domingo, outubro 28, 2012

mais um dia...


 

Chorar foi tão necessário quanto a chuva que hoje caiu. Minha alma embevecida de saudade, onde alguns passos em quatro patas, pequenas quase não perceptíveis não mais veremos pela casa. Mais uma vez nos vemos numa situação amaldiçoada pelos olhos do mundo, que nem sempre notam o quanto pesa às costas nesse caminho tortuoso que é a vida. A tristeza permanece na lembrança e no desejo de dias melhores. Eu já tive anjos que corriam pela casa, andavam entre meio aos meus pés quase que num tombo me faziam sorrir como criança. Agradecer a essa Deusa dos deuses que é minha Mãe Iza é o mínimo que posso fazer. Ela mudou a essência dos ventos para que não soframos tanto; esse pesar que cega meus olhos e mostra que não sou nada diante dessa caminhada que um dia terá fim. Agora, o que nos resta é sofrer em silêncio, mais uma partida desolada de uma criaturinha que só alegrava a minha vida, acabou seu sofrimento, mas ainda assim é muito triste lembrar... a impressão que fica dos cuidados que tivemos... A noitinha que chega levando embora o dia, e alguns pingos que se prostram do lado de fora da janela... Mais um Adeus. Continua a vida, algumas trajetórias para contar que talvez não interesse a muitos, porém se muitos tivessem a divindade que tenho dentro da minha casa saberiam o quanto de valor tem a vida. Que se hoje chove é porque tem algum sentido. Se as luzes apagam é porque tem algum sentido. E se os ventos revoltos mostram ao cabelo que envelhece a cada dia, procurando em nossas cabeças a maturidade, o sentimento, a dor é porque tem algum sentido, esse sentido quem faz/quem é... Mãe Iza, que modifica a vida e mostra os caminhos a serem trilhados... Obrigada, Mãe... por todos os dias em que estive em estados de tristeza profunda e você se importou tanto quanto nos dias de alegria extrema... o cansaço e meus medos escondidos embaixo da cama fugindo de mim mesma. Obrigada meu anjo.

sexta-feira, outubro 12, 2012

quem sabe isso quer dizer...

 
Estudar a arte de interpretar faz com que sejamos menos imbecis. As tantas indiretas que cabem a tantas pessoas, talvez se explique através da interpretação. Tudo aquilo que sei, aprendi que não serve de nada se não olvidar no segundo silêncio após escrevê-lo nessas linhas imaginárias da vida que passa apressadamente e mostra que depois das tempestades sempre fica aquela dor incomodando o lado em que não se pode deitar para descansar. Ler no sentido estrito da palavra também não leva a nada além da incompreensão imoral de seus olhos, e a língua que fala mais que a boca das coisas que não sabe. O silêncio acaba sendo algo tão precioso mostrando o quanto as pessoas são maldosas a ponto de desconhecer no outro tudo aquilo que queria em si mesmo. Passar ao seu lado, receber alguma de suas palavras e não obter respostas às perguntas dirigidas a você mostra o quanto certas datas do ano fazem sentido. Crescer dentro da cabeça que dói cada passo que os pés hão de pisar, nas pedras distantes atingidas pelas ondas desgastantes de um mar revolto em seus pensamentos. Assim, estudar é algo tão deprimente que às vezes me pergunto o que hei de fazer da vida depois que tudo isso acabar? Nada, como todos os dias esperar que o sol se ponha, e que a noitinha chegue numa brisa saudosa do seu estar, para que pela manhã tudo se inicie numa emergência de estar vivo. Cuidado com o que seus olhos acabam lendo por aqui, pois a arte de interpretar é para poucos, e olhos não treinados acabam fazendo mais errado do que errado escrito aqui.