
Foi como se eu estivesse num cemitério de mortos vivos. Vivas eram as palavras e mortos os rostos. Mortas eram as promessas e vivos os sons. Vivas de silêncio eram as recordações e mortas as intenções. Vivos e mortos vivendo juntos num único universo. Encontros e desencontros. Trapaça do destino. Vivas suas histórias e mortas suas ausências. Foi como a pressão arterial que subia ao passo que a arritmia calava os corpos. Um encontro de morte e vida selado nas palavras fúnebres (da mentira) bem intencionadas. Meio mágica, meio medo, foi como morar no silêncio da alma. Gotas de sangue putrefando os sentidos. Sumindo um pouco a cada dia, um dia. Corpos gélidos de recordação. Foi vento... Foi sábado!