segunda-feira, dezembro 28, 2009

Estilhaços





Disseram-me que você chegaria logo...

Então, eu me vesti para você.
Fui até o jardim e colhi as rosas mais bonitas....
...e as coloquei na sala...
Eu esperei...e num dia de verão você chegou...
Todo cheio de luz.
Você coloriu meu mundo...
...musicou minhas horas.
Me aceitou como eu era...
Eu aprendi a sorrir...e aprendi...
Aprendi que o mundo pode ser criado e recriado todos os dias...
Eu sonhei com você.
Nós brincamos na chuva.
Nós vimos o sol chegar.
Nós reinventamos o amor., de um jeito só nosso...
Tudo seria tão eterno...
...a vida seria paz azul.
Mas você sorriu para mim...
me deu um ultimo beijo...
...e me deixou num inverno sem fim.
Sussurrando dores...de saudade...de tristeza...
...de amor, e de eterna ...
...Solidão.


o ano que chega...





eu deveria ter ficado acordada.
eu tentei...
coloquei os fones nos ouvidos para que meus olhos ficassem abertos... 
num instante só.
ouvi seu silêncio.
eu deveria ter ficado acordada.
era noite de ano novo.
você a qualquer momento poderia ter falado...
um abraço eterno de seu perfume.
um acalanto.
suas mãos frias.
uma noite de eternidades à flor da pele.
foi um segundo só.
eu adormeci...
e você, se perdeu num caminho sem volta...

quinta-feira, dezembro 17, 2009

dias de Natal


Acidente...


Foi apenas um acidente com o acaso da vida...
Os pensamentos espalhados no asfalto...
As pessoas tão apressadas escorrem junto aos pingos de chuva e o sangue no meio fio...
Perdas...
Sem volta...
Lendo o passado, ama-se quando  tem-se algo para oferecer...
Atropela-se o destino de morte, talvez um dia maldito...
E a chuva, plangente lá fora...
Esperando o fio de vida que resta...
Através da janela...
Se perde lá fora.

sábado, dezembro 05, 2009

doença de vida





os olhos cansados
doentes
com febre
um pedido de perdão pairando à minha tela
nesse frio de primavera
desapareceu
escondeu-se entre as mágoas passadas
impossivel fazê-lo novamente
uma escuridão
o tempo erroneamente percorre o relógio

você não percebeu
sem cura
sem perdão
sem vida
sem minha virtual presença em sua vida
saudade é o que te deixo
nessa penumbra ao lado esquerdo de suas mãos...

quarta-feira, novembro 18, 2009

nuvens



caminhando pelas ruas desertas desta vida. logo me vem um comentário tão singelo como poderia ter sido o seu... viu o tapete de pétalas amarelas, minha filha bebê? são para que você não deixe de viver... fiquei um tempo em silêncio, tentando esquecer o vazio e a dor na alma. impossível seria responder... por entre as árvores, casas esquecidas... pessoas apressadas para pegarem ainda o sinal verde, que logo amarela... uma passagem, um sol queimando o sangue pontiagudo em meu peito... veja, este tapete de pétalas roxas é um tantinho assim a mais de vida... a vida que você deve viver, minha menina... durou uma eternidade, um conforto à mente cansada... e o silêncio que assombra, nada responde... um reticente baixar de olhos e o relógio pára... isso é minha vida... e se amanhã ela acabar... ou ainda, se ontem ela acabou... esqueceram de me avisar...

segunda-feira, novembro 09, 2009

novembro




sabe o que é ser feliz?


é viajar para bem longe e depois sentir uma saudade imensa...
acordar pela manhã ouvindo a sua voz, olhar em volta e ter sido apenas uma impressão boa que ficou...

vê-lo distante tão presente como se fosse verdade...
um coração...
uma preciosidade e o tempo que transpassa lentamente...
voltar, agradecer, buscar você...
sentir uma felicidade melancólica, chorosa...
um friozinho no estômago de saber que não vai me reconhecer...
de não saber quem eu sou...
tê-lo ao meu lado nas palavras e nas músicas...
o telefone a tocar, uma magia inexistente...

ser feliz...


estar sozinha num tempo chuvoso e trazer a lembrança do que disse...
sorrir, um sorriso triste meio que choro...
tão distante como poderia estar sua presença...
ficar à espera remoendo sua chegada...
e quando chegar, ficar em silêncio...
se não houver fala...
eu sempre espero...

ser feliz...


amar a todos sem ser amada...
errar sempre e achar que não tem volta...
realmente nunca teve volta...
perder tudo na esperança de permanecer...
brincar seriamente sem que ninguém acredite...
buscar amigos passageiros...
e a saudade que fica, a que mais dói...

ser feliz...

é chegar ao fim de ano tão perdida...
tão sem rumo...
e quando eu voltar...
e quando voltar saber que tudo está bem aqui e nada mudou...

ser feliz...




é ter uma mãe...
Deusa dos Deuses, realiza o impossível de minha vida...



ser feliz...


é viajar para bem longe e nunca mais mandar notícias...
jamais esquecer você...

ser feliz...


é voltar mil vezes em silêncio numa distância que corta, morre, revive...
e sobra no cantinho latente da alma...


ser feliz...


é ter um coração problemático, sem saúde...

viver de irrealidadade e imortalidade...

nos momentos à noitinha que você está aqui...

infindáveis noites acordadas..

em branco às 3 horas da madrugada...



isso é ser feliz...



quinta-feira, outubro 29, 2009

Aline



Tanto me pediram que aqui estou, uma homenagem à Aline, namorada do meu amigo-irmão Alan Kadmiel. Ele mesmo  escreveu para ela esta postagem... 

Que vocês fiquem juntos o tempo necessário para aproveitarem as controvérsias do amor... E se felizes estão... Felizes estejam...

Tudo andava tão quieto...
Os dias passearam pela minha vida sem deixar lembranças, nem planejar sonhos...
Eu caminhei por entre os raios de sol,
pelas chuvas que cairam ao entardecer...
Eu conversei com o silêncio da lua
e compus várias conções silenciosas enquanto cochilava num universo só meu...
E então...
Você chegou e iluminou os meus dias...
transformou todo aquele silêncio em alegria orquestrada pelas mãos do Deuses.
Se fez sorriso ....   luz....
E hoje estou aqui...
    Para agradecer por
Você estar aqui...
Por você ser minha ALINE...
Por você ser o meu amor!!!!


quinta-feira, outubro 22, 2009

manhã



tudo que tenho...


a solidão, dois gatos e algumas palavras perdidas no tempo...
por que voltar?
mais que a dor de alguém partir, é vê-lo voltar sem nenhuma explicação.


tudo que tenho...


o silêncio, a escuridão e uma dor insuportável.
sem cura
uma ferida na alma.


tudo que tenho...


um espelho quebrado, uma tinta  vermelha e os pés descalços.
rastejantes pedras cansadas.


tudo que tenho...


uma decepção sem fim...


calada...


.

segunda-feira, outubro 05, 2009

você?


naquele cantinho só com o abajur aceso. é bonito recordar como eu vinha rapidamente vê-la por seus risos descontrolados ou quando tudo estava em silêncio. só havia um sentido que a cadeira ficava e do teclado; só com os 'pezinhos' em pé... a tela do computador nunca muito claro, isso prejudicava seu estado só. as músicas incessantemente tocavam, repetindo várias vezes. às vezes era só um minuto que ali ficava, hoje dói lembrar. vejo seu silêncio. agora, primavera fria. faltavam apenas dezessete dias. eu voltava. apenas voltava.

domingo, setembro 06, 2009

até logo


E eu pensava que tudo seria para sempre e que para sempre tudo seria. Ontem recebi a notícia, foi mais que um mês. Que foi que restou do encanto do desprezo da vida? Apenas um objeto pesado com a ponta feita de prata e um cartão desejando-lhe "feliz aniversário". Restou? Os olhos tentando encontrar alguma característica sua em cada face vista por aqui. O gosto já não se sente mais, nem ao menos consegue-se lembrar. Doce, talvez, inocente... Fraco! Covarde, enormemente covarde. Se existisse um lugarzinho na alma que fosse indolor, acenderia então, a lareira e assim cada palavra, cada manual de instruções de vida, aquela memória de intenso volume, até mesmo aquele objeto pesado com a ponta de prata queimaria de modo que virasse pó. N'outro dia, meu ferimento, cheirando a cinzas e com as mãos ardendo o fogo que ali existiu escreveria com os estilhaços de vidro da janela: 'foi apenas o que restou'. Casa nova queimada por lembranças do passado. Distante um pouco, olhos tormenta anunciam nova era aos papéis em branco, amarelados pelo tempo.

quinta-feira, agosto 06, 2009

amanhã

Desde o dia que escrevi esse meu mundo passou tantos anos. Nesse tempo todo deu para perceber o quanto se perde a vida em algumas pessoas. Umas... nos sentimos completamente convidados a usufruir de seus pensamentos e sentimentos, outras sentimos a indiferença e a frustração de viverem em busca da felicidade. Tornei-me assim incapaz, por mais um ano, de desviar os olhos e voltar completamente à razão que me foi dada. Por estas ruas estranhas, novamente tento encontrar um rosto que me faça entender o que é a minha vida. Tão cedo, certamente não encontrarei resposta alguma. Protelar, para o momento seria o correto. Das infindáveis pedras indolores o destino segue-se logo adiante de minhas costas. Talvez o tenha escolhido, por outra não. Um dia a mais no mês. Um dia lembrado por algumas tragédias ou vitórias escritas na históra. Um prazer imenso é estar ao lado de quem me deu a vida, me ensinou como vivê-la e transformá-la. Hoje porém, nostalgicamente não há sentido em comemoração alguma. Apenas controvérsias dela, a vida. Aos 20, quem eu sou? Naturalmente, história escrita com tinta que logo borra ou se apaga com o primeiro dilúvio, antecipando o sol que brilha o infinito.

quinta-feira, julho 23, 2009

23 de julho

eu esperei o tempo passar
a vida passou
e eu aqui fiquei
sem compreender o tempo da vida
voltando para casa
está chovendo tanto...

terça-feira, junho 30, 2009

30 de junho


hoje eu senti frio
um frio que gela a alma
um frio de lembranças
meus olhos vidros
então foi que descobri...
o frio que sentia
era frio de saudade
saudade de algo
algo que nunca me pertenceu
alguém...
fez-se presença...
inverno...

segunda-feira, junho 01, 2009

waiting...



o tempo passa e a gente fica à espera do novo. aquele novo que não maltrate e não faça sofrer. que tenha respostas para o velho novo. assim a vida passa e você fica esperando algo mudar. corre atrás, modifica sua aparência, adota "filhos", e quando alguém pergunta o que há de novo? você novamente se vê sem resposta. nas páginas impressas, aquelas coisas que foram escritas há anos dá cara nova ao seu discurso. escreva diferente disto, mas com as mesmas palavras d'antes. alguém que é severo consigo mesmo, sem direito de errar e nem voltar atrás da sua palavra. você esteve fora, muita coisa mudou, mas nada que possa dizer-se novo para contar-lhe. é complicado silenciar as bocas falantes quando os pensamentos contradizem a fala. triste pensar que as pessoas depois de anos voltam esperando que tudo que fosse velho sobrevivesse a algum sentimento. sobrou. foram as mágoas e a covardia de ter partido sem nada a dizer. volta. volta, porém não mais para mim. e o novo, está aqui guardado em uma coisa estranha que muitos chamam de coração. um lugar passado.

sábado, maio 23, 2009

e...


sempre quando ela viaja, fica um vazio em casa...
os corredores parecem não ouvir o silêncio que existe...
no espelho, a história de viver além da vida...
e quando ela voltar com o rosto cansado e os pés inchados...
espero que volte o som dos pássaros...


Amo você!

terça-feira, maio 12, 2009

A Saudade das Folhas


Sobre o branco ancião, junto às árvores tortas,
venho sofrer o outono da alameda.
Há um ranger enervante e bom de folhas mortas
na paisagem finíssima de seda.
E estende-se a meus pés a tristeza de tudo
que fui, que foste, de que sou, do que és...
E as árvores também têm, no chão de veludo,
a saudade das folhas aos meus pés...
Guilherme de Andrade e Almeida in - A Dança das Horas

domingo, maio 03, 2009

mesmo erro

um minuto de silêncio que se tornou horas preciosas
um minuto de silêncio para ouvir os passos lentos dos pés descalços sobre as pedras
um minuto de silêncio para a boca tremer tentando dizer algo
um minuto de silêncio para as mão suadas
com medo
um minuto de silêncio para ouvir os pensamentos
só mais um minuto para chegar ao fim
o corpo nada mais sente
torpe
um minuto de silêncio para o ultimo tocar de sinos
aquelas estrelas
um minuto de silêncio para calar a realidade
dor
da resposta
um minuto de silêncio
não perco de imaginá-lo
sob flores
um minuto de silêncio
cortejo
sem fim
um minuto de silêncio
para lembrar o brilho dos olhos
e o selar dos lábios
está tarde
o azul da noite de outono
um minuto de silêncio
na saída
eu esqueço
uma lágrima à porta

quarta-feira, abril 29, 2009

(en)cont(r)o


pensei nas palavras
as expressões
as vozes
pensei
se eu tivesse pensado mais um pouco
sem palavras
sem expressões
apenas falas
se falas
então
tu
me dizes
que houve depois do fechar dos olhos

sexta-feira, março 27, 2009

anonimo


estão todas aqui
são as recordações
elas estão guardas
seu rosto
sua voz
seu perfume
só uma coisa não lembro
de seus olhos
distantes
seus passos
em meus passos
contidos de dor
há dor
tanta lembrança
quanto saudade
sozinha, numa noite de outono
estão todas aqui
elas
as vidas

domingo, março 08, 2009

\o/


Uma consequência da vida é o amor. Uma razão é que, por menor que ele seja, somos amados, mas quando não queremos ser. E por menos que seja, amamos. Primeiro o amor maior, amor de mãe. Aí vem pai, família. Logo os amigos. Passada essa fase as coisas começam a se complicar. Porque vem o amor/amor. Aquele que se diz ser "a outra metade", aquele de quem todo mundo fala mas não se consegue provar a existência, verdadeira. Tudo bem que vez enquando ele dá suas caras por aí. Mas quase sempre sem querer explicar-se na sua existência. Uma coisa assim meio abstrata. Há quem possa jurar que sabe do que ele é feito, ouve-se buchichos de que logo, seu endereço será publicado, na internet. Outros dizem estar com ele no peito, guardadado, pronto para ser posto à prova. O problema é que feito isto, fica um pouco cansativo. E o belo e vistoso amor acaba se perdendo no próprio discurso que compôs. É uma coisa assim, muito linda. Diluída pelo tempo. Disso tudo, não há como negar algumas coisas. O amor existe. Simplesmente pelo fato de que os seres humanos precisam dessa ilusão para continuar vivendo. É preciso alimentar a vida. Assim, é muito bem vindo o amor de mãe, o mais belo que existe. Tem um lugarzinho especial para o amor da família e dos amigos. E o amor/amor? Por quanto tempo a musicar a vida de quem ama. Um encanto profundo. Breve. Um mal. Nescessário.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

rExiste ainda


Resiste ainda, em algumas pessoas uma espécie de saudosismo
Coisas a que se nega um sentido específico, embora se defenda guardá-las...
Como se fossem uma recompensa pela punição direcionada a si mesmo
E para que a visão embaçada pelo sangue não seja vista dos outros,
Guardam-se profundamente essas revisões como forma de esperança
Uma alma gêmea que chega após ter sido encarada uma única vida inteira, agora siamesa
E as coisas que vazam pela esperança revestem-se de acordos óbvios numa montanha de justificativas insignificantes ainda assim, justificáveis...
Depois, os “ainda lembro”, ficam registrados no “eu não posso” e se segue...
A vida
Ávida de soluções que reponham aquele ritmo de procura,
como num baile de máscaras...
Talvez o encontro.
A descoberta que,
É difícil voltar a ser único pelo movimento do outro
Sem que haja a necessidade do rompimento
E ao permanecer um e um em mais que um
Segue-se em silêncio guardando o sangue que brota dos olhos
Um dia quem sabe, numa crise hipotética de saudosismo
Alguém encontre respostas para a pergunta...
“Onde eu estava quando permiti sobreviver com alguma ausência sua?”
Poderá acontecer então do falso saudosismo passar,
Recuperando-se do sonho
É possível perceber quando aconteceu o desencontro com a felicidade
Que não existe,
Resiste.

domingo, janeiro 25, 2009

aos fundos

os olhos vagueiam buscando encontrar aquela luz

buscando a cura para as palavras límpidas escorridas nas águas imundas

aquelas que descem as montanhas em direção aos olhos
olhos que da vida contaminada de eternidade
vivem sofrendo a culpa de não terem morrido

que estranhamente todas as noites foi renovada para sofrer cada instante

olhando

a vida-morte que anda com os pés descalços pelas ruas poluídas
desprezados pelas pedras que cortam

no rosto a mágoa por sempre vaguear sentindo o pesar dos olhos
que todo tempo
o tempo todo


esperam serem fechados

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Prece

Para me amar, deixa os versos para depois.

Toca-me antes, mesmo que com a sutileza de tentar os primeiros passos.
Toca-me antes, com tua boca aberta de espanto e solidão.
Toca-me antes, com tua jornada-olhar de dúvida e desejo
...toca-me antes com tua respiração de um vôo esquizofrênico, mas cifrado.
Toca-me antes com a infinita amargura de não saber o que aceito de ti.
Toca-me antes...
E minha boca, em segredo de confissão,
Ressucitará teu corpo
desvalido e imcompleto.
Toca-me...
Antes!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

início

Os dias passam numa sequencia impressionante
Sábados e segundas tombando
uns sobre os outros na ânsia de engolir pequenas expectativas de final de ano
tendo tudo acabado quem sabe uma viagem...
talvez um alto mar cruzeiro de romanticos eu te amos mundo a fora
quem sabe ainda pudesse ouvir pelos corredores ecos e sombras de um ano velho envelhecido pelas recordações de vida nova
e, por mais um momento seria possivel perceber ao fim da tarde um brilho nos olhares
mesmo que à distância dos drinks encantados de sonhos invisíveis embora profundamente previsíveis nos corações de quem os espera
como numa valsa, vestidos longos evoaçando pela eternidade...
uma passagem de entrega
perdendo-se nos braços encantados de quem observa...
aguarda e guarda aquele encanto
e ao final da viagem, sábados tombando sobre segundas-feiras...
terças e quintas-feiras sendo absorvidas por sextas-feiras...
uma após a outra até chegar ano novo.
mortas as recordações, esperanças debaixo do tapete
escondidas quartas pelos corredores.