domingo, janeiro 14, 2007

Meu Bichinho

Eu ganhei um mini-touro chamado Paulo. Lá em casa chamavam ele de Minipaulinho. Sempre que a gente trazia a tigela de salada de alface com broto de alafafa e tomates secos para o mini-touro, lindinho, ele abanava o rabinho. Descendo duas ruas de casa no sentido leste tinha um grande campo verdinho onde o Paulinho gostava de brincar com umas vacas que moravam ali perto. Era muito linda a amizade dele com as vaquinhas, eles corriam, brincavam até cansar. Depois tomavam água no lago artificial que nós fizemos para ele e se deitava para descansar debaixo da árvore. Paulinho um mini-touro muito amado recebia os melhores alimentos, eu penteava seus cabelos todos os dias e mandava dar banho uma vez por semana, no mesmo dia em que a manicure lixava e pintava seu casco. Se Minipaulinho estava estressado ouvia música. Bom menino! Triste foi descobrir que, mesmo com todo o amor dispensado a ele, Paulinho não era feliz. De vez em quando eu via uma lágrima escorrer do canto dos seus olhos, para mim aquilo era normal para um mini-touro. Não era. Foi então que o Minipaulinho começou a sair sem as vaquinhas suas amigas. Ficava horas na beira do lago, sozinho. Seus olhos foram esbranquiçando com o passar do tempo, seus cabelos já não tinham o mesmo brilho. Até tentei levá-lo ao veterinário, mas não adiantou, o homem não conseguiu entender do sentimento humano do animal. Sem conseguir me contar o que lhe faltava, um dia, o Mini-touro Paulinho foi para a beira do lago e sumiu. Até hoje ninguém sabe dizer para onde ele foi, apesar de intensas buscas na região nunca mais o vimos. Depois que meu Minipaulinho sumiu nunca mais as vaquinhas brincaram no pasto.

Jáci...

segunda-feira, janeiro 01, 2007

início



Noite fria...
Sentiu a brisa leve do silêncio misturar-se aos sons de seus pensamentos 
Música para embalar sonhos de inverno
Um instante mágico que não tinha sentido, mas era tão pleno.
Viagem nas incógnitas da mente
Penumbra de eternidade 
Passeio por uma história que não existia num sorriso de criança, porém aquecia um coração vazio
Era real!
Avesso ao mundo, olha pela janela...
Flores 
Perfume de flores na multidão...
Era ela...

Quase Nunca é Igual

Fiquei observando o dia de hoje. Como todos os outros, ele amanheceu. A manhã acabou. A tarde sorriu do sol com a brisa de chuva que se fez como em todos os outros. Agora é quase noite, nubladaberta. Como todas as outras. E se tudo é igual, por que parece que se precipitam da lucidez a ânsia e a agonia de um novo dia? Nova vida? Se tudo está igual o que mudou? Por que um dia novo, se tudo que era igual ao antigo torna reviver as novidades de ontem? Hoje só o espelho! Ponta de lança lançando olhares vermelhos de sono. Havia um barulho gritando lá fora. O dia de hoje que era igual ao de ontem.
Morreu trêmulo ao toque do telefone.
– Olá,
...
desculpe, foi engano.
Jaci