essa busca incansável de um existir humano que preencha todas as lacunas da vida vazia
você apareceu de ruas desertas que contam histórias de ninguém
onde o silêncio é companheiro da alma solitária
e nas madrugadas infindáveis do sono sem luz
as lembranças mostram aos pensamentos o quanto é necessário a sua existência
seu cheiro, sua voz que embalam a insônia antes que os olhos se fechem sem nem mesmo perceber
que já amanheceu num céu estranho, escuro da noite passada
onde a febre delirava nas janelas que escutavam o barulho da chuva
o corpo doente pela manhã tenta levantar da cama
sabendo que você não vai voltar
e as lágrimas escondidas inundando o travesseiro
sabendo que respostas perdidas nas palavras jamais irão chegar
o vazio do peito, gritando o quanto...

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