sexta-feira, junho 22, 2012

Para aquietar a alma...

Um momento e o silêncio toma conta de seus olhos que falam todo tempo.
Não vejo o brilho que antes iluminava todas as noites, mesmo que sua voz trêmula sussurrasse algumas palavras.
Se devo esperar pelo tempo, que o sentimento não machuque mais ainda alma.

Foi uma noite só, em meio aos efeitos da bebida e o desejo da ausência se ausentar, tive você junto a mim...
A distância entre meu existir e as mentiras da madrugada sem fim...
O amar cada vez mais complica a vida...

Maltrata o corpo e faz com que os olhos se mantenham em silênio para que ninguém perceba o sofrimento do coração...
Voltar às lembranças da penumbra que havia entre nossos lábios, abre uma ferida impossível de cicatrizar...

No desespero de tê-la por mais alguns segundos em meus braços sufoquei a verdade e agora não encontro o caminho de volta...
Se sigo seus passos a sensação de espera torna-se mais uma vez labirinto sem destino certo.

A viagem no acalento dos dias de inverno faz com que o rosto desfigure com a vermelhidão do vento que transpassa a pele branca, fina...
O acaso escorre entre os dedos das mãos como se fugissem do que não poderia contecer

As palavras aceitam tudo...
E eu assim, espero que o tempo passe depressa para trazer você de volta a razão
Pois se o amor constrói asas e permite alçar vôo, a chegada em chão firme permite saber o que é realidade...

Cuide-se, pois o caminho de volta pode ser mais tortuoso do que permanecer no erro...

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