sexta-feira, dezembro 21, 2012

Nada que eu não faria


Olhar alguns dias com aquela vontade de mudança. Olhar e dizer que tudo passou numa sequência ilógica da vida que acabaria no próximo instante. Agradecer as pessoas por tudo que puderam ensinar entre palavras de ódio e raiva, entre palavras de amor e ternura. Aprendi mais do que deveria nesses últimos dias, nessas últimas semanas. Aprendi que não serve de nada ajudar estranhos tão próximos que neste ano deram adeus antes mesmo da próxima marcha fúnebre celebrar seus sonhos, aquilo que tanto almejam na vida. Caminhei ao lado de pessoas desconhecidas que tiveram boca para falar do silêncio. Sentei diante de alguns mestres inseguros, prazerosos em fazer tudo àquilo que sofreram em tempos assim, prazerosos em ver o sofrimento e o desespero de quem queria seguir em mais uma etapa da vida. Vivi tantas falsidades que é difícil encontrar histórias boas para contar. Descobri mais uma vez a importância de ler histórias contadas em livros... Voltei nos olhos do passado que a certa altura do chão deixou tudo para trás para viver alguns segundos de amor eterno, aquele que fere a alma e mostra ao coração o que mais dói. Indiferente, trilhei meu caminho sempre em frente, olhando para os lados, lembrando que atrás de mim existiam manchas marcando algum caminho de volta para casa. Embriaguei-me sozinha, chorei sozinha... Para mais uma vez provar a mim mesma que a vida passa, as pessoas passam, o tempo passa. Infelizmente, eu sobrevivi a cada palavra impensada numa tempestade de brisas mostrando que há muito que sofrer...

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