domingo, janeiro 25, 2009

aos fundos

os olhos vagueiam buscando encontrar aquela luz

buscando a cura para as palavras límpidas escorridas nas águas imundas

aquelas que descem as montanhas em direção aos olhos
olhos que da vida contaminada de eternidade
vivem sofrendo a culpa de não terem morrido

que estranhamente todas as noites foi renovada para sofrer cada instante

olhando

a vida-morte que anda com os pés descalços pelas ruas poluídas
desprezados pelas pedras que cortam

no rosto a mágoa por sempre vaguear sentindo o pesar dos olhos
que todo tempo
o tempo todo


esperam serem fechados

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Prece

Para me amar, deixa os versos para depois.

Toca-me antes, mesmo que com a sutileza de tentar os primeiros passos.
Toca-me antes, com tua boca aberta de espanto e solidão.
Toca-me antes, com tua jornada-olhar de dúvida e desejo
...toca-me antes com tua respiração de um vôo esquizofrênico, mas cifrado.
Toca-me antes com a infinita amargura de não saber o que aceito de ti.
Toca-me antes...
E minha boca, em segredo de confissão,
Ressucitará teu corpo
desvalido e imcompleto.
Toca-me...
Antes!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

início

Os dias passam numa sequencia impressionante
Sábados e segundas tombando
uns sobre os outros na ânsia de engolir pequenas expectativas de final de ano
tendo tudo acabado quem sabe uma viagem...
talvez um alto mar cruzeiro de romanticos eu te amos mundo a fora
quem sabe ainda pudesse ouvir pelos corredores ecos e sombras de um ano velho envelhecido pelas recordações de vida nova
e, por mais um momento seria possivel perceber ao fim da tarde um brilho nos olhares
mesmo que à distância dos drinks encantados de sonhos invisíveis embora profundamente previsíveis nos corações de quem os espera
como numa valsa, vestidos longos evoaçando pela eternidade...
uma passagem de entrega
perdendo-se nos braços encantados de quem observa...
aguarda e guarda aquele encanto
e ao final da viagem, sábados tombando sobre segundas-feiras...
terças e quintas-feiras sendo absorvidas por sextas-feiras...
uma após a outra até chegar ano novo.
mortas as recordações, esperanças debaixo do tapete
escondidas quartas pelos corredores.