sexta-feira, dezembro 31, 2010

algumas horas mais...

estivémos descalços estes últimos dias
foram dias de paz
onde o vento soprava leve e nada assombrava nossa alma
com a impressão de ter enterrado nosso passado
sofremos pensando num futuro incerto
e quanto tudo isso acabar, o que será de nós?
nenhum filho, nenhuma família e as explosões de adeus para o ano que passou.
uma mistura de alegria e saudade é o que nos contagia...
somos assim, seres humanos...
saímos nas ruas nenhum debate
não precisamos sitiar.
não precisamos ter medo.
o que nos resta são os pensamentos,
que muitas vezes são torpes.
inventando uma vida.
as janelas estão abertas 
 a brisa da noite que passa está tão fria
adeus amigos passageiros, adeus encontros das 15h da tarde
adeus 2010, logo se esvai tarde
 tarde para presenciar o novo ano que chega
espero que ele tenha feito escolhas certas
aquelas que depois da tempestade encontra o sol surgindo em negro vermelho
vermelho sangue, aquele do próximo ano
aquele das cortinas, das toalhas
dos laços de presente, das flores que morrem
morrem para uma nova vida
sangue vinho para brincar com os sentidos
e esperar pelas mudanças...
eu sempre espero.
do lado esquerdo da alma...

terça-feira, dezembro 28, 2010

últimas noites de 2010

quantas chances perdemos de dizer perdão?
e as promessas que fizemos para este 2010 que passou?
quantos sorrisos disperdiçamos por aí?
longe vão...
nas sobras de alguns dias amaldiçoamos, desgraçamos o próximo...
sem lembrar que este ano teria um Natal e um fim de ano...
as noites então, acordamos assustado ou nem dormimos...
quantas vezes choramos e sofremos por amor?
ciúmes de ver nosso amor tão explendido, andando, conversando com os outros e deixando nós de lado...
quantas vezes abandonamos tudo, viajamos para buscar sol ou a praia num dia chuvoso?
as discussões e cobranças sem fim...
as brincadeiras de coração aberto...
uma amizade que se perdeu no caminho...
uma cidade maravilhosa e um ano que nada se acrescentou...
fomos professores, alunos, autodidatas, fomos ignorantes...
crianças buscando o presente mais bonito e desejado, buscando o colo da mãe para chorar sem medo de ser julgado.
o que foi que restou?
nesta noite, luzes e fogos coloridos causando tremenda explosão...
dos nossos sentidos...
combinando olhos e horizonte...
mãos frias, trêmulas para abrir os presentes...
sentir as lágrimas escorrerem, e o convite que faltava...
qual foi o seu presente?
a vida...
o meu foi a ausência, a solidão...
o meu foi o retorno de um amigo...
o meu foi um abraço de mãe...
o meu foi a espera...
o meu foi estar no hospital...
o meu foi ouvir sua voz...
e o seu qual foi?
o meu... foi...
quais ondas são para o ano novo?
as mais altas, aquelas que tazem as pétalas brancas e vermelhas e elevam nossas vidas...
os fogos quais são?
aqueles que causam espetáculo aos olhos...
quais são os desejos?
que a vida aconteça, que nossa vida aconteça...
e neste 2011 não levo as mágoas...
apenas a esperança de poder viver, conviver mais uma vez...
você volta para mim?
dia 25 passou e restou um presente a ser aberto...
e você, volta para mim?
na noite de ano novo espero dormir e aguardar que 2011 traga a luz que neste ano faltou...
um abraço e o desejo de ser muito feliz...
principiando as chuvas, 2011 faz suas próprias promessas...

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Nada mais importa

Você não vai me contar?
Respondeu ela que não...
Virei as costas e saí caminhando apressado para que os pingos de chuva eternizassem cada passo que eu dava
Ouvi chamarem duas ou três vezes mais meu nome
Não retornei meus olhos e minha cabeça baixa contando as pedrinhas no asfalto
Como se aquelas palavras fossem trazer de volta todo conforto e carinho que precisava ter
Estou perdido, cego de qualquer caminho para voltar
Revoltado, fecho os olhos e sigo caminhando
Se eu a amo tanto, que mais devo esperar dela?
Mentiras, traição, fracasso de cada expressão que ouço?
Se eu viver assim por toda vida, o que é vida então?
Na rodovia de meu ir e vir, a ponte que protege meus pés...
Rompe numa fração de segundos...
Eu queria contra o tempo correr e poder ver meus dias, os dias do próximo ano...
Se ela não me contar, me receberá de pés juntos gelando o tempo que não pára de chover...
Procurando uma estrela cadente para realizar meus desejos o que vejo são relâmpagos que apagam meus pensamentos...
Coragem foi o que faltou...
N'outro dia...
Busco os meus passos, tantos dias de sol e chuva...
Triste mesmo é lembrar que não voltarei mais aqui
Eu choro e logo vem os pingos de chuva se juntarem ao meu rosto...
Me dê uma resposta só... uma só...
Por que ela foi embora?
Por quê?
Vamos criança, é seu aniversário, noite de Natal, a festa surpresa e o presente está por vir...
Deixa eu dormir mãe, estou tão cansado...
Pela manhã... acordes de violão
Os olhos tremem, rapidamente me despeço...
Última vez, você não vai me contar?

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Presente de Natal



Querido Papai Noel,

 queria que neste fim de ano o Sr. fizesse a gentileza de levar todas as minhas tristes lembranças para os céus.
Quero que me traga dias melhores, e leve todas as minhas dores para campos desertos.
Quero esquecer que este ano nada se acrescentou à minha vida.
E que tudo chega ao fim cheirando a cinzas do passado que não teve graça alguma.  
Quero que o Sr. Velhinho, me traga pilhas de livros, livros para eu viver do amor dos outros, da ilusão da felicidade, do maltrato da vida.
Quero viver de histórias não tão fracassadas.
Quero gotículas de chuva, com gosto salgado lembrando as tantas lágrimas que foram vistas por aqui.
Me traga, se puder, muitas músicas e fins de tardes onde o vento sopra suave levando todo mal que houver.
Por favor, me presenteie com novos olhos e ouvidos, estou cansada da minha voz também...
A vida está doente e num dia só, sangrando ela vai embora, assim de modo a romper um aneurisma...

quinta-feira, novembro 18, 2010

prece


nos acordes dos pingos de chuva de ontem, algumas histórias foram apagadas
ouvindo os raios de sol irem embora
uma tristeza sem fim é esquecer que esqueci de tua face
tão cruel esse caminho de retorno
estamos perdidos, repetiamos tão lentamente
olho para os céus e novamente vem eles
petrificando, escondendo as lembranças que poderiam haver de você
nas cartas do século passado o sangue escorre das páginas de um livro
esperando que as horas mudem
e o relógio volte a funcionar
me perco no tempo de seu toque
posso ajudá-la?
se puder, me lembre então de como era seu rosto...
este Sr., como ele é?
dizem que é um fracassado...
silêncio!
não posso responder coisas sobre você
as flores de inverno
azuis...
presentes, vermelho do próximo ano
e a lua, tímida surgindo entre as nuvens que vão se afastando devagarinho
eu suplico aos Deuses, e tenho fé que um dia... um dia só...
eu encontre seus passos
reverberando, estremecendo a cada pingo de chuva que volta a cair e toca meu rosto escondendo a tristeza de cada noite em que em meio à pensamentos perturbados despeço-me de ti...

quarta-feira, outubro 27, 2010

why?


as noites de primavera tem sido tão agradáveis
nós sentamos um na frente do outro e conversamos horas sem parar
o tempo está bom
logo o vento frio nos desperta o sono
felizes, então caminhamos para o descanso
inquietos na cama, lembranças de quando eramos criança
retratos vazios
recortes de quem amamos
a solidão e a vontade de sair correndo
brincar de pique esconde
cegar os sentidos
cair, se machucar, recomeçar...
era tudo tão mais fácil...
a mãe dizia: 'calma meu amor, logo passa'
passava mesmo, quantas vezes mais nos machucamos?
sinto que de algum tempo para cá o peito ainda dói
mesmo a mãe dizendo que um dia a dor passa
ainda resta o amor do início da frase
que ultrapassa a alma
fala alto, discute
e acaba se atirando da montanha mais alta
causando um acidente na rodovia em plena noite de tempestade
esperando que alguém encontre no meio do caminho o coração que parou longe com o impacto da batida
e se neste caminho você encontrá-lo
espero que guarde com carinho, congelando a dor que ele sentia...

Porque não passa?

segunda-feira, outubro 18, 2010

saudade



Foi assim:

Passou tanto tempo tentando encontrá-la...

Descobriu que tudo que precisava era sentir que a vida poderia seguir novos caminhos

Procurou descobrir um outro mundo

novas palavras, novos sentimentos...

tentou esconder-se

desaparecer assim...sem que nem ele mesmo pudesse se encontrar

e a qualquer hora poder sorrir sem que essa dor escorresse por seus olhos...

percorreu tantos quilômetros tentando se esconder

quase enlouquecido por esse sentimento

fechou todas as portas, e prometeu a si mesmo que deixaria tudo para traz

deixou de tentar encontrá-la em seus sonhos, em seus pensamentos

que não mais a veria quando os ventos insistentemente trouxessem seu perfume

E nessa manhã, quando abriu seus olhos, sua alma doía tanto, que seu corpo desfaleceu silenciosamente em lágrimas e solidão...

E sobre o chão gélido uma lembrança a escorrer pelas veias

Ainda não sabe o que fará

Só sabe, que estas lembranças nunca vão poder ir embora

A distância não conseguiu apagá-las de sua vida,

Os dias são sempre os mesmos, não importa para onde vá

Não importa com quem está...

Seus braços esperam minuto a minuto poder sentir seu perfume

quinta-feira, outubro 14, 2010

Memory

o que são as perguntas sem respostas?
apenas perguntas sem respostas.
simples assim...
pergunta difícil sem resposta, torna-se dor que vai corroendo os pensamentos até chegar aos inervados.
um dia chuvoso, voltando para casa, fila de banco...
e as perguntas que não se tem uma resposta.
criança colorida sinalizando as ruas da cidade.
aprender uma nova língua.
jurar não maldizer o coração que bate os tambores da montagem de palco..
um olho desconfiando do outro que tão mais rápido que este, tenta se fechar.
deitado no banco de trás do carro procurando na semana a presença que faltaria para as perguntas-respostas.
uma noite no hospital, um peito aberto e as mãos machucadas sangrando a resposta da vida doente.
a única, imutável, inacessível.
todas as reflexões possíveis...
e na contracorrente as turbulências do romper de memórias.
tenho como se fosse ontem e tanto tempo passou.
acabe, acabe eu repito todos os dias.
acabe ano maldito que tanto atormenta os sentidos da terra.
volte e responda, quais são as perguntas certas a serem feitas?
quando na verdade, há muito se tem resposta.

" - Olá minha querida, hoje o dia passou triste numa memória irrevogável de suas palavras. O que tenho são histórias permitidas ao esquecimento. Mande flores, pois elas celebram as mortes, as vidas. As conquistas, as perdas. Sua existência de viver e deixar-se esquecer."

sábado, outubro 02, 2010

início

sufocando o que de mais precioso existia em nós

num dia de sol explendido
sorrimos, fugimos do que nos incomoda
ouvimos o vento que longe vai
e quando anoitecer
como num abismo, você se arrisca escondendo sua verdade em mentiras
as nuvens revoltas no céu de seus desejos
nos perdemos
e na linha do tempo
desafiamos o jogo de olhos fechados
nos tornamos estrelas e quando o céu está nublado
choramos nossos fracassos
lembramos, vivemos um pelo outro
a primavera chegou
resta-nos mover as flores murchas que caem à nossa frente
junto às folhas
o desafio é acertar a lata de lixo sem que ela roube o nosso sentimento mais puro
esperando um sorriso
e essa dor que só os embriagados tem coragem de falar
o rosto envergonha, mais uma vez, as poucas palavras que poderiam ser ditas...
esqueça, apenas esqueça...

segunda-feira, setembro 20, 2010

get me out


com a chuva ele foi embora
nova vida e horizontes para seguir
o azul do céu se confunde nos dias em que o Sol esteve doente 
na passagem de volta
se distancia cada ves mais o desejo de querer encontrar alguém igual a você, minha querida
as noites infindáveis
neste fim de ano mais uma etapa se encerra
e o que virá?
o que hei-de fazer sem seus ouvidos para me ouvirem?
às tarde quando volto para casa pelas estradas tardias, as carruagens...
sei que esta vida não deve ser mais que um sonho...
e quando eu acordar para a realidade pode ser que eu não a veja mais...
são seus olhos, meu amor...
a dor que sinto é da febre que não passa.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Say






Disse ele, o que tinha a dizer...
Repousando sobre uma fantasia de sonhos sombrios
Sussurra hoje, para um silêncio envolto por palavras
Sua dor...
Lembranças que vem e vão, e fluem como adagas n’alma
Destroços de um alguém que se espalham por todo lugar
Deixou ontem um último sorriso guardado na chuva
...e tentando encontrar um caminho, uma esperança
Talvez se pudesse voltar a sonhar!
Procurando em silêncio um modo para deixar de desejar o que já não pode ter
Se atém a um desejo desesperador por sentir menos solidão
Pergunta a Deus, quase desacreditando que receberia uma resposta
-seu anjinho já pode parar de sofrer?
...e ele então responde que seu anjinho está assim por sua própria vontade, foi desonesto consigo mesmo, as dores da alma, as dores do corpo e da vida já não se podem curar...
talvez um dia, consiga amenizá-las
busca poder segurar a paz para seus dias
se pudesse apenas deixar de ter medo
se pudesse fazer renascer a parte de sua alma que está morrendo dia após dia...
...diz já não acreditar mais em paixões, pois foram estes sentimentos que deixaram seus dias mais pesados
Descobrindo que poderia amar mais do que sua alma poderia suportar
esquece ainda que guarda um segredo a sete chaves,
já não pode mais...
não pode mais viver assim, neste eterno vazio
e se por ventura posssuíres a cura para este amor
ensine aos ventos caminhos menos dispersos...
se puder descobrir seu próprio segredo
quem sabe assim possa encontrar uma resposta para estas dores eternas...incuráveis!

domingo, agosto 15, 2010

roubaram você



Uma noite fria e as árvores mostrando o movimento do vento. Uma escola deserta onde todos os medos se contradizem e contam a história da vida passada. Somos tão amigos que substituí meu irmão por ele, dizia o Anjinho. Assim intitulado pelos seus cabelos encaracolados e suas atitudes e palavras de bondade. Era um rapaz tão humilde, capaz de se apaixonar, sofrer e aceitar as apostas dos amigos, que por ele passam, brincam, escorraçam e humilham. O Pintufa sim, repetia ele, mais que um irmão. Uma tarde brincando na rua, seu pai me apoiou, me deu o que comer... Recordações do tempo passado para justificar o erro presente. As pedras que hoje me atiram, se a Sra. reparar direito, olha aqui, veja como está igual ao dos colegas dela. Com os olhos atentos, ainda que fosse verdade nenhum vínculo além do profissional continha alguma pessoalidade na história toda. Está chegando ao fim e os números estão sendo arrumados. Me deixe relatar o que realmente aconteceu.

Minhas atitudes estão contrariando meu coração, eu sei.

Perceba o quanto somos amigos, Pintufa não tem culpa de nada, eu e ele somos vítimas fatalizadas em toda essa história confusa. Fizemos um pacto que nada destruiria essa nossa amizade de anos. Ele tem tudo que não posso ter, quando criança compartilhavamos as mesmas coisas sem que lembrassemos que não eramos do mesmo sangue. Tudo que o pai dele dava para ele ,eu tinha o mesmo direito. Agora lemos e ouvimos através dos dias o que nunca foi nos dito antes, com que direito as meninas fazem isso? Ferem nosso sentimento, acima de tudo somos seres humanos. Me passe seu telefone ou a Sra. me ligue para conversarmos que tenho muito que falar.

Passaram os dias e o telefone não se ouviu tocar, nem na esperança de uma segunda chance... um "segundo sol".

Eu explico melhor.
São dois meninos levados pela vida, sem direção ou rumo certo a seguir. Um deles chama-se Anjinho, pois tem cabelos enroladinhos, e suas palavras e atitudes de bondade dizem sobre ele. Rapaz bonito, chama atenção, tem grandes sonhos que não conseguiu realizar, um segredo que na pressa de contar esconde a quatro chaves. Em meio ao vazio de seu mundo encontrou um ser tão mais perdido que ele e juntaram-se ao abondono do acaso. Amigos confidentes da madrugada, nada tem a esconder um do outro, além da diferença de idade.

Por sua vez, Pintufa, um menino crescido apanhado pela vida e desejos de seu pai. Tem um grande coração, porém não sabe lidar com as verdades do mundo. Inocentemente aprendeu amar, nunca levou um não e hoje dói saber. As pessoas o tem como amigo por seus bens materiais e seu limitado poder intelectual. Passa as noites em branco, não consegue segurar seu sono, com medo do que pode vir acontecer. Uma pessoa interessante de se ter como amigo, agora o que lhe resta é o Anjinho.

Dois seres humanos perdidos.

Vazios de qualquer divindade de pensammento.

O erro mais cruel que nesses últimos tempos aconteceu com eles, é amar em silêncio. Hoje um relato de suas dores insuportáveis, criam mais uma ferida na alma.
O que mais querem...

Voltar para casa sem serem feridos... mais uma vez...





--

"A perda faz o repensar"



sexta-feira, agosto 13, 2010

furtivamente


o vento está no sentido contrário de meus passos
somos eu e ele, uma invenção para o futuro
os dias de sol e vento nublado e a correria da vida passada
que passa, destrói e nada tem construído
um presente de mentira
feito com o resto de sangue em branco que escorria de seus ouvidos
que nada falam
apenas cortam o vento, que agora muda seus acordes
poderia chover dos céus de negro cinza
escondendo a estranheza de meu coração
minha cabeça dói
eu conto os dias para que este ano termine logo
e que não chegue o próximo
pois assim posso viver de dias eternos
fechados dentro de extensos cubos
onde eu possa escolher
eu olho para as borboletas que vivem apenas algumas semanas
penso que elas sejam a solução
quem sabe se eu...
minhas mãos estão machucadas...

domingo, julho 25, 2010

time


queria que todos os dias fossem assim
dias de céu azul, o sol aquecendo o pouco de lembranças que guardam a alma
queria ter alguém com quem me corresponder por cartas
adoro a simplicidade e a impessoalidade das palavras distantes
assim ninguém deve nada a ninguém
não promete nada
além do 'no verão visitarei você'
queria tanto que meus dias tivessem mais luz
e que sorrissemos como fazemos eu e o Alan quando estamos estudando e alguém não entende o que falamos
queria que a vida fosse sem essas preocupações fúteis que tenho
queria poder ouvir minhas músicas sem ninguém se incomodar comigo
ou ainda passar o tempo que eu quisesse em silêncio sem dever alguma palavra a alguém
queria mesmo é sumir para bem longe e ficar sem ver ninguém
não gosto de todos os dias da semana passar dentro de uma sala de aula ouvindo seres estranhos e sem competência falando aos meus ouvidos
adoro bocejar, dizendo 'isso é o que você pensa'
ou ainda olhar intensamente para colocar em dúvida as vozes chatas e imbecis que meus olhos enxergam
gosto dos meus gatos
sinto saudade dos miados de alguns deles
gosto deste computador, simples e prático como deve ser...
minha profissão ainda não decidi, mas sei que aprenderei sozinha
gosto do tempo da chuva
gosto dos céus de noite estrelada
gosto do silêncio do escuro
caminho sozinha e meus cachorros brancos, guardiões da vida
agradeço aos poucos minha mãe
não esqueço nenhum minuto dela, apesar de alguns dias não demonstrar
percebo que algo de errado está em mim, em minha saúde
escreverei das minhas noites chatas em meio a pessoas que não gosto
tempo passa depressa, agosto seria melhor mês do ano, por fim acredito que seja novembro
vamos ter um leão
e ainda uma cobra
queríamos tanto brincar com a paciência dos outros
ligações anônimas
agenda de celular, foi engraçado nestes últimos dias
eternidade deveria ser eterna
as árvores secas e a lembrança do para todo sempre
meus pés me incomodam apesar deles me aguentarem 20 para 21 anos
meus olhos são toscos, vêem o que não deveriam
minhas mãos, então... escrevem o que é proibido
eu presenteio o mundo por brincadeira e o mundo leva a sério, acredita?
não tenho histórias engraçadas, não tenho passado para reviver, acredita?
eu apenas nasci, e aqui estou infernizando a terra
sem pontuação, sem revisão
se assustam com o estado de meus cabelos
meu rosto está com manchas indesejadas por mim, mas que para ele de certa forma é necessário
desacreditando de tudo
das conversas e dos exercícios que me dão
o que mais posso fazer?
não fale assim, João...
foi a tia quem disse
aí deve estar o encanto da vida
ser criança
aprontar o que der
deixar os mais velhos loucos e ainda ser uma criança adorada...
não faça assim com ele, é apenas uma criança
ser feliz!
é o que estou tentando fazer, ser
com a força do vento a porta fechou
não estou com vontade de abrí-la...
as folhas quem sabe...

quarta-feira, julho 21, 2010

e...

Ele  disse que ficaria acordado comigo...
Ele disse que seria minha companhia...
Ele disse nesses dias...
Chuva, vento, noite...
Madrugadas inteiras...
Ele ouviria minhas reclamações, meus comentários, minhas confissões...
Ele não diria nada...
Apenas um breve silêncio...
Ele disse...
Se o disse, quem diria o contrário...
Apenas o vento..

sábado, julho 10, 2010

nuvens


Eu o abracei com todas as forças do mundo para mantê-lo ao meu lado

Todos os dias pela manhã eu tenho aberto as janelas
Para ver se novos ares passam por aqui
Eu busco as flores no cinza das pedras
Eu sinto que meus pés não suportam mais
Sinto que está difícil respirar
Não conheço a pessoa que está dentro de mim
Estou tão feliz ao passo que as dores tornam-se mais indolores...
Meu coração em alta pressão desgraça o fim de tudo
Todos os dias eu saio antes do sol nascer
E chego com os céus escuros na revoada dos pássaros
Caminho tão só
Sinto que a febre em meu corpo não baixa
Sinto que cada vez mais fico doente
Sinto meus olhos esperarem pelo 'em branco' dos meus pensamentos
Espero que eles se fechem logo, nesta madrugada...
Lu! Estão chamando você...


domingo, julho 04, 2010

em paz...





São toques vindos do nada
Tudo está parado, em silêncio.
Uma pequena luz branca...
Sentada, sem ter o que dizer
seus pés apoiados no sofá vermelho, tentando descobrir um jeito...
suas mãos gélidas, esperando
uma graça, um milagre, uma esperança
lá fora tudo tão agitado, vozes alteradas
vidas já não existentes.
Lembro-me do último boa noite
Uma voz trêmula, quase sem saber o que dizer naquele instante
E um doloroso sentimento...
Ele sabia que poderia encontrá-la todos os dias naquele lugar
Mesmo que por gestos distantes
Em certos dias, chegavam apenas a dizer um olá, emoldurado por luas e sóis inexistentes
Mas ele sabia que ela estava lá...
Para deixá-lo em paz com sua simples presença
E foi numa noite de terça- feira, que descobriu
...que ela já não estaria mais ali!
Ele ajoelhou-se, e com a voz embargada por uma dor sem limites pediu:
- Sinta, por favor, um pouquinho de saudades de mim...Amo Você, sabia!
Em seguida, saiu
...suas mãos guardaram-se em tons de despedida
Sua alma sangrava, deixando gotas de sangue dispersas nos angares do mundo
ele descobriu que a amava mais do que poderia imaginar.
e então,se deixou levar pelo tempo
Encontrou paz num lugar chamado...
Liberdade
Ela era sua liberdade.
...mas ela se foi!

sexta-feira, julho 02, 2010

Fim




Eu estive pensando em tudo o que aconteceu nas últimas semanas
Foram tantos passos apressados.
...explosões de felicidades.
Misto de alegria e saudade
De tempos que estão passando tão rápido
Melancólica dor de despedida!
E destes tempos que estão indo
...levo como presente da vida, alguns novos amigos
Guardarei com carinho um sorriso ou outro
Alguns gestos embebidos de alegria
...acenos distantes
...olhares indecisos
Palavras que ficaram fora da realidade
Brigas causadas por uma inveja dolorosa.
...e o não acreditar na verdade.
Guardarei em silêncio azul um grande amigo que se deixou levar pela maldade
e hoje, ainda tenta curar a imensa ferida que se abriu em sua alma.
Quero abraçar em silêncio todas as pessoas que se fizeram paz em minha vida.
E sentir mais uma vez
O quanto pode doer
...o simples toque de um Adeus!

sexta-feira, junho 25, 2010

fuga

foi tão difícil esta noite que passou...
meu coração estava tão doente, dolorido
meus olhos não se fecharam
choraram a sua ausência
foi uma dor que percorreu meus pensamentos
e minha boca murmurava
pedindo ajuda, implorando para que voltasse
ninguém sentiu pena do meu sofrimento
o pouco que eu tinha de você foi devolvido nas coisas que você me presenteou
e agora o que faço?
estou sentada no chão, canto escuro do quarto
não sinto fome
não sinto vontade de viver
você não ligou e não pude falar
apenas devolveram os sentimentos, que existiam, de mais belos dentro de mim
restou-me o sofrimento, desespero de tê-lo novamente
sinto vontade de gritar
sinto que o dia está se aproximando
sinto o frio do alvorecer
lembro de seu rosto, seu cabelo, sua pele quando tocou a minha
lembro do seu beijo, dos meus lábios trêmulos ao tocarem os seus
lembro do seu cheiro
não me deixe, é tudo que peço...
agora com o sol alto no céu
só vou esperar o anoitecer novamente
até que eu não tenha vida para lhe contar
até que meu amor morra
junto aos resquícios que sobraram de mim
conta-gotas, sangue preso aos seus pés
sobras...
hoje, mais uma vez morro dentro de mim
espero que saiba...
o quanto amo você.
abandonada, sigo trilhando essa vida que não é minha.
sem sentido, mais um começo
que se perdeu entre céus de nuvens pesadas...
entre águas que levam as coisas bonitas da terra...
entre seus olhos, castanhos olhos provocantes...
minha vida é uma eterna procura sua...
não me deixe...
encolhida neste canto, espero que não me encontrem...