Nunca fui de suportar as lamúrias da vida que em dias de outono a chuva conta histórias que nem deveria mais lembrar. Na ausência sempre encontramos um modo de justificar aquilo que deu errado, na primeira, na segunda e nas próximas vezes. O barulho da água transbordando de seus olhos como as ondas de um oceano revolto, faz perceber que nem sempre tudo aquilo que desejamos é o correto para a vida. Para você. Sonhos perturbam as noites em que a cama inquieta te empurra para apenumbra que existe embaixo dela. Brincamos sem nos dar conta de que estávamos morrendo aos poucos...Hoje completamos a missa de sétimo dia em que ninguém mais se lembra quantos passos demos em direção a saída oposta de seus (nossos) desejos. Fechamos lentamente os olhos e recordamos ao chegar em casa sua ausência, na verdade nunca esteve aqui...foram apenas segredos escondidos em papeis de presente que nunca foram abertos. Procurei em cada segundo encontrar algum resquício seu que me fizesse feliz... Calada segui na direção inversa, espero que esteja bem, assim como... Não sei, apenas os anos passam e não somos mais os mesmos.