Sabe esses dias em que o tempo nada diz do nada? Somos assim, hora tempestade, hora vontade de se acalmar em qualquer canto da vida lá fora. Vagarosamente seguimos em frente e o frio no fundo da alma faz de nós presença na ausência que algumas vezes é mais preciosa do que qualquer motivo para sorrir. As ruas cheias de vontade de vencer em mais um dia de outono que aos poucos se despede. Os olhos atentos a todos os movimentos de seus olhos, a voz que nada fala justifica o momento do esquecimento. Estar doente, febril não quer dizer que eu não possa sentir a verdadeira vontade de voltar algumas escadas e descobrir que nem sempre as coisas valem à pena. Caminhar sem motivos para olhar e observar o passado de ontem e de algumas horas atrás... Decepcionada, sigo com a cabeça baixa tentando contar as pedrinhas que machucam os pés... Talvez, nessa ânsia de ter o que dizer nos afogamos e morremos lentamente na pressa de voltar para casa. Mais um acidente trágico na estrada de querer encontrar sentido para viver...