sexta-feira, dezembro 21, 2012

Nada que eu não faria


Olhar alguns dias com aquela vontade de mudança. Olhar e dizer que tudo passou numa sequência ilógica da vida que acabaria no próximo instante. Agradecer as pessoas por tudo que puderam ensinar entre palavras de ódio e raiva, entre palavras de amor e ternura. Aprendi mais do que deveria nesses últimos dias, nessas últimas semanas. Aprendi que não serve de nada ajudar estranhos tão próximos que neste ano deram adeus antes mesmo da próxima marcha fúnebre celebrar seus sonhos, aquilo que tanto almejam na vida. Caminhei ao lado de pessoas desconhecidas que tiveram boca para falar do silêncio. Sentei diante de alguns mestres inseguros, prazerosos em fazer tudo àquilo que sofreram em tempos assim, prazerosos em ver o sofrimento e o desespero de quem queria seguir em mais uma etapa da vida. Vivi tantas falsidades que é difícil encontrar histórias boas para contar. Descobri mais uma vez a importância de ler histórias contadas em livros... Voltei nos olhos do passado que a certa altura do chão deixou tudo para trás para viver alguns segundos de amor eterno, aquele que fere a alma e mostra ao coração o que mais dói. Indiferente, trilhei meu caminho sempre em frente, olhando para os lados, lembrando que atrás de mim existiam manchas marcando algum caminho de volta para casa. Embriaguei-me sozinha, chorei sozinha... Para mais uma vez provar a mim mesma que a vida passa, as pessoas passam, o tempo passa. Infelizmente, eu sobrevivi a cada palavra impensada numa tempestade de brisas mostrando que há muito que sofrer...

domingo, dezembro 16, 2012

uma vez mais


Fechado para balanço. No final das contas o que restou foram algumas palavras vazias tentando encontrar o ar que preenchesse toda essa imensidão de promessas perdidas no meio das flores que dão graça ao verde de um campo perdido em meio de uma estrada sem fim. O pôr do Sol e se você me escutar mais alguns minutos eu conto o que avistei com meus próprios olhos. A vontade de seguir em frente nesse mundo que muitos dizem que irá acabar. Passo alguns dias triste e a chuva de verão que cai tempestuosamente fazendo desenhos, histórias mal contadas com a lembrança de criança e o sonho de morar mais próximo do céu. Estar ao seu lado, ouvir sua voz que se distancia na medida que deixo de lado qualquer pessoalidade que poderia existir. A mensagem anônima que permeia o inverso da retina mostra que de nada serve as atitudes boas senão no dia seguinte acordar com ressaca, vomitando todo aquele desejo guardado de ser feliz novamente, ou ser feliz quando nunca se foi. Voltar alguns degraus e perceber que na vida as coisas passam, as palavras somem, as atitudes são esquecidas e as pessoas que realmente se importam, as que realmente são importantes permanecem a cada passo sobre espinhos em que meus pés machucados, sangrando contam que aprendi muito e não é agora que vou desabar. Como passou... Foram apenas palavras, hoje é outro dia... ontem já foi... Quem sabe nesse novo início estejamos menos distantes do que é bom, do que faz bem... No fim das contas, a vida é feita de vias de mão única, se houver algum acidente mande flores no dia seguinte para desejar que seja muito feliz...

terça-feira, dezembro 04, 2012

Quem sabe o mundo mesmo acabe

Ontem antes de dormir recebi uma pergunta: "Faltam 18 dias para acabar o mundo. Dia 21 está chegando, o que faremos?" Pensei alguns segundo e respondi: "O que você quer fazer?" A resposta não veio, mais que o silêncio as palavras ecoaram em meio ao céu tão claro, efeito da lua que estava linda às 00h46... Talvez o que realmente eu queira fazer antes do fim do mundo, diante dos olhos de algumas pessoas, está longe de se realizar. Desejos subentendidos no meio desse caos que está minha vida, nada de perverso... Apenas querer viver em paz e algumas outras coisas que fariam da vida e do mundo algo instigante de se buscar. Voltar alguns passos e dizer que errei, e isso foi muito bom, pois só assim compreendi que o que vale é a simplicidade dos dias. Se o mundo realmente acabar, fiz algo de bom... Amei com todas as minhas forças cada segundo de vida a minha Iza Mãe, meus irmãos, sobrinhos, minha família... Amei numa singularidade cada pedrinha que juntei ao meio fio para que minha caminhada fosse um tantinho menos doloroso. Errei as contas de quantas vezes me decepcionei. Sorri as brincadeiras juntos às lagrimas que percorriam meu rosto. Mudei todos os dias para que nada fosse igual. Senti saudades todo tempo para lembrar que existiram momentos felizes. E se por um acaso muito provável disso não acontecer, o mundo não acabar, essas palavras valem para o presente. Faltam-me alguns amigos para compartilhar que minha vida não é só o silêncio de uma sala, não é a falta de abraços, não é essa indeterminação que muitos me olham. Tem sentido sim. O sentido de aprender todos os dias algo novo. De me revoltar às vezes na volta para casa. E se me permite a pessoa que me fez essa pergunta... Viva um pouquinho mais, deixe de lado certas opiniões, hábitos, complexos... Deixe de se sentir sozinho. Deixe que você passe pela vida e não que a vida passe por você. Não deixe que seus sentimentos atrapalhem as palavras que tanto quer dizer, ser direto talvez faça com que você se perturbe menos. Seja feliz. Aquela felicidade só sua, sem depender de outras pessoas. Apenas viva. Só... Assim quem sabe descubramos o que faremos diante desses dias que, teoricamente, nos resta... Quem sabe...