terça-feira, janeiro 26, 2010

Talk To Me





Eu vi o que aconteceu...

Destruição...
Solidão...
Felicidade negra, embebida de maldade e frustração.
O que você é?
Uma doença que deixa feridas abertas que sangram sorrindo.
Doses diárias de sofrimento disfarçado de felicidade.
Abraços que atiram a um abismo.
sufoca.
seduz.
Ventos que conduzem uma vida...a um eterno vazio.
Dor imensa que não cessa...
distância que corroe...
que destrói.
Cá-li-ce vermelho.
Vida servida em bandejas de prata.
Que sangra...desesperadamente sangra.
Que sofre.
caminhando por estradas sombrias.
sem volta...
Sem respostas.
Apostas enterradas em um passado-presente.
Agora, todo aquele brilho.
posso ver todo o veneno.
sendo derramado em instantes...
em lembranças , nas feridas que nunca cicatrizam...
Abertas.
pensam estar curadas.
pelo sol, pela chuva...
Por um frio intenso que nunca passou!
Todos os dias ele vem.
Cuida de Mim...

E esperando que tudo se acabe, que ele volte para ficar.
Vou guardando, em silêncio.
Toda essa dor que estou sentindo.
todo esse amor que está me ferindo
toda uma vida que está a se destruir
Por um inferno incessante
Assim chamado...
Amor!

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Sem mais...




Nós pensamos que sempre é tarde demais. Envolvemo-nos com pessoas estranhas, na primeira impressão pensamos que é a pessoa certa para nos acompanhar por algum tempo, pequeno que seja ele. Perdemos oportunidades, e quando a vida nos apresenta mais uma chance, deixamos que ela escorra junto à chuva que cai lá fora. Muitas vezes caminhamos pelas ruas buscando respostas para tudo aquilo que foi deixado em algum lugar no passado. Nos maltratamos, sofremos em silêncio... Ocupamos nosso tempo para que nada daquilo que ficou para trás prejudique nossas vidas a ponto de perder a cabeça, e o pouco sentimento bom se transforme naquela doença que ninguém ouve falar. A solidão interna corrói cada dia que passa. Uns dias na fila do banco, outros trabalhando nos filmes/histórias reais outros ainda estudando a linguagem de máquina. A máquina sim tem tempo de vida útil para ler cada mágoa da gente e ficar em silêncio sem contar nada a ninguém, a não ser quando recebe o comando "leia-me". Podem passar anos, se carregarmos algo mal resolvido dentro de nós sofremos mais que qualquer palavra de ofensa dita. Então, descobrimos que extravasar nossa raiva é uma forma muito simples e acessível de amenizar rapidamente a dor que sentimos. Passam algumas horas e percebemos que o antídoto durou muito pouco. A noite, em seguida a madrugada nos aperta, nos amordaça, nos ata as mãos e faz-nos sangrar até a vida/morte bem pertinho de nosso coração. E pela manhã caminhamos com os pés descalços e o peito cravejado de espinhos. Dói tanto, que o rosto cansado tenta contar a alguém, e quem entenderia? O tempo passou tão depressa que foi sobrando muito esquecimento, só lembrava de você quando olhava na estante e via aquele livro. Sempre dizia: " - tenho que tirá-lo daqui." Talvez uma visita virtual. Jamais através de terceiros. Teve a capacidade de chegar até a essa altura sem ofender ninguém que dissesse a teu respeito, em silêncio. Foi assim, essa semana. Foi tão triste, deprimente. A ofensa virou resposta ofensiva. A verdade não é para ser dita a quatro ventos por aí, cabe a nós apenas. Logo vem o arrependimento entre ambas as partes. Por fim se ainda existe alguma chance, se ainda existe algo que contar... Sei que mesmo estando no meio de uma multidão poderia ser que estivesse sozinho.Opções... nós fazemos nossas escolhas. Qual será a sua?





"Talvez bastasse respirar um pouco.
Somente respirar um pouco.
Recuperar cada batida em mim.
Sem buscar um momento para ir embora.
Não vá embora..."

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Malas Prontas



as letras de gesso...


deixe tudo separado...


aquele copo que eu costumava tomar suco de pêssego quando estava sentada na frente de casa vendo as pessoas passarem.
as minhas taças de entrada de ano, aquelas de 2010.
aquelas roupas que eu mais gosto e nunca mais pude usar...
aqueles cds e dvds que ouvíamos e assistíamos juntos quando ia chegando à noitinha.


deixe tudo separado...


minhas jóias, meus brinquedos de quando criança...
aquela coleção de luzes antigas de natal, e as bolas de vidro vermelho que ganhei quando estava em Curitiba - ah, aquela viagem.
meus livros, caixinha de música que ouço agora tocar...
as letras de gesso.


deixe tudo separado...


as cartas de amor, as cartas de desprezo e mágoas guardadas...
a caixinha de bombom que recebi naquele ano.
o espelho que nunca retirei da parede mesmo estando quebrado.
e aquele quadro que esqueci atrás das flores...


deixe separado...


a latinha que contém todas as minhas senhas, delas posso precisar para acessar meus e-mails.
a coleção de miniaturas de bebidas, a coleção de moedas antigas e a coleção de entradas de cinema.
separe também, as canetas e os blocos de anotações.




não esqueça de deixar separados...


o meu urso, meu cavalo, minha vaca, minha zebra de pelúcia que deixei em cima da cama.
e todos os outros que estão no guarda-roupa...


e num instante último não esqueça minhas fotos, lembrança contida de momentos...
lágrimas...
sorrisos...
e dor, muita dor.
mesmo que estejam rasgadas ou recortadas, esquecidas pelo tempo, não esqueça de separá-las...




Eu disse para ela que nada ficaria, agora caminhando por entre essa grama verde, num caminho inverso o de casa, fiquei com a impressão daquela frase, a última frase que li quando saí de lá com os olhos rasos d'água... "Nós que aqui estamos, por vós esperamos".


E hoje, quando a coleta de lixo passar levará muito de suas recordações.


E se ainda houver um momento, aprendi que desta vida nada se leva. Nem mesmo o sentimento que muitos não sabem que sentimos.


Amo você!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

In Memorian





silêncio...

companhia de todas as noites...
Dizem que tudo valeu a certeza de que um dia ele iria encontrar o que tanto procura...
O que fazer?
ser para quem?
Viver sem que ninguém o espere...
que o siga...
a esperança de encontrar...
um alguém que complete seus vazios
suas angústias...
vida construída por alicerces de areia...
Sentir que tudo foi tão bonito, porém se foi com o primeiro vento...

Sem vida...
tão feliz...
só...
sem ninguém.
sem ele mesmo.
Atração colocada em um palco para contar histórias vazias...
histórias cheias de luz e sombras.
Um amigo...
que conversa com si mesmo
amigo chuva de verão
vem, refresca e logo passa.
Insiste
espera...
que a espera
deixe de ser ilusão ...
melancolia revestida de felicidade
vida vivida por instantes em branco...
sem lembranças eternas.
Infinitamente ele espera...
por uma
vida

só sua.

Caminho que te encontrar





Foi um telefonema..




Foi assim...


Como foi sua passagem de ano? Ou ainda até que dia do novo ano pode-se desejar Feliz Ano Novo? Nunca me responderam, mas em todo caso... Feliz Ano Novo, e que se este ano as expectativas estiverem escassas, olhe para trás e vê se você encontra alguma promessa esquecidas pelo tempo... uma lista de amigos e apoios à sua espera... Espera que volte, e tenha mais tempo para viver a vida... Vida! Mas não somente aqueles momentos de festa, casa cheia, música alta... Aqueles momentos de conversa distante, descontraida, engraçada relembrar de tempo passados... Projetos, aqueles... Aqueles que nunca saíram do papel... E para dormir, ao lado da cama e o calor aquecendo la fora, agradecer cada segundo de boas novas... Passaram os anos, nada mudou... Foram apenas as palavras que tomaram uma conotação diferente. O sentido de ser a última pessoa a ser incomodada por um toque de telefone, um choro no fundo da linha e a canseira de ter crescido e tomado a pílula da responsabilidade, nos torna chatos não é mesmo? É incrível, a agenda do celular completa... porém ninguém disponível... E agora o que fazemos? Vasculhamos conversas passadas, históricos, mensagens para achar um único número, que ainda assim corremos o risco de não ser atendido... Por acaso do destino, fui atendida. E eu que esperava menos, bem menos... Fazer o quê? Se a vida dá voltas e dos "amigos" precisamos, mesmo que de um modo sub lateral... Desculpe-me se fica por parecer que não confio em suas falas, mas é que depois que a gente aprende que as palavras, as expressões machucam, a gente tende a se defender delas... Não quero que fique aquela impressão... aquela que causa causos, risos, cochichos, comentários... nem é assim que a vida funciona. Só gostaria que neste ano, 2010 não é? Neste ano você aprenda utilizar as palavras de modo que deixe aquela dúvida no ar e não enxote todo o medo e o abandono que sofreu ou que você escolheu... 


São raras as vezes que somos sinceros, e nessas vezes muitas vezes o outro permanece em silêncio, como quem diz... "É tarde demais para essas palavras chegarem por e-mail... Triste, perdeu seu tempo..."


Seu presente ficará guardado, na lembrança de que um dia eu tive o caminho de te encontrar... Que te encontrar...

quarta-feira, janeiro 06, 2010

7 de janeiro


você?



uma virtualidade de pensamentos.
um sopro na alma, aquele...
aquele, que todas as noites passa por aqui.
uma história sombria.
você?
coincidência da vida...
todas as noites passa por aqui.
realidade num sonho infantil...
quantos capítulos?
quantos mais passam a vida até que...
até que...
você?
desperte a coragem...
esperança...
distante...
sozinho...
todas as noites passe por aqui.