e no caminho de volta para casa bastou olhar para o céu e fazer alguns pedidos que há muito precisam de atenção. Nem mesmo a Lua em sua infinita solidão saberia entender a alegria que enche o coração de quem se vê feliz pelo outro. Outro na companhia contida tão ausente quando o silêncio dessa estrada que demora na prece que tudo dê certo. A dor latente incomoda, mas a noite passa rápido e o que fica é a vontade de continuar... a compreensão dos teus olhos através de vidros enxergam melhor, o traço do teu rosto e seu sorriso eternizam o descompasso de ouvir sua voz... Amanhã? Que a Lua me acompanhe na volta para casa, mesmo que o Sol cegue meus olhos.
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quarta-feira, março 08, 2017
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Já vai passar
Talvez
...se tivéssemos esperado um pouco mais
Talvez o sol tenha esperado tempo demais para se pôr e junto à ele, nos perdemos em nosso caminho
Sim...talvez tenhamos esperado tempo demais
E talvez ele não a amasse como tanto dizia...
Talvez o inverno tenha chegado antes do tempo para ela
Não se sabe o que houve...um adeus gélido e conturbado
Em meio a todas aquelas palavras...um encanto que se
quebrava
Ele partiu, levando em seus braços todos os momentos de paz
que um dia ela trouxe para sua vida
Ele se foi, e com ele...foram-se também as tardes de sábado
ensolaradas, onde eles poderiam se perder em meio às tempestades
Ela sempre chegava com a chuva e trazia consigo o frescor de
um amor de verão...
Junto a eles, nasceram tantos sonhos e uma gigantesca
vontade de buscar um eterno inexistente para suas vidas
Era tudo tão perfeito...são histórias escritas em gestos
simples, em suspiros exaustos após uma caminhada no parque
...são lembranças que se perderam na última tarde de domingo
Era um simples “oi”
...em outros dias, foi o “bom dia” que a fez querer mais da
vida
...e em todas as noites o “boa noite” que trazia paz, amor e
esperança de dias melhores
...era um futuro que se desenhava dia após dia e então:
Como num gesto mágico, em silêncio, ele levantou-se e saiu...deixando
as lembranças enlouquecidas na sala de estar
Foram promessas esquecidas e sonhos inacabados
Fizeram tantos planos...e hoje esses planos são só para ela
A passos lentos, a vida caminha, sussurrando uma dolorida e
inquietante vontade de poder abraçá-lo uma última vez, sorrir com seu sorriso
tímido e guardar em papel colorido seu cheiro
sintomas de um amor
que ainda teima em pulsar neste coração malferido
São olhares que se trocam em meio ao vazio que se faz
presente em todos os cantos da casa
...e a vida vai tentando seguir seu percurso, tropeçando nas
lembranças e nos avisos de que um dia tudo acabaria
Talvez se ela tivesse notado todos os sinais da eminencia de
perigo...essa ferida hoje aberta, não existisse
São coisas que vem e que vão
Tem dias em que a saudade chega de mansinho e senta ao seu
lado para lhe fazer companhia...contando-lhe pequenas histórias
Tem dias em que a saudade adormece e a deixa caminhar na
esperança de que seu coração possa ainda encontrar paz num lugar qualquer
Assim a vida segue...esperando que o tempo possa abraçá-la e
num sopro silencioso, traga a cura imediata que tanto busca para as dores da
alma
Como quando ela era criança e numa de suas travessuras
acabasse se ferindo, com os olhos cheios de lágrimas encontrava todo o acalento
que precisava no colo e nas palavras que sua mãe lhe dizia...e para toda aquela
dor que sentia, sempre ouvia: “calma meu amor, já vai passar”
--“...calma, já vai passar”
ela repete todos os dias
sexta-feira, janeiro 15, 2016
descompasso
Às vezes é necessário olhar através...
Através dos olhos, vidro, retina.
O inverso de suas palavras e a ausência que se faz presente pelo vento que traz o perfume de suas roupas. Suas mãos...
Paralisada em seus olhos, percorro lentamente suas histórias. Busco em você a vida tresloucada das horas que passam.
Nesse descompasso, batida perfeita de seu coração.
E o eco ensurdecedor de seu silêncio refletido em linhas de amargura, melodia, respiração...
Fecho a porta, ouço em passos lentos, você não esteve presente...
E o medo de não mais...
Através dos olhos, vidro, retina.
O inverso de suas palavras e a ausência que se faz presente pelo vento que traz o perfume de suas roupas. Suas mãos...
Paralisada em seus olhos, percorro lentamente suas histórias. Busco em você a vida tresloucada das horas que passam.
Nesse descompasso, batida perfeita de seu coração.
E o eco ensurdecedor de seu silêncio refletido em linhas de amargura, melodia, respiração...
Fecho a porta, ouço em passos lentos, você não esteve presente...
E o medo de não mais...
quarta-feira, janeiro 13, 2016
Primeira de 2016...
Hoje talvez fosse menos...
talvez fosse mais...
Hoje?
Talvez nem fosse...
domingo, março 15, 2015
uma noite qualquer
Existem diversas maneiras de convencer o outro daquilo que você pensa que é bom e pode ser... As vezes no caminho de volta para casa onde o vento sopra leve e muda a direção do trajeto das nuvens escondendo a lua tão bela iluminando alguns momentos perdidos em meio às palavras contundentes das diversas possibilidades de manter contato com seus olhos... O que nunca foi suportado quem sabe nessas noites que antecedem o outono façam valer a vontade de estar bem longe estando ao seu lado... O encanto se perde na confusão dos pensamentos, o difícil as vezes acaba sendo voltar a realidade, que estreita os elos e mostra ao coração que existe muita coisa que suportar... E no caminho de volta para casa, eu em mim contrariando qualquer desejo de estar, acabo me perdendo no vazio do reflexo de seus olhos...
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
uma data qualquer
É, realmente para algumas pessoas encontrar sentido na vida leva a falta de vida e a falta de vontade de viver... Suicidar-se em palavras o tempo todo acaba ofendendo de alguma forma algumas pessoas, mas o tempo acaba passando e as pessoas acabam esquecendo a sua revolta e fica por isso mesmo. Fraqueza e opção por dias melhores acaba sendo o "de sempre" e a motivação pela vida acaba. Tudo o que as pessoas necessitam é de carinho e atenção, mas o de verdade mesmo, sem as falsas luvas acariciando seus cabelos. É triste observar as notícias em plena segunda-feira, em que o suicidar-se em palavras se torna realidade e um jovem tão jovem se despede da dor que é o viver. O tempo passa e logo a ausência se preenche na imensidão do universo... Triste, muito triste...
quinta-feira, janeiro 01, 2015
Feliz 2015!
Que tenhamos deixado para trás toda e qualquer visão de dias nublados. Nessa de brincar à meia noite achando que os dias serão outros, quem sabe nesse ano dê certo... Brindamos o amanhecer que entardeceu nossos olhos e agora em silêncio pensamos no que será este ano. Algumas lágrimas, alguns sonhos, algumas ausências e saudades... A vida continuando nessa onda inversa da multidão. Somos nós, nó na garganta por não ter dito o que desejávamos. Pequenos momentos felizes, grandes momentos de recordações e a maioria de sua presença aqui em palavras seguras nas mãos, seguras de esperança... Tempo... Que nos leva a loucura, perde a cabeça e por muito tempo esquece das horas e nem mesmo as controla... Que seja, o desejo de muitos, o suplício de todos... Caminhamos para que nossas vidas erroneamente acerte os ponteiros do relógio, que anunciou o início de mais um ano...
quinta-feira, dezembro 25, 2014
Feliz Natal!!
Feliz Natal!!!
Chuva acompanhada de muitos desejos implícitos de que todos estejam felizes após estarem em família comemorando o que cada um desejou comemorar. A vida segue vagarosamente contando um pouquinho da história de muitos, nesse percurso a saudade bate à porta da ausência, e aquela dor inevitável vive grandes momentos... Pudemos estar com quem queria estar conosco, pudemos escrever a quem queria receber, pudemos ligar a quem gostaria de ouvir nossa voz... Pudemos desejar em silêncio a quem muito esteve em silêncio... A cada ano as páginas mudam e mostram que a vida algum dia terá um final mágico onde as pedras da rua mostrarão quantos pés apressados passaram por ali. Vamos, o Natal já passou, e agora nos resta viver estes últimos dias do ano em que suplicamos ao tempo que o amanhã seja diferente... Mostrando que nem sempre nos esquecemos de tudo e de todos e nem sempre fazemos questão de lembrar... A chuva? Continua para lavar as tragédias no asfalto e os caminhos de quem silenciosamente volta para casa...
segunda-feira, dezembro 22, 2014
visita
Um dia tudo isso acaba e as pessoas ficaram apenas com as lembranças... Lembranças do silêncio de uma segunda-feira, lembranças da ausência de palavras... De caras e bocas tortas com sua presença. Do nojo de olhar nos olhos e dizer que não pertencemos mais um ao mundo do outro... O tempo passa e talvez a lembrança apareça num telefonema no sábado pela manhã... E logo vire lembrança na noite calada de algumas horas depois do pesadelo... O tempo passa, e o imutável infelizmente serão as lembranças de uma vida vivida em função de mostrar aos outros o quando de nada vale viver alguns segundos para você...
domingo, março 16, 2014
encontro
A sala a essas horas cheia de lembranças, olhares e alguém a sua espera... depois da chuva, quem sabe alguém se atreva a voltar alguns passos e pedir perdão pelo tempo perdido e as mágoas guardadas... triste, andar pelas ruas com uma dor inexplicável que amedronta a alma e aos poucos mata... foi você quem modificou as manhãs e agora adormece na espera de encontrar em seus sonhos a felicidade que um dia guardou em suas palavras. Reticente, quem sabe n'outro dia um cumprimento e o desejo de ter você... na ausência, um dia quem sabe... sejamos...
segunda-feira, janeiro 20, 2014
e essas histórias...
O quanto de sentimento podemos guardar em nove anos? Algumas pessoas, muitas palavras e várias histórias, entre o choro contido e o sorriso entre lábios, são nove anos de palavras. Escritas que revelam cada perda e muitas conquistas as quais celebram qualquer momento de vida. Tive momentos inesquecíveis guardados em anos de Impressões e muitas lembranças. Músicas, faces, traços, páginas perfumadas de um livro aberto que sofre por alguns segundos de um relógio febril que perpassa esse caminho que só segue...Celebrar, talvez... Momentos difíceis, e se nada der certo? Continuamos nessa busca incessante de ter algo ou alguém, matéria imaterial tão palpável insensível ao toque que hoje nessa tristeza reflete seus olhos e diz que é bom relembrar... Mesmo que sozinho, ou muitos acompanhados alguma coisa ainda resta. Essa certeza de que há o que contar, viver agora, tão somente agora... Brincando de fazer palpitar corações tentando descobrir como é estar sozinho. Assim, do "é tão estranho", vive-se muitos anos, quase há uma década... Quem lembrar, sabe que alguma coisa valeu muito...
domingo, dezembro 29, 2013
passou... 2013... passou...
E nessas últimas horas de 2013
ainda existe a chance de lembrar as dores dos outros. Sempre você à frente de
qualquer problema. A não aceitação de um relacionamento que em breve mostrará
resultados, e as lágrimas pelas mentiras que você mesmo contou. Não se preocupe,
pois a família que você escolheu, “para sempre” poderá durar e essas palavras
de alguma forma algum ferimento causará. Saiba que realmente você não sofreu, a
escolha foi sua e a consequência também. Noites de céu estrelado e a escuridão
sempre ao seu lado. Saiba que as lágrimas e as mãos incriminadas, marcadas pela
sujeira de suas histórias mal contadas foram escritas em suas páginas. Como
numa estrada a viagem sem fim, em que os pneus do carro deslizam a chuva fina
que tragicamente finda sua chegada. Corremos para segurar suas mãos geladas, e
o perdão entre lábios não conseguimos ouvir. Os fogos e o brindar de um novo
ano não apaga os acontecimentos de um ano péssimo, 2013 já vai tarde demais. E eu
aqui continuo lendo e presenciando tragédias e a dor dos outros, ainda não
consegui identificar as minhas. Fugindo das doenças da alma, evitando chorar,
pois calar e esperar que tudo mude, seria o mais sensato. O coração ouvindo
súplicas para escrever uma nova história, dói, sofre para que amanhã seja outro
dia. Em sua memória... apenas seus sorrisos e o desespero de não mais...
Escolher outros caminhos, outros momentos e o mundo insensato respondendo: “olá!”.
Um dia tudo isso acaba e aí, nesse dia... eu responderei com um sorriso
entredentes: “não irei voltar, pois desta vida... nada quero”. E nessas últimas
horas de 2013, ainda dá tempo de lembrar...
quarta-feira, dezembro 25, 2013
visita
E assim mais uma vez o ano está acabando. Nesse espírito natalino que chora reversamente busca encontrar alguns motivos para as verdades mentiras descobertas durante o ano todo. Uma mãe que quis o melhor para seus filhos, quando na verdade o melhor talvez fosse só para ela mesma. Pois o melhor mesmo é descobrir que a verdadeira mentira é a mais pura verdade que se vive, contrariando a lógica existente de que se precise dela para viver. Entrar pela porta da frente e um bom dia? Um bom dia? Que nada, família? Eu amo, pois existe vida em mim, e logo sangue do meu sangue. Nesse clichê de vivermos o que o outro sente, entender seus monstros e desesperos é que vivemos muito errado. As lágrimas grafitadas num rosto cansado, eram todas as cores, se o ano não foi bom quem acredita que o próximo será? Esse espírito na contracorrente chora a negação de conviver. Caso seus sentimentos entendam cada palavra, desculpe pode ser tarde demais. Amanhã... talvez já tenha passado deslealmente o Natal. O que fica... é o desejo de boas festas, como aquele que salvo de se afogar depois de embevecido e jogado ao mar... as ondas um dia trarão você de volta, e neste dia... Quem sabe a vida explique o que foi melhor para você.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
"Stop this world"
Às vezes penso que estou tão velha para certas coisas que tomam tempo de meu tempo que é difícil, por muitas vezes, até mesmo sair da cama. Esse sentimento de que o mundo realmente não precisa de minha presença, faz lembrar e voltar quantas vezes necessárias para dentro dos olhos de minha Mãe Iza... Precisar dos pingos da chuva tão necessários em tempo assim,em que o Sol mata qualquer vida existente dentro de mim. Sair todos as noites esperando que passe rápido este tempo perdido que estampa a felicidades dos outros, falsamente fantasiada de sorrisos. Perder o sentido para algumas coisas e continuar vivendo algumas listas do que não deveria fazer, ler, lembrar... lembrar
quinta-feira, janeiro 31, 2013
que não mais aconteça
Nesse início onde tudo foi mais difícil. Onde o silêncio silenciou algumas histórias de vida que ainda tinham muito que escrever... Mais uma vez em primeira notícia, a fumaça cegou os olhos de muitos, sufocando cada segundo de qualquer palavra de súplica. Nesse desespero de se ter mais do que devia perdemos nosso precioso tempo e a tristeza persegue os olhos de quem ainda sobrevive nessas noites em que a lua parece tão próxima numa distância que um dia percorreremos. No toque da saudade, somos apenas assim... frágeis... em que qualquer monstro maior que nossos sonhos esmaga, apedreja, destrói, corrompe nossa vontade de ser mais feliz. Esse eco que ensurdece os ouvidos e maltrata a alma conta que estar sozinho é estar numa multidão em que ninguém ajuda e fecha as portas para a vida. Vamos, ainda temos que cortejar a morte, pois a vida encurta qualquer suplicio da alma de sentir-se com os anjos estando com os pés firmes no chão e os olhos abertos... Algumas batidas do coração em disritmia, eufóricas por mais alguns instantes de uma brisa que diz adeus a qualquer momento mal vivido.
sexta-feira, janeiro 25, 2013
...
e nessa brincadeira de você iluminar meu dia... qualquer palavra poderia mudar a direção dos meus olhos e encontrar os seus para que num súbito momento pudéssemos ser apenas nós... esse subentendido amar, fica assim... ao vento para que n'outro dia nos pegue de surpresa com um abraço de despedida, que dói... e aos poucos acalenta a alma e mostra ao coração... calma, só basta a distância... que constrói sentimentos inexplicáveis, indescritíveis que não passam esperam para serem realizados no mais puro momento... nesse sonho enganamos um ao outro na ânsia que um dos dois saia ganhando algo... mesmo sendo um coração machucado, onde a cura está longe de acontecer... Para pensar...
segunda-feira, janeiro 21, 2013
frames
Às vezes quando estou passeando por aqui... Observo, leio, presto atenção que... existe uma pessoa a qual tem a foto do perfil que parece o tempo todo abraçar a pessoa que está ao seu lado (meu amigo que está ao lado de outro amigo). Passam alguns minutos e penso: no que deveria pensar? As pessoas e suas máscaras de felicidade que esconde o sofrimento de um entardecer em que as nuvens acinzentadas nesse céu que não pertence mais ao nossos olhos, foge noite adentro. Caminhamos juntos, trocamos alguns favores, algumas palavras amigas... "O que está acontecendo, Dul?". Assim a vida segue, nesse vazio que cada um nos deixa... E não é porque estou longe e não mando notícias é que deixo de gostar de você... li várias e várias vezes antes de dormir. Nas costas as letras da vitória que algum dia lembraria você. A ideia é essa, passar mais esta noite em que a lua assombra a escuridão, latente que traz para dentro da alma um sentimento tão bonito... um entregar-se em expressões do que realmente sentir... Um abraço, alguns sorrisos... Adeus! A Deus pedi mais alguns segundos de noite, para que nossos desejos... para que esta estrela cadente... Deixa, sempre acontece dessa forma. A Deus, obrigada. Pessoas...
sexta-feira, janeiro 18, 2013
quem sabe nesse desencontro
Nessa de voltar às pressas para casa, eu vi um céu escuro onde todas as nuvens cor de céu... aquela, azul celeste me acompanhavam num sentimento de perda. A todo tempo moviam-se no sentido de se despedir. Um adeus nesses primeiros dias de 2013, em que os anjos não brincam. As palavras e sentir junto ao meio fio o vento gelado do descontentamento. Eu busquei respostas para perguntas feitas de maneira errada e foram respostas tão certas que os olhos estarrecidos em desespero correram rapidamente as linhas que no asfalto foram riscadas, rabiscadas... A história contaria mais um conto do desencontro, estive tão próxima que a distância não deixou que chegasse até um final feliz. Sem essa de histórias de amor, mas coisa séria que valia a vida. A vida ávida de presenças insidiando cada raio de sol que atravessava a janela do meu quarto. ÀS 03h08min da madrugada atordoada em meio a escuridão eu vi seu rosto dizendo que estava difícil de dormir, perder a hora e no dia seguinte descobrir que realmente, tudo foi em vão. Caminhos descompassados e a insistência de voltar alguns anos atrás. Perdão, e... nada mais funciona dessa maneira. Marcar as mãos e no menos esperar gritar de alegria, e o ouro todo escondido se desfez em poeira que cegou a cada um que passou pelas estradas erradas. Mais uma vitória da derrota que atinge os fracassados que insistem em não compreender. Na incompreensão ficamos assim, longe longe de achar qualquer solução para mim que fez errado, mas aprendi... Aprendi a fazer errado novamente e fugir para que os outros resolvam essa injustificável vivência. Nessa de voltar às pressas para casa, um desencontro com o inesperado... eu não cheguei em casa... me perdi antes mesmo da curva sinuosa dessa infinitude de atitudes... quem sabe um último suspiro?
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Nada que eu não faria
Olhar alguns dias com aquela
vontade de mudança. Olhar e dizer que tudo passou numa sequência ilógica da
vida que acabaria no próximo instante. Agradecer as pessoas por tudo que puderam
ensinar entre palavras de ódio e raiva, entre palavras de amor e ternura.
Aprendi mais do que deveria nesses últimos dias, nessas últimas semanas.
Aprendi que não serve de nada ajudar estranhos tão próximos que neste ano deram
adeus antes mesmo da próxima marcha fúnebre celebrar seus sonhos, aquilo que
tanto almejam na vida. Caminhei ao lado de pessoas desconhecidas que tiveram
boca para falar do silêncio. Sentei diante de alguns mestres inseguros,
prazerosos em fazer tudo àquilo que sofreram em tempos assim, prazerosos em ver
o sofrimento e o desespero de quem queria seguir em mais uma etapa da vida.
Vivi tantas falsidades que é difícil encontrar histórias boas para contar.
Descobri mais uma vez a importância de ler histórias contadas em livros...
Voltei nos olhos do passado que a certa altura do chão deixou tudo para trás para
viver alguns segundos de amor eterno, aquele que fere a alma e mostra ao
coração o que mais dói. Indiferente, trilhei meu caminho sempre em frente,
olhando para os lados, lembrando que atrás de mim existiam manchas marcando
algum caminho de volta para casa. Embriaguei-me sozinha, chorei sozinha... Para
mais uma vez provar a mim mesma que a vida passa, as pessoas passam, o tempo
passa. Infelizmente, eu sobrevivi a cada palavra impensada numa tempestade de
brisas mostrando que há muito que sofrer...
terça-feira, março 13, 2012
presença
temos dois endereços que nada dizem um do outro
dois seres prostrados na vontade de conhecer o que existe do lado oposto ao da tela, clara, brilhante
que manda palavras geladas de um existir tão distante
existir esse que aproxima o desejo de realmente descobrir se aquilo que se vê é aquilo tudo que se quer
vamos?
vamos embora daqui procurar o endereço certo para encontrar-nos num dia de chuva
onde as nuvens confudindo os olhos mostram mais uma vez um caminho incerto
e assim partimos sem sequer deixar rastros para uma volta segura
duvidosa, talvez até mesmo frustrante por não encontrar tudo que se quer
vamos?
essa via de mão dupla onde a qualquer momento podemos sofrer uma colisão e não existir sobreviventes
para contar aos outros de onde viemos, onde permanecemos...
o que foi que conhecemos?
o sol nos dá um até breve...
o sol que aparece no mesmo céu daí
e as estrelas que vejo no mesmo céu daqui...
não procure mais...
pois jamais sairemos do mesmo céu...
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