Talvez amanhã eu consiga falar com você. Deixando de lado toda e qualquer sobra de ressentimento. Agora, o silêncio estarrecedor é que se faz presente. Seus olhos interrogando cada passo meu, não fará entender de outra forma, a saudade se faz presente nessa distância em comum que nem é tão distante assim. Mantenha suas certezas que aos poucos você morre sem nem ao menos ter tentado. Ter tentado viver, ter tentado ser feliz, apenas ter tentado. Esses dias de primavera tão gélidos quanto o vento às minhas costas, implorando para voltar alguns degraus, mas talvez seja tarde demais. Voltamos uns aos outros como se tivéssemos algum conhecimento do que houve, ensurdecidos pelo eco do desejo de vencer e mostra ao outro o quanto estivemos errados. Realmente, nesse jogo de imortais, acabamos ferindo quem não devia, uma atitude equivocada e sem volta. O balanço da consciência, insone o dia decorre de suas palavras, gravadas pelo tom de voz errado, pelo aceno errado, pela transmissão errada da informação. A alguns quilômetros de distância, o toque do telefone. Hoje não, quem sabe amanhã talvez... eu tenha você...