo. Passar ao seu lado, receber alguma de suas palavras e não obter respostas às perguntas dirigidas a você mostra o quanto certas datas do ano fazem sentido. Crescer dentro da cabeça que dói cada passo que os pés hão de pisar, nas pedras distantes atingidas pelas ondas desgastantes de um mar revolto em seus pensamentos. Assim, estudar é algo tão deprimente que às vezes me pergunto o que hei de fazer da vida depois que tudo isso acabar? Nada, como todos os dias esperar que o sol se ponha, e que a noitinha chegue numa brisa saudosa do seu estar, para que pela manhã tudo se inicie numa emergência de estar vivo. Cuidado com o que seus olhos acabam lendo por aqui, pois a arte de interpretar é para poucos, e olhos não treinados acabam fazendo mais errado do que errado escrito aqui.
 


sábado, setembro 29, 2012

voltaremos...

As coisas boas da vida estão guardadas em momentos que se lê nos bits do tempo. Bem, aquela lembrança guardada no fundo daquilo que dói a alma de lembrar que um dia pudesse ter acontecido. Lembrar a voz de uma música ou as lágrimas por ouví-la. Saber que tudo passou tão lentamente ao passo da pressa de cessar qualquer infortúnio que pudesse causar um estrago tão grande impossível de reconstruir os...
pedaços esquecidos nesse caminho torto em que seguimos. Lembrar é tão bom que faz você ouvir a respiração do outro como se fosse se último suspiro, e que foi um adeus tão singelo que é impossível sentir raiva ou qualquer remorso que se tenha. É... as coisas estão aqui, intactas a qualquer toque que poderia ter existido. Assim, a vida segue com essa sensação maravilhosa de que um dia tive tantas pessoas quanto aquelas que se fizeram presente na minha vida. As letras sempre retomam seu sentido, seu nome, sua essência e o desejo de tê-las para todo sempre nas tardes de domingo, nas madrugadas sem fim, no desentendimento, na mágoa, em seus olhos... Vamos? Quem sabe um dia nos encontremos no caminho de volta para casa...

terça-feira, dezembro 20, 2011

amigo oculto


Alguém um dia faria minhas noites melhores

Alguém uma noite prometeu fazer meus dias melhores
em tardes de verão tentar encontrar os desejos que corri e às pressas escondi debaixo da cama...
Alguém queria que eu sorrisse...
Muitas vezes esse alguém esteve todas as horas a meu lado mesmo estando tão longe...
Alguém nas chuvas de verão me trouxe algumas cores do arco-íris, que num céu de azul esplêndido escondia mais uma vez minhas tristeza...
Era céu de dezembro relembrando junho que antecedia agosto...
Dezembro esse, alguém não apareceu para tocar nos acordes de violino as músicas de natal...
Alguém não me presenteou com árvores frutíferas
Esse alguém que recebeu o seu presente novamente...
Não me trouxe vida em verso
Espero que esse fim de ano algo mude, as mudanças esquecem que o novo acaba por chegar...
Bate à minha porta atrasando toda a vida de alguém que não lembra o que é viver...
Nas ondas reversas do tempo procura incessantemente por alguém que desapareceu, desintegrou-se junto aos sonhos
Acordam e percebem que as promessas embrulhadas em lindos papéis de presente não passam de lembranças desbotadas
Esperando que no segredo dos dias...
Alguém volte para desejar um feliz natal
Triste tão singelo...
Silencia junto às tragédias da vida.

sábado, dezembro 10, 2011

me conta uma história?

busquei todas as formas de mostrar a você o quanto importante era a vida e a forma de vivê-la
busquei em cada segundo da Lua, esquecida na luz dos dias encontrar a forma mais singela de dizer o quanto errado você estava fazendo as coisas
busquei você todos os dias de tempestade
apaguei as histórias do asfalto
escrevi histórias contando as preciosidades encontradas na areia que me agredia os olhos
machuquei minhas mãos tentando desencravar cada espinho que colocavam a teus pés
aliviei o Sol dos teus olhos para que visse o caminho certo a seguir
os medos das noites em que você não dormia, acompanhei cada milésimo de segudo para que nada chegasse para te amendrontar
e agora percebo que estou partindo sem sequer um adeus...
suas palavras são mudas aos meus ouvidos
seu pesar curva-se aos meu pés, a dor é tanta que me permito esquecer
cada traço de seu rosto
cada pedido seu me desespera a alma
sigo os dias sem sua presença viva mesmo que isso me custe a vida
um caminho sem chegada
o choro preso entre a vontade das lágrimas e o fechar dos olhos...