Chorar foi tão
necessário quanto a chuva que hoje caiu. Minha alma embevecida de saudade, onde
alguns passos em quatro patas, pequenas quase não perceptíveis não mais veremos
pela casa. Mais uma vez nos vemos numa situação amaldiçoada pelos olhos do
mundo, que nem sempre notam o quanto pesa às costas nesse caminho tortuoso que
é a vida. A tristeza permanece na lembrança e no desejo de dias melhores. Eu já
tive anjos que corriam pela casa, andavam entre meio aos meus pés quase que num
tombo me faziam sorrir como criança. Agradecer a essa Deusa dos deuses que é
minha Mãe Iza é o mínimo que posso fazer. Ela mudou a essência dos ventos para
que não soframos tanto; esse pesar que cega meus olhos e mostra que não sou
nada diante dessa caminhada que um dia terá fim. Agora, o que nos resta é sofrer
em silêncio, mais uma partida desolada de uma criaturinha que só alegrava a
minha vida, acabou seu sofrimento, mas ainda assim é muito triste lembrar... a
impressão que fica dos cuidados que tivemos... A noitinha que chega levando
embora o dia, e alguns pingos que se prostram do lado de fora da janela... Mais
um Adeus. Continua a vida, algumas trajetórias para contar que talvez não
interesse a muitos, porém se muitos tivessem a divindade que tenho dentro da
minha casa saberiam o quanto de valor tem a vida. Que se hoje chove é porque
tem algum sentido. Se as luzes apagam é porque tem algum sentido. E se os
ventos revoltos mostram ao cabelo que envelhece a cada dia, procurando em
nossas cabeças a maturidade, o sentimento, a dor é porque tem algum sentido,
esse sentido quem faz/quem é... Mãe Iza, que modifica a vida e mostra os
caminhos a serem trilhados... Obrigada, Mãe... por todos os dias em que estive
em estados de tristeza profunda e você se importou tanto quanto nos dias de alegria
extrema... o cansaço e meus medos escondidos embaixo da cama fugindo de mim
mesma. Obrigada meu anjo.
domingo, outubro 28, 2012
sexta-feira, outubro 12, 2012
quem sabe isso quer dizer...
Estudar a
arte de interpretar faz com que sejamos menos imbecis. As tantas indiretas que
cabem a tantas pessoas, talvez se explique através da interpretação. Tudo
aquilo que sei, aprendi que não serve de nada se não olvidar no segundo
silêncio após escrevê-lo nessas linhas imaginárias da vida que passa
apressadamente e mostra que depois das tempestades sempre fica aquela dor
incomodando o lado em que não se pode deitar para descansar. Ler no sentido
estrito da palavra também não leva a nada além da incompreensão imoral de seus
olhos, e a língua que fala mais que a boca das coisas que não sabe. O silêncio
acaba sendo algo tão precioso mostrando o quanto as pessoas são maldosas a
ponto de desconhecer no outro tudo aquilo que queria em si mesmo. Passar ao seu
lado, receber alguma de suas palavras e não obter respostas às perguntas
dirigidas a você mostra o quanto certas datas do ano fazem sentido. Crescer
dentro da cabeça que dói cada passo que os pés hão de pisar, nas pedras
distantes atingidas pelas ondas desgastantes de um mar revolto em seus
pensamentos. Assim, estudar é algo tão deprimente que às vezes me pergunto o
que hei de fazer da vida depois que tudo isso acabar? Nada, como todos os dias
esperar que o sol se ponha, e que a noitinha chegue numa brisa saudosa do seu
estar, para que pela manhã tudo se inicie numa emergência de estar vivo.
Cuidado com o que seus olhos acabam lendo por aqui, pois a arte de interpretar
é para poucos, e olhos não treinados acabam fazendo mais errado do que errado
escrito aqui.
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