domingo, dezembro 31, 2006

Porque não


Eu contava às palavras que havia uma penumbra no sonho enquanto eu dormia.
Elas, vertiginosamente caiam meio amorfas sem sentido, iam e vinham...
Eu não sei porque, mas nesse corredor da vida passeavam promessas, saudades, ecoavam sorrisos, histórias passadas...
E sempre que eu voltava lá as luzes se apagavam como se numa reverência aos Deuses, "guardas o fogo prometido".
Numa era que Hera de inocentes, fervilham canções de ninar.
E como quase tudo era sonho eu me voltava para a luz, meia-luz...
Em tempos gélidos de paredes frias algo para aquecer...
- Posso caminhar por aqui?
- Sim senhora Princesa, fique à vontade...Seu pai está esperando...
E o sol numa fresta da janela acordava do sonho a cama vazia...


Jaci

sábado, dezembro 09, 2006

fim

Eu quero dar Adeus! Mas não daqueles que tem choro e as pessoas sofrem, não os que doem...
Apenas Adeus, como o vento que passa, a brisa que chega, a sombra que acalma...
Adeus para algo que se foi, não fez mal nem bem, apenas deixou saudades... Não saudades tresloucadas doentias, apenas aquela que permanece no fundo da alma e m silêncio.
Eu estou dando Adeus, enquanto chove lá fora...
E se amanhã eu voltar, não serei mais a mesma...
Eu estou indo embora...

sábado, dezembro 02, 2006

A (deus)

A Deus pedi um instante de paz...
Floriu na minha história vestígios de alegria misturados com uma pitadinha de ironia, risos...
Eram 10 para às 9, estava tarde...
Me perdi na vertente insana da lucidez!
Foi bom...
A Deus se você soubesse do que eu sei...
Faria melhor do que eu.
Adeus foi para nós que deixou esses últimos instantes...
Não espere de mim grandes acontecimentos. A arte e o encanto da vida são as coisas mais simples!
Jáci