domingo, fevereiro 26, 2012

amazing

o tempo todo tempo acaba
a vontade de continuar e trilhar os mesmos caminhos de sempre esquece que a chuva esqueceu-se de seus pingos junto à janela
as lágrimas e os sonhos que estão por se realizar
provar uma vez mais aos outros quem está por trás dessas letras que nada dizem do destino
muito passado presente nas mãos de quem modifica a vida
vida triste que se despede todas as noites deitada no sofá da sala
tentando encontrar as estrelas no reflexo das telhas de vidro
não faz isso
assim os estilhaços ferem meus olhos
e sangram minha alma
que espera tanto tempo
que o tempo não acabe...
silenciando as batidas de meu coração
que passa longe, longe das suas lembranças...

sábado, fevereiro 04, 2012

mantenha-se calado...

eram palavras simples
tão ruins que a boca abriu antes mesmo que os olhos pudessem terminar de lê-las
antes mesmo de pensar que o que havia escrito ali eram histórias de almas cansadas da vida
de ouvidos cansados de ouvir as mesmas confissões
as mesmas discussões
o mais importante, que tudo é mentira
que a vida vivida lá não se aplica aqui
são montanhas de lixo organizadas por gêneros de sentimentos
são montanhas de lixo organizadas em letras, palavras umas seguidas das outras para que nada esqueça
muito ruim de ler, recortes de ensinamentos
são maçãs podres mostrando que a essência ainda permanece
uma droga que corta a parte superior dos olhos e faz com que eu me mantenha ali, constantemente atraída pelo gosto do outro
pela música do outro...
descobri agora, ele é genial...
muitas opções de pensamentos...
só agora descobri, esse som existia há milênios...
o caso é que só agora eu percebi o quanto me interessa, ou ainda, quanto tempo vai durar sua presença em minha vida?
recortes da vida que passa ao meu lado...

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

que a mim...

passa o tempo e cada vez mais reconheço o quanto o silêncio faz parte dos meus dias
os pensamentos tão baixinhos atrapalham a alma esquecendo que mentir faz um grande estrago nos olhos dos outros
escrever acaba se tornando algo indescritível nesses dias onde o sol invade o pouco de solidão que poderia  haver
a busca irrevogável pela distração quando se fecha os olhos e se tenta encontrar
onde foi que errei?
nos caminhos em que insistentemente tentei esquecer que eles me levariam de volta...
de volta à felicidade dos dias de companhia
às lágrimas por coisas tão desgastadas
às palavras difíceis dos dias de chuva
que fariam qualquer coisa
qualquer coisa para me ver segundos esperando por sua chegada
atrasada por dias fora do asfalto
onde as mãos machucadas tentavam ligar para avisar que talvez a espera fosse eterna
as pernas sem movimento algum
e mais uma vez os olhos se fecharam à qualquer luz existente
a cabeça não suporta tanta dor e o coração sofrendo diz adeus entre lábios
mandarei flores que comemorarão sua vitória
quando na verdade o cartão se referia aos meus pêsames
convidando a vida para permanecer nos cabelos brancos
e a cegueira para indicar onde foram prostrados os sentidos
a certeza de que um dia a vida acaba
para que a morte conte as histórias que nunca ninguém soube...
em dias tristes como o de hoje...
no fim?
são apenas palavras queimadas pelo tempo.
seremos nós?