
O que é movimentar-se para você?
Para mim é mover-se, dirigir-se a alguma coisa com uma intenção definida. É mostrar-se capaz de promover por si só, algo que lhe seja útil para o bem ou para o mal.
E se você concordar com mais algumas palavras, poderá perceber que esse mover-se para o bem ou para o mal é animador na medida em que remove as coisas do lugar em que estão e as faz agir, nem que seja por um minuto, ainda que seja um minuto de fúria.
Foi mais ou menos assim que aconteceu hoje. Decidi aspirar um canto empoeirado do silêncio que o cercava e ouvi coisas...
Todas as suas mágoas, seus receios, sua fragilidade... Gritando!
Um único movimento e eu nem precisei fazer nada. Você se entregou por si mesmo. Foi enxotando toda admiração existente. De verdade em verdade foi se apagando na angústia de ver você como realmente é...
Estranhei perceber você sob uma égide negra refutando qualquer tentativa de tê-lo como homem. Tão rápido foi seu movimento animal.
E embora alguém tentasse me falar de instinto de sobrevivência, logo me vinha a espada que você, ao perceber minha presença entre seus infortúnios, cravou no meu peito protegendo seu rosto enquanto meu sangue jorrava...
Por um minuto você pensou em esconder aquele vermelho amargo, mas preferiu guardar para si como presente...
Uma brincadeira de egos onde quem olhasse pela fechadura sairia com o olho furado.
Um movimento monstruosamente capaz de matar só pelo prazer de perpetuar-se na sua farsa.
Curvando-se entre o patético e o cômico, querendo apagar aos gritos o tilintar das suas incertezas...
Um homem. Um conto.
Quem sabe amanhã, no próximo capítulo, não contem o conto de um homem de verdade.
Feche a porta que eu tenho medo do vento, há uma tempestade movendo-se lá fora.
Para mim é mover-se, dirigir-se a alguma coisa com uma intenção definida. É mostrar-se capaz de promover por si só, algo que lhe seja útil para o bem ou para o mal.
E se você concordar com mais algumas palavras, poderá perceber que esse mover-se para o bem ou para o mal é animador na medida em que remove as coisas do lugar em que estão e as faz agir, nem que seja por um minuto, ainda que seja um minuto de fúria.
Foi mais ou menos assim que aconteceu hoje. Decidi aspirar um canto empoeirado do silêncio que o cercava e ouvi coisas...
Todas as suas mágoas, seus receios, sua fragilidade... Gritando!
Um único movimento e eu nem precisei fazer nada. Você se entregou por si mesmo. Foi enxotando toda admiração existente. De verdade em verdade foi se apagando na angústia de ver você como realmente é...
Estranhei perceber você sob uma égide negra refutando qualquer tentativa de tê-lo como homem. Tão rápido foi seu movimento animal.
E embora alguém tentasse me falar de instinto de sobrevivência, logo me vinha a espada que você, ao perceber minha presença entre seus infortúnios, cravou no meu peito protegendo seu rosto enquanto meu sangue jorrava...
Por um minuto você pensou em esconder aquele vermelho amargo, mas preferiu guardar para si como presente...
Uma brincadeira de egos onde quem olhasse pela fechadura sairia com o olho furado.
Um movimento monstruosamente capaz de matar só pelo prazer de perpetuar-se na sua farsa.
Curvando-se entre o patético e o cômico, querendo apagar aos gritos o tilintar das suas incertezas...
Um homem. Um conto.
Quem sabe amanhã, no próximo capítulo, não contem o conto de um homem de verdade.
Feche a porta que eu tenho medo do vento, há uma tempestade movendo-se lá fora.