quarta-feira, dezembro 28, 2011

quem vai contar?




Eu não posso afirmar o que vai acontecer amanhã
Eu não posso mudar os minutos que acabaram de entristecer minha alma
Quanto a morte, quem poderá mudar um destino já traçado?
Ela está esperando no mesmo cantinho vermelho de sempre
...em silêncio, com seus pensamentos que ecoam no mundo
O que posso afirmar com a certeza de estar certa?
Nada...
Nada pode nos fazer tão mal ou tão bem
Destinos traçados por uma consciência errada
Algumas decisões ruins
São os dias equivocados da vida
E o que ela pode nos contar sobre o futuro...
Os dias passam e só assim as respostas podem ser reveladas
Quem conta as horas para que essas respostas tenham sentido?
E qual o sentido para tudo isso?
O que houve?
As portas estão abertas e o sol lá fora está nos avisando sobre as dores que se aproximam
-Olhe mamãe!
...disse ela com lágrimas nos olhos
Em seguida, já chorava lágrimas cinza pela maldade que fizeram.
Anjos-demônios que trazem consigo a maldade do mundo
Os dias já não são mais como os já passados
Uma vida para salvar outra
Já não importa mais, quando as respostas não podem ser reveladas como realmente devem ser...
com o perigo já distante, diga-me
 - O que você espera para o amanhã?
Pois quem lhe contava aquelas histórias está ficando tão cansada...
As essências que regem a vida estão sendo guardadas e talvez, quando os seus dias se derem conta, os bons ventos terão levado daqui à vida que lhe dava sentido para viver
Quem é você afinal?
Um alguém que traça caminhos tortuosos para si mesmo
...será que realmente é feliz?
A vida caminhada em silêncio nunca é notada.
Já vida percebida em silêncio traz em seu caminho luzes dos angares
...uma flor rara criada só para você, de sua cor preferida, por mãos que elevam a alma
...algumas almas que imploram por uma nova chance de mudança
Pois a vida deixada em silêncio é dolorida
Dor que embala os sonhos e deixa os dias futuros sem rumo certo
Como disse um anjo:
“Eu não posso afirmar o que vai acontecer no futuro, mas eu posso mudar os dias que estão por vir, basta apenas que eu queira.”

terça-feira, dezembro 20, 2011

amigo oculto


Alguém um dia faria minhas noites melhores

Alguém uma noite prometeu fazer meus dias melhores
em tardes de verão tentar encontrar os desejos que corri e às pressas escondi debaixo da cama...
Alguém queria que eu sorrisse...
Muitas vezes esse alguém esteve todas as horas a meu lado mesmo estando tão longe...
Alguém nas chuvas de verão me trouxe algumas cores do arco-íris, que num céu de azul esplêndido escondia mais uma vez minhas tristeza...
Era céu de dezembro relembrando junho que antecedia agosto...
Dezembro esse, alguém não apareceu para tocar nos acordes de violino as músicas de natal...
Alguém não me presenteou com árvores frutíferas
Esse alguém que recebeu o seu presente novamente...
Não me trouxe vida em verso
Espero que esse fim de ano algo mude, as mudanças esquecem que o novo acaba por chegar...
Bate à minha porta atrasando toda a vida de alguém que não lembra o que é viver...
Nas ondas reversas do tempo procura incessantemente por alguém que desapareceu, desintegrou-se junto aos sonhos
Acordam e percebem que as promessas embrulhadas em lindos papéis de presente não passam de lembranças desbotadas
Esperando que no segredo dos dias...
Alguém volte para desejar um feliz natal
Triste tão singelo...
Silencia junto às tragédias da vida.

sábado, dezembro 10, 2011

me conta uma história?

busquei todas as formas de mostrar a você o quanto importante era a vida e a forma de vivê-la
busquei em cada segundo da Lua, esquecida na luz dos dias encontrar a forma mais singela de dizer o quanto errado você estava fazendo as coisas
busquei você todos os dias de tempestade
apaguei as histórias do asfalto
escrevi histórias contando as preciosidades encontradas na areia que me agredia os olhos
machuquei minhas mãos tentando desencravar cada espinho que colocavam a teus pés
aliviei o Sol dos teus olhos para que visse o caminho certo a seguir
os medos das noites em que você não dormia, acompanhei cada milésimo de segudo para que nada chegasse para te amendrontar
e agora percebo que estou partindo sem sequer um adeus...
suas palavras são mudas aos meus ouvidos
seu pesar curva-se aos meu pés, a dor é tanta que me permito esquecer
cada traço de seu rosto
cada pedido seu me desespera a alma
sigo os dias sem sua presença viva mesmo que isso me custe a vida
um caminho sem chegada
o choro preso entre a vontade das lágrimas e o fechar dos olhos...

sexta-feira, novembro 25, 2011

foi a chuva


seus olhos andam tristes
parece que eles perderam-se no infinito do céu tão azul desses dias
seus olhos dizem muito de seu coração
sofrem com a vontade de voltar no tempo
se perdem em palavras que quase sem entender decifravam algo
algo escondido entre as pedras das calçadas
longas caminhadas para tentar perder algo encontrado que não teve a mínima importância
a chuva espantando o Sol que brilhava fortemente no castanhos de seus olhos
levou muitos desejos que sempre estão por perto
perto do rosto, da boca que murmura suavemente seu nome
esquecer, com a essência de terra molhada trazida pela brisa forte tão fraca que deixa os pensamentos...
longe... longe...
à espera...
a chuva agora se despede escurecendo o reflexo de seu olhar
acordar é o mesmo que estar dormindo
pois não vejo mais seus olhos...
apenas através das fotos que nas ondas reversas do tempo
afogam qualquer dor que poderia existir.

terça-feira, novembro 08, 2011

dois


Todo dia oito tem um mês em que o Sol viverá em cada batida do ponteiro no relógio.
A cada hora que pricipia o dia nove mostra que o esquecer vem suavemente junto ao vento que passa suavemente por nós.
Esperando pelas chuvas que deixaram de cair... acontece mais um acidente com o passado.
Inverso que conta cada página aqui escrita.
A saudade que me transforma em folhas secas que caem das árvores.
O Sol que apaga as tardes tristes e mostra que existe vida ao abrir a porta.
O Sol que amarela o próximo ano e apaga o vermelho do findar desses dias.
O Sol que como no rosto de uma criança sorri e traz mais uma súplica por dias melhores.
O Sol que pede para partir trazendo a escuridão para meus olhos...
Que caminham por campos de orvalho pelas madrugadas...
Observando o Sol clarear a Lua e mostrar às estrelas que é hora de se despedir.
Perdi você para o tempo.
O tempo que envelhece a alma, o rosto e as mãos...
Nesse vazio da vida...
Espero não ter mais que vivê-la...
A abstinência de novas histórias faz com que as mãos se suicidem todo dia oito em que o Sol mais uma vez se põe...

 

sábado, outubro 22, 2011

esconde-esconde


A questão do jogo seria o assumir-se em três palavras. Porém, hoje em dia assumir-se se tornou algo tão estranho e sórdido que prefiro manter o silêncio sobre isso.

Ah! Você recebeu uma carta de amor, a menina mais feia da escola ama você.
É... Eu vi, todos riem pela escolha que ela fez, eu é que não vou fazer nada quanto a isso. O amor é bobo mesmo, escolhe pessoas erradas em momentos errados da vida.
Você fica tirando sarro e tem bigode.
Escute! Cale a boca, que o que te resta é uma menina de mau jeito no andar...
Ainda bem que nessa vida alguém se interessa por mim, e você?
Mesmo... Temos a noite toda para dormir sem preocupação e esconder que não tomei banho, senão a mãe briga comigo.
Pela manhã, a professora vai nos ensaiar para dançar quadrilha, se eu tiver sorte quem sabe eu dance com a menina mais bonita da sala. Eu cresci tão depressa que nem pareço ter 13 anos.
À tarde quando eu chegar em casa, não quero falar com ninguém, é bom esconder as cartas de amor.
Crianças.
Talvez um dia eu cresça mais um pouquinho.

Vieram os invernos e as primaveras.
Não passei alguns verões e nem outonos, as praias lotadas.
Assisti a alguns filmes, desci montanhas de parques de diversão, busquei alguns olhos a mais, fui para faculdade.
Trabalho.
Tive algumas namoradas. Li muitos livros e não sei que sentido tem o amor.
Tenho quase trinta anos, sou duas caras, procuro mais do que tudo  ser amado...
O jogo da vida é este: iludi-me. E o que me resta é assumir a vida, como minha.
Nenhuma carta de amor, nenhuma companhia.
Nenhuma menina feia, escondida no tempo que volto a encontrá-la.
É como abrir uma caixa de presente e descobrir que ela faleceu. Com a primeira doença que cegou seus olhos.
Quatro anos, dois meses e quinze dias.
Não era da minha importância, o amor era dela.
O que eu não imaginava que a infância traria de volta. Ignorei cada segundo de sua existência.
A existência que deixei à companhia do meu melhor amigo no ponto de ônibus.
A Luh que tinha olhos azuis, seguida da Rafa dona de seus filhos.
A menina que mudava a cor dos cabelos.
As noites...
Um tempo na faculdade faziam campanha para doação de sangue, não tive paciência de doar.
O Marcos me contou o quanto comentavam da menina que jurava amor eterno. Não tive tempo de tentar conhecer esse sentimento, agora me vem uma dor insuportável.
O caminho que faço é o inverso de casa.
Tentando encontrar o sentido de viver, a princesa Diana. Deusa da lua, que às vezes me faz chorar... sorrir ao dançar uma bela canção.
Me traz no caminho de casa, aquele que perdi no início do jogo.
Que me assume em três palavras.

terça-feira, outubro 11, 2011

o que falta...


hei, qual era a inspiração que faltava?
da boca que fala o que os olhos não acreditam depois de ouvir
da boca que sorri a falta de você há um mês?
passaram os dias em que o Sol trazia a claridade para dentro do quarto
as nuvens apagaram as luzes que o Sol trazia para os corredores da casa
não vejo mais a beleza suave de seu rosto...
não vejo mais você...
ingenuamente sinto que talvez você volte
no encontro das letras quem sabe um nome modifique toda a vida
a inspiração que faltava eram algumas revoadas de pássaros
e algumas chuvas depois do Sol ter ido embora...
o vento congelando o balançar de seu corpo
e a saudade que fica
não volta o tempo
e o Sol não voltou a surgir...
vamos embora?
não sofra mais, meu anjo...
o Sol nos espera na vida logo ali...
não chore, meu amor...
Vamos tentar...

sexta-feira, setembro 23, 2011

dos olhos

Como anda a vida?
Com as pernas é lógico...
E vida lá tem pernas?
É mesmo, a vida não tem pernas e nem pés...
Se ela tivesse pernas e pés, morreria de tanto caminhar por estes caminhos sem graça, tão claros...
Às vezes o tempo muda e dá uma amarelada.
A vida fica o tempo todo deitada em meio à escuridão.
Às vezes se esquece de olhar através da janela para ver se o vizinho ainda vive.
Não sabe das notícias que se passam.
Perdeu-se num caminho tortuoso em seus pensamentos que está difícil o retorno.
Pensar, apenas isto ela faz.
Caminhar mesmo, não acontece...
Ela fica o tempo todo parada, dá uma preguiça de olhar...
Às vezes pede para colocá-la em uma cadeira de rodas motorizada para não ter muito trabalho de olhar para fora nos dias de chuva...
Ah, nesses dias sim, a vida queria ter pernas e sair correndo em meio à chuva que cai de um céu cinzento...
Dias em que nunca ninguém questionaria suas lágrimas, pois são confundíveis com os pingos que molham os telhados das casas.
Sem contar que ninguém a veria sair, pois nesses dias ninguém sai às ruas.
A vida anda tão debilitada, parece mesmo que vai morrer...
Talvez seja seu desejo.
A vida apaixonou-se e agora sofre.
O tempo foi embora levando todas as esperanças  de dias melhores que ela poderia ter...
A vida todas as noites fala baixinho em suas preces para que o tempo volte.
A vida passa as noites em claro para tentar encontrar uma solução para mostrar ao tempo que deixá-la só, apenas fez com que se abrisse uma enorme ferida incurável em seu peito...
Talvez, seja o momento de revivê-la.
Marcaremos um encontro com o tempo, se ele deixá-la esperando... em silêncio a levaremos de volta para o quarto...
Descobriremos com o tempo se a vida tem solução ou não.
Caso contrário...
Triste mesmo será saber que a vida acabará indo embora sem sequer despedir-se do tempo...
que não volta...

sábado, setembro 10, 2011

O Sol hoje não apareceu...



O Sol hoje não apareceu...
Na escuridão de todas as madrugadas a dor levou-o embora junto com todas as alegrias que poderiam existir.
A tristeza vem numa leve brisa...
Como se fosse os dias em que o Sol estava por aqui.
Seu sofrimento era tanto, que não tive coragem de olhar nos seus olhos para dizer um Adeus.
Foi um pesar as lágrimas que escorriam dos meus olhos.
Pela manhã eu o espero como todos os dias, à porta de meu quarto aguardando um carinho.
Ao pé da cama, aguardando avistar algum movimento, pequeno que fosse, para que ele pudesse subir e fazer um rápido miado.
Não sei, às vezes parece que tenho que levantar às pressas para tentar amenizar um pouco de suas dores.
E quando ele, corria para que eu me escondesse e num súbito susto me achava e então fazia como se estivesse sorrindo.
As noites em que suplicava para sair, avistar a noite e eu com medo não deixava para que não o levassem embora.
Cuidamos tanto de seus ferimentos que nunca cicatrizaram, por um mês acreditei que o Sol voltaria aparecer e dormir na cama escondido para não perder o costume.
O Sol hoje não apareceu, com suas patas amarelas e o pêlo bem macio, se agradava um pouco em cada um e vagarosamente subia em minhas pernas para receber o carinho verdadeiro que tanto esperava.
E nas madrugadas, ele não conversa mais com a Mãe, pedindo para sair ver como iria se iniciar o dia, às 4 da madrugada.
Foi tão inesperada a sua partida, é difícil acreditar que não o encontraremos em lugar algum.
Foi o tempo que levou-o num silêncio estarrecedor...
Restaram algumas coisas, alguns medicamentos que não tiveram o poder da cura.
O Sol não anda mais pelo corredor...
O Sol não implica mais com sua imagem refletida na água...
O Sol não fica mais na chuva...
O Sol... não apareceu hoje...
Com o passar do tempo espero que eu esqueça esse sofrimento, da vida...
Que aos poucos leva a alegria e fere a alma.
O tempo, que mente, engana, passa rapidamente.
Pela manhã, o Sol não aparece mais por aqui...

terça-feira, agosto 30, 2011

desta vez, ela se foi...

Ela partiu tão depressa, e nem percebemos que suas pegadas não passavam mais por aqui.
Não vimos mais seus olhos azuis, eram azuis mesmo.
Não tivemos a chance de olhar mais uma vez seu trejeito no andar.
E quando com seus olhos, quase que bem abertos, fazendo charme, com os lábios quase que bem fechados fazia um gemido, meio que bem miado.
Corriamos, gritando - 'mãe, mãe... a Ran está na manjerona'...
Mais um pouco e ela corre para que não peguem-na em flagrante.
 É... faz quase um mês.
Sem piedade levaram-na embora, e meus olhos lacrimejaram uma partida sem ter um Adeus sequer...
Crueldade, levá-la, assim, sem que a conhecessem como se deveria.
Pela beleza de suas luvas nas 'mãos' e 'pés', pela variação de cor do veludo de seu pêlo... era um branco quase que marrom, era um marrom quase que preto...
E nos finais de ano, como vamos nos sentir sem que a Ran, esteja por aqui pedindo com os olhos, e um quase que miado, panetone.
Avisando que até o meio do ano não comeria nada, senão panetone.
E o sofrimento da cura, dias de frio...
O que nos restou mesmo, foram algumas fotos e as lembranças que maltratam a alma.
Esperei pelas chuvas, quem sabe assim ela retornasse.
Esta noite que passou, foi meio que triste... perguntei: 'que gato é este que você está guardando?',  responderam-me, esta é a Ran...
Quando acordei não tinha passado de um sonho singelo, onde ela se agrava fortemente ao se passar em minhas pernas.
Os dias se passam na sua ausência, creio que não há o que esperar se a chegada foi ponto de um Adeus às escondidas...
E se a roubaram, um desconcertante caminho torto espera para quem quer que seja, não fique em paz em sua caminhada.
Resta-me ainda muito que caminhar e perceber que a vida jamais será do jeito que desejo...
Constantemente ela muda. 
E é nessas mudanças que tenho mais sofrido...  

sexta-feira, agosto 26, 2011

o de sempre...

essas tardes em que a brisa leva longe os pensamentos
uma melodia e a saudade bem pertinho daqui
fostes embora sem sequer deixar o caminho para te encontrar
tenho passado dias tristes
o sol tenta aquecer os cabelos castanhos
está tão dfícil a vida
é uma dor inexplicável
estou tão cansado e com vontade de sumir
onde apenas os ventos ouvissem meu choro
queria achar um lugar bem escuro e sombrio para permanecer
não tenho fome
e nem vontade de comer
estou caminhando vagarosamente para que eu me esqueça de mim
só assim...
quem sabe alguém procure me encontrar
sinto sua falta...

domingo, agosto 21, 2011

neblina



Foi ontem..
O dia passou tão singelo quanto a chuva que caiu
Descobertas e o desejo de modificar a vida
Esperamos tempo demais para chegar a conclusão de que na vida não temos coisa alguma para fazer
Fases da lua que rapidamente se esconde entre nuvens que anunciam a chegada da chuva
A chuva que ontem caiu, motivando um Adeus e a vontade de dormir...
Velar para que ninguém descubra antes da hora a surpresa que se esconde entre os dedos e os olhos...
O tempo, novamente, atrapalha qualquer plano que poderia haver...
Foi ontem...
O nascer de um futuro que prova, mais do que nunca, que o passado apaga o presente que acredita ser melhor que as lembranças...
Logo pecebo que nada mudou, e ainda restam algumas gotas amargas junto à água salgada que percorre o rosto...
Perder o caminho para a felicidade...
Escrito em páginas velhas...
Escrito no tronco das árvores...
Escrito nas pedras antigas...
Escrito no banco das praças...
Escrito na porta dos banheiros públicos...
Subiremos aos céus
E num pouso sob asas de anjos
Descobriremos então, que vivemos repetidamente os mesmos dias
Não temos direito de modificar nada sem que tenhamos consequencias gritantes
Que esmagam o coração, prendem os lábios e cegam os olhos
Um aceno de até logo
Nos veremos no ontem que passou...
Foi ontem...
A chuva...






sexta-feira, agosto 19, 2011

why?







foi tão rápido
tudo passou tão rápido
noites translucidas...por uma esperança dolorida
a chuva que caminha todos os dias por seus pensamentos mas que nunca consegue desfazê-los ou borrar as palavras tatuadas n’alma...
tenta recolorir a vida e a sua história
mas parece que a alegria acrílica que o cobria se foi
espera a cada segundo que passa, encontrar uma resposta para tudo isso
ou pelo menos restaurar esse vazio que destrói dia após dia sua vida
qual é seu nome?
onde ela está?
Todos os dias espera pela sua chegada, mesmo sabendo que ela nunca passará por lá
Vendo toda alegria reluzir em frente ao espelho, com os olhos azuis atentos
...atende as lágrimas dispersas por seu sorriso coberto de paz
E tendo caminhado por terras tão distantes em busca de um anjo MeLaNcóLicO...
Tenta justificar as suas dores
...antes de dormir, ele a abraça forte e conta aos móveis o quanto a ama
alguns raminhos prateados de vagalumes costuram a escuridão de seu quarto
como foi seu dia? –ele pergunta
conversando com o silencio ensurdecedor de uma impiedosa esperança
é por este amor que ele nem sabia que existia, que seus sonhos são embalados
o chão respingado por algumas gotas de sangue
e no dia seguinte, com o sol ainda escondido pelo horizonte
as lágrimas despertam sua alma
e por entre suspiros de socorro, ele se abraça, deita novamente em sua cama tentado amenizar sua falta...
silêncio já não se pode mais escutar!

segunda-feira, agosto 08, 2011

certos dias...



dizem que por lá está um Sol estonteante

dizem também que a alegria corre solta no rosto das pessoas que caminham à noitinha pela praia
dizem ainda que é fácil se perder
o caminho não se encontra num retorno e ainda as estradas são escuras
mesmo o Sol brilhando a cada segundo de vida
dizem que é só esperar pela primavera que o tempo modifica a toda hora
o que não conseguem explicar é esse vazio que se forma em meio a multidão em volta de seus olhos
pessoas irreconhecíveis
o mesmo que estar sozinho ao seu lado
festivais fora de temporada
vinho para comemorar a batida do ponteiro que em milésimos de segundo esquece que lado está prostrado
o coração que sofre
se distancia
e no sonho, próximo aniversário
os lábios que se encontram rapidamente na inocência de tê-lo aqui
e essa brisa de verão em pleno inverno
devora meus pensamentos
que rapidamente se afogam em meio à água salgada
são olhos azuis...
verdes, são verdes...
esperança destilada em aventura
sangue frio impulsionado ao toque sutil de sua pele
um abraço e a sensação de que tudo acabou
se encerrou no gosto doce da última vitória
é triste, o adeus mais uma vez chega antes mesmo do início...
dizem que o Sol que faz por lá não aquece a solidão de uma alma inofensiva
esperando apenas ser amada...

sexta-feira, agosto 05, 2011

O que mais podemos dizer?


O tempo passa depressa e nem nos damos conta de quanto vivemos e aprendemos. Quando nascemos o empenho é exclusivo de nossa mãe. Com o passar do tempo, a vida se torna mais difícil e aprendemos a aprender a vivê-la. Então, no início éramos sala vazia de qualquer sentimento. Hoje aprendemos a compreender a lição que tanto nos foi passada. Pensamos que é tempo demais e chega a nós a impressão de que um dia nunca vai acabar.
E agora, que histórias temos para contar?
Memórias de automóveis, máquinas que aos poucos vão se desvendando através do aprendizado. O medo de não guardar tantas coisas em nossos cérebros tornou-nos assim, pessoas capazes de pedir mais uma chance para o futuro.
Somos nós, alunos eternos desta vida que nada nos cobra, apenas nos oportuniza. Nas brincadeiras de quase criança, na seriedade de adultos bem resolvidos fizemos nossa história. Com a ajuda de nossos mestres, que falaram, explicaram, exemplificaram e demonstraram, pudemos acreditar que em algum lugar conquistaríamos dentro daquilo que escolhemos fazer, um lugar ao sol.
Na escolha de viver o conhecimento buscamos amigos, colegas que nos acrescentassem ao máximo, e acreditamos que ninguém era melhor que ninguém, elos gerados pelas conversas de afinidades e se hoje nos encontramos na sabedoria da escola da vida, temos uma certeza: algumas de nossas metas e alguns de nossos sonhos estão concluídos. Momentos que marcaram cada segundo que passou a correria de projetos e o acréscimo de profissionais capacitados para levarem em frente o aprendizado que tanto almejávamos.
E agora, senhores o que mais podemos dizer senão agradecer. Agradecemos por tudo, tudo aquilo que aprendemos.
E se nos restar algo, pedimos mais uma chance de provar que num futuro próximo nos veremos. Assim, para que mais uma etapa da vida se inicie, deixo meu MUITO OBRIGADO, ao Professor Geovani, ao Professor Madison, à Equipe SENAI – Ponta Grossa, pelo incentivo e apoio durante esses dias que se passaram.

Até logo, e espero revê-los em breve.



Alan Kadmiel

domingo, julho 17, 2011

Ela? Quem é ela?


As noites andam tão escuras desde que fui embora.
Sinto que a tristeza transformou-se em solidão.
Às vezes, eu caminho pelas estradas, sinto o cheiro da tinta amarela ainda molhada no asfalto, e lembro-me das coisas que já vivi.
Ando por aí me perguntando se valeram as trocas que fiz...
Quando nos finais de ano podia abraçá-la nem que fosse por alguns instantes.
Nos dias de verão, passava a passos lentos, ao seu lado, sem preocupar-me se ela esperava por um bom dia ou um olá...
mas, na certeza de que ela estaria sempre ali...
olhando por mim, eu apenas seguia meu caminho, deitava em meu travesseiro cheio de luz e dormia tranqüilo.
E toda aquela paz, envolvida por multidões já não existe mais
Nas orações vazias de minha vida, lembro-me dos momentos de alegria
Das brigas e das conversas
...do cheirinho da hora do almoço
...de quando achei que já poderia caminhar sozinho, e com desprezo
ouvia seus conselhos, sem acreditar que aquelas palavras eram verdadeiras ou que poderiam me ajudar um dia
Das horas em que ela transformava meus sonhos em realidade
Quando suas mãos caminhavam pelas minhas dores, e segundos depois, as levava embora
Das horas em claro que ela passava resolvendo meus problemas, ouvindo minhas lamentações e angústias
E agora, que tudo anda tão distante, que já não posso mais olhar para a janela de seu quarto
Sinto que perdi o controle, e que os alicerces do meu castelo, estão dissolvendo-se pelos vendavais dos dias
No dia do meu adeus, não me preocupei em agradecer por tudo o que ela fez por mim
...agradecer pelos dias em que ela cuidava do meu
anjinho, que estava sentado no alicerce do muro ainda em construção, esperando pela minha chegada
De quando precisei que esperasse pelo momento em que pudesse saldar minhas dividas com o mundo lá fora
Por salvar minha vida mais de uma vez
E agora...
Não tenho mais com quem dividir meus medos
Meu cansaço, e a minha desesperança...
...mas, a certeza de uma coisa ainda me mantém vivo
Mesmo que eu vá para muito longe
Que eu não lembre de chamá-la para sorrir comigo nos momentos de alegria
Mesmo que eu nunca peça desculpas pelas injustiças que cometi
E se um dia, nas minhas orações, eu deixar de agradecer por ela existir
Ainda assim ela vai estar lá
Para me segurar, quando eu estiver caindo
Ela vai curar minhas feridas, mesmo que ninguém queira
Ela vai cantar para acalmar minhas dores
E quando tudo passar, e eu estiver recuperado
...e logo eu me afastar
Ela não vai ir embora, porque ela é assim, cheia de luz
Uma luz inexistente nesse mundo, um Deus que aqui na terra está
Um anjo em forma de mãe!
Ela sempre, vai estar lá...
...sempre!




"Senhor
quem entrará, no santuário pra te louvar.
Senhor quem entrará, no
santuário pra te louvar.
Quem tem as mãos limpas, e o coração
puro
Quem não é vaidoso, e sabe amar.
"

quarta-feira, julho 13, 2011

me deixe falar

foi como se estivéssemos em meio a tempestade de pedras de gelo
não se ouviu uma palavra sequer
bocas fechadas e cabeças pensantes
pensando o que seria da realidade transformada em segundos de mentira
acordar todos os dias e perceber que tudo se foi
passou com a primeira brisa, bem leve
causou maior estrago
o coração desesperado tentando conter o fluxo sanguíneo
que rapidamente chega à boca
fala baixinho para que não gritem
no desespero de conter os olhos
tento esconder as pernas que tremem, como se fosse uma ameaça
em que hoje é nossa última noite
ideias confusas atrapalhando a claridade da lua que entra pela janela
num súbito suspiro
me perco em suas mãos
fecho os olhos num infinito céu de estrelas
que se perde da noite passada
e no dia seguinte se encotra em seus lábios

quarta-feira, julho 06, 2011

como quem canta uma música

seremos felizes
é o que ouço todos os dias
quando na verdade esquecemos que já fomos e somos felizes
de maneira alguma queria voltar no tempo e fazer diferente do que foi feito
apenas quero viver o agora
esse agora irrefutável
onde as palavras se perdem no gelo que faz lá fora
e que num contato
num instante só, o tenho devolta
mesmo que seja sem a reciprocidade de vida
modificar o tempo sem que ele perceba
trapacear e quando ele perceber
disfarçar e dizer que não é conosco o problema e sim com ele
que às vezes atrasa e muitas vezes se perde
o tempo
que viaja várias vezes pelo mundo
vamos fazer o nosso instante agora
em que a madrugada nos convida para ler várias vezes o mesmo livro
perder amores
dançar descompassadamente as músicas que nunca ouvimos
só para que sejamos felizes
sem esperar pela eternidade
sem esperar pelo amanhã
em silêncio, embalada por seus olhos, meu anjo
em seu sorriso, em seus lábios
em seus pensamentos
buscando a essência da sobrevivência
por você...
que aos poucos se torna presente novamente
para que o agora seja a validade do para "todo sempre"

ouça, meu querido, é o barulho do vento...