terça-feira, agosto 30, 2011

desta vez, ela se foi...

Ela partiu tão depressa, e nem percebemos que suas pegadas não passavam mais por aqui.
Não vimos mais seus olhos azuis, eram azuis mesmo.
Não tivemos a chance de olhar mais uma vez seu trejeito no andar.
E quando com seus olhos, quase que bem abertos, fazendo charme, com os lábios quase que bem fechados fazia um gemido, meio que bem miado.
Corriamos, gritando - 'mãe, mãe... a Ran está na manjerona'...
Mais um pouco e ela corre para que não peguem-na em flagrante.
 É... faz quase um mês.
Sem piedade levaram-na embora, e meus olhos lacrimejaram uma partida sem ter um Adeus sequer...
Crueldade, levá-la, assim, sem que a conhecessem como se deveria.
Pela beleza de suas luvas nas 'mãos' e 'pés', pela variação de cor do veludo de seu pêlo... era um branco quase que marrom, era um marrom quase que preto...
E nos finais de ano, como vamos nos sentir sem que a Ran, esteja por aqui pedindo com os olhos, e um quase que miado, panetone.
Avisando que até o meio do ano não comeria nada, senão panetone.
E o sofrimento da cura, dias de frio...
O que nos restou mesmo, foram algumas fotos e as lembranças que maltratam a alma.
Esperei pelas chuvas, quem sabe assim ela retornasse.
Esta noite que passou, foi meio que triste... perguntei: 'que gato é este que você está guardando?',  responderam-me, esta é a Ran...
Quando acordei não tinha passado de um sonho singelo, onde ela se agrava fortemente ao se passar em minhas pernas.
Os dias se passam na sua ausência, creio que não há o que esperar se a chegada foi ponto de um Adeus às escondidas...
E se a roubaram, um desconcertante caminho torto espera para quem quer que seja, não fique em paz em sua caminhada.
Resta-me ainda muito que caminhar e perceber que a vida jamais será do jeito que desejo...
Constantemente ela muda. 
E é nessas mudanças que tenho mais sofrido...  

sexta-feira, agosto 26, 2011

o de sempre...

essas tardes em que a brisa leva longe os pensamentos
uma melodia e a saudade bem pertinho daqui
fostes embora sem sequer deixar o caminho para te encontrar
tenho passado dias tristes
o sol tenta aquecer os cabelos castanhos
está tão dfícil a vida
é uma dor inexplicável
estou tão cansado e com vontade de sumir
onde apenas os ventos ouvissem meu choro
queria achar um lugar bem escuro e sombrio para permanecer
não tenho fome
e nem vontade de comer
estou caminhando vagarosamente para que eu me esqueça de mim
só assim...
quem sabe alguém procure me encontrar
sinto sua falta...

domingo, agosto 21, 2011

neblina



Foi ontem..
O dia passou tão singelo quanto a chuva que caiu
Descobertas e o desejo de modificar a vida
Esperamos tempo demais para chegar a conclusão de que na vida não temos coisa alguma para fazer
Fases da lua que rapidamente se esconde entre nuvens que anunciam a chegada da chuva
A chuva que ontem caiu, motivando um Adeus e a vontade de dormir...
Velar para que ninguém descubra antes da hora a surpresa que se esconde entre os dedos e os olhos...
O tempo, novamente, atrapalha qualquer plano que poderia haver...
Foi ontem...
O nascer de um futuro que prova, mais do que nunca, que o passado apaga o presente que acredita ser melhor que as lembranças...
Logo pecebo que nada mudou, e ainda restam algumas gotas amargas junto à água salgada que percorre o rosto...
Perder o caminho para a felicidade...
Escrito em páginas velhas...
Escrito no tronco das árvores...
Escrito nas pedras antigas...
Escrito no banco das praças...
Escrito na porta dos banheiros públicos...
Subiremos aos céus
E num pouso sob asas de anjos
Descobriremos então, que vivemos repetidamente os mesmos dias
Não temos direito de modificar nada sem que tenhamos consequencias gritantes
Que esmagam o coração, prendem os lábios e cegam os olhos
Um aceno de até logo
Nos veremos no ontem que passou...
Foi ontem...
A chuva...






sexta-feira, agosto 19, 2011

why?







foi tão rápido
tudo passou tão rápido
noites translucidas...por uma esperança dolorida
a chuva que caminha todos os dias por seus pensamentos mas que nunca consegue desfazê-los ou borrar as palavras tatuadas n’alma...
tenta recolorir a vida e a sua história
mas parece que a alegria acrílica que o cobria se foi
espera a cada segundo que passa, encontrar uma resposta para tudo isso
ou pelo menos restaurar esse vazio que destrói dia após dia sua vida
qual é seu nome?
onde ela está?
Todos os dias espera pela sua chegada, mesmo sabendo que ela nunca passará por lá
Vendo toda alegria reluzir em frente ao espelho, com os olhos azuis atentos
...atende as lágrimas dispersas por seu sorriso coberto de paz
E tendo caminhado por terras tão distantes em busca de um anjo MeLaNcóLicO...
Tenta justificar as suas dores
...antes de dormir, ele a abraça forte e conta aos móveis o quanto a ama
alguns raminhos prateados de vagalumes costuram a escuridão de seu quarto
como foi seu dia? –ele pergunta
conversando com o silencio ensurdecedor de uma impiedosa esperança
é por este amor que ele nem sabia que existia, que seus sonhos são embalados
o chão respingado por algumas gotas de sangue
e no dia seguinte, com o sol ainda escondido pelo horizonte
as lágrimas despertam sua alma
e por entre suspiros de socorro, ele se abraça, deita novamente em sua cama tentado amenizar sua falta...
silêncio já não se pode mais escutar!

segunda-feira, agosto 08, 2011

certos dias...



dizem que por lá está um Sol estonteante

dizem também que a alegria corre solta no rosto das pessoas que caminham à noitinha pela praia
dizem ainda que é fácil se perder
o caminho não se encontra num retorno e ainda as estradas são escuras
mesmo o Sol brilhando a cada segundo de vida
dizem que é só esperar pela primavera que o tempo modifica a toda hora
o que não conseguem explicar é esse vazio que se forma em meio a multidão em volta de seus olhos
pessoas irreconhecíveis
o mesmo que estar sozinho ao seu lado
festivais fora de temporada
vinho para comemorar a batida do ponteiro que em milésimos de segundo esquece que lado está prostrado
o coração que sofre
se distancia
e no sonho, próximo aniversário
os lábios que se encontram rapidamente na inocência de tê-lo aqui
e essa brisa de verão em pleno inverno
devora meus pensamentos
que rapidamente se afogam em meio à água salgada
são olhos azuis...
verdes, são verdes...
esperança destilada em aventura
sangue frio impulsionado ao toque sutil de sua pele
um abraço e a sensação de que tudo acabou
se encerrou no gosto doce da última vitória
é triste, o adeus mais uma vez chega antes mesmo do início...
dizem que o Sol que faz por lá não aquece a solidão de uma alma inofensiva
esperando apenas ser amada...

sexta-feira, agosto 05, 2011

O que mais podemos dizer?


O tempo passa depressa e nem nos damos conta de quanto vivemos e aprendemos. Quando nascemos o empenho é exclusivo de nossa mãe. Com o passar do tempo, a vida se torna mais difícil e aprendemos a aprender a vivê-la. Então, no início éramos sala vazia de qualquer sentimento. Hoje aprendemos a compreender a lição que tanto nos foi passada. Pensamos que é tempo demais e chega a nós a impressão de que um dia nunca vai acabar.
E agora, que histórias temos para contar?
Memórias de automóveis, máquinas que aos poucos vão se desvendando através do aprendizado. O medo de não guardar tantas coisas em nossos cérebros tornou-nos assim, pessoas capazes de pedir mais uma chance para o futuro.
Somos nós, alunos eternos desta vida que nada nos cobra, apenas nos oportuniza. Nas brincadeiras de quase criança, na seriedade de adultos bem resolvidos fizemos nossa história. Com a ajuda de nossos mestres, que falaram, explicaram, exemplificaram e demonstraram, pudemos acreditar que em algum lugar conquistaríamos dentro daquilo que escolhemos fazer, um lugar ao sol.
Na escolha de viver o conhecimento buscamos amigos, colegas que nos acrescentassem ao máximo, e acreditamos que ninguém era melhor que ninguém, elos gerados pelas conversas de afinidades e se hoje nos encontramos na sabedoria da escola da vida, temos uma certeza: algumas de nossas metas e alguns de nossos sonhos estão concluídos. Momentos que marcaram cada segundo que passou a correria de projetos e o acréscimo de profissionais capacitados para levarem em frente o aprendizado que tanto almejávamos.
E agora, senhores o que mais podemos dizer senão agradecer. Agradecemos por tudo, tudo aquilo que aprendemos.
E se nos restar algo, pedimos mais uma chance de provar que num futuro próximo nos veremos. Assim, para que mais uma etapa da vida se inicie, deixo meu MUITO OBRIGADO, ao Professor Geovani, ao Professor Madison, à Equipe SENAI – Ponta Grossa, pelo incentivo e apoio durante esses dias que se passaram.

Até logo, e espero revê-los em breve.



Alan Kadmiel