sexta-feira, agosto 13, 2010

furtivamente


o vento está no sentido contrário de meus passos
somos eu e ele, uma invenção para o futuro
os dias de sol e vento nublado e a correria da vida passada
que passa, destrói e nada tem construído
um presente de mentira
feito com o resto de sangue em branco que escorria de seus ouvidos
que nada falam
apenas cortam o vento, que agora muda seus acordes
poderia chover dos céus de negro cinza
escondendo a estranheza de meu coração
minha cabeça dói
eu conto os dias para que este ano termine logo
e que não chegue o próximo
pois assim posso viver de dias eternos
fechados dentro de extensos cubos
onde eu possa escolher
eu olho para as borboletas que vivem apenas algumas semanas
penso que elas sejam a solução
quem sabe se eu...
minhas mãos estão machucadas...