Mais uma vez foram as palavras culpadas pela desgraça da vida.
Nessa via de mão dupla o ir tem sido cada vez mais sem volta.
Essa estrada escura escondendo o fim da passagem...
O que restou?
Foram alguns sentimentos presos na garganta
e a boca seca fede o que não poderia dizer.
A perversão dos olhos e a viagem aos céus.
Um atraso nos ponteiros do relógio, ficou tarde demais para...
Aqueles que perderam a mãe e dela não tiveram notícias...
Aqueles que perderam as mãos e delas precisam todos os dias...
Aqueles que perderam os olhos e neles continuam olhando...
Aqueles que pela boca perderam a honra e, das mãos e, dos olhos fizeram ouvir as mães amaldiçoadas pela voz do seu amigo...
Tão próximo que distante falou...
O desejo de sair correndo, encontrar seus braços abertos, sabendo que deles num segundo escaparei.
Para que das pernas cansadas surja a vontade de continuar seguindo...
Na vida...
Sozinha!

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