quinta-feira, novembro 18, 2010

prece


nos acordes dos pingos de chuva de ontem, algumas histórias foram apagadas
ouvindo os raios de sol irem embora
uma tristeza sem fim é esquecer que esqueci de tua face
tão cruel esse caminho de retorno
estamos perdidos, repetiamos tão lentamente
olho para os céus e novamente vem eles
petrificando, escondendo as lembranças que poderiam haver de você
nas cartas do século passado o sangue escorre das páginas de um livro
esperando que as horas mudem
e o relógio volte a funcionar
me perco no tempo de seu toque
posso ajudá-la?
se puder, me lembre então de como era seu rosto...
este Sr., como ele é?
dizem que é um fracassado...
silêncio!
não posso responder coisas sobre você
as flores de inverno
azuis...
presentes, vermelho do próximo ano
e a lua, tímida surgindo entre as nuvens que vão se afastando devagarinho
eu suplico aos Deuses, e tenho fé que um dia... um dia só...
eu encontre seus passos
reverberando, estremecendo a cada pingo de chuva que volta a cair e toca meu rosto escondendo a tristeza de cada noite em que em meio à pensamentos perturbados despeço-me de ti...