sexta-feira, dezembro 14, 2007

Boas Festas


Neste fim de ano comemoremos...
Os podres, imutáveis, fétidos, doentes e escarrados.
Todos os que sofrem..., matam, morrem por amor, vivem para o amor.
Aqueles infelizes, invejosos, maus caráteres, ladrões.
Temos o prazer de anunciar...  os que foram abortados, bastardos, filhos sem pai.
Queremos honrar a vocês, mentirosos, hipócritas, trapaceiros, inimigos, amigos.
Peçamos para o Senhor, Bom-velho, Papai Noel, presentes para os presentes na podridão do mundo.
Um minuto de silêncio para os traidores, ausentes, mortos, sepultados e atrasados.
Celebremos a inércia dos Brunos, Diegos, Tiagos, Rafaéis, Rodrigos, Marcelos, Ederes, Wesleys, Paulos, Juniors, Higors, Marcos, Eduardos, Julianos, Carlos, infelizes.
Aquelas que vocês amam... Anas, Julianas, Marianas, Luanas, Suzanas, Elivânias, doidas, insanas.
As que pensamos fossem moças e são damas.
Convivamos com a corrupção, a loucura, o prejuízo, a falta de coração.
Façamos rimas imbecis, mal escritas, críticas mal intencionadas, comentadas, torturadas, cuspidas e escarradas.
Findemos o ano com bom humor, sorrindo, cantando, cheirando à flores e jasmim.
Festejemos à moda humana,
Pútrida!

terça-feira, novembro 27, 2007

Scrivimi

Escreva-me, quando o vento tiver despido as árvores
Os outros foram ao cinema e você quer ficar sozinho
Se você não quer falar, então escreva-me
Servirá para sentir-se menos frágil
Quando nas pessoas encontrar somente indiferença
Você nunca esquecerá de mim
E se você não tiver nada de particular para dizer
Não precisa se preocupar, eu saberei entender
Pra mim, basta saber que você pensa em mim ao menos um minuto
Porque eu sei me contentar com um simples "OI"
É necessário tão pouco para sentir-se mais perto
Escreva-me quando o céu parecer mais claro...
Os dias já se esticam, mas você não espera a noite...
Se tem vontade de cantar, escreva-me
Também quando pensar que está apaixonado...
Tu scrivimi!

terça-feira, novembro 13, 2007

Empty Garden

Há de voltar, espiar pela janela, sondar o futuro e recordar o passado!

Mistura breve de sons de silêncio. Marca do espírito na alma, ele foi embora e ela não disse nada. Apenas suspirou lágrimas contidas de recordações... Se ele já foi, só resta esperar que volte...

sexta-feira, novembro 02, 2007

Aos Mortos


Num sonho de humanos, percebi algo estranho. Um ambiente amplo, limpo, todo branco. Nele ali, havia um homem vestido inteiro de vermelho... Cada vez que eu me aproximava da sua presença, este se afastava de mim. Busquei então respostas para aquele sonho. Uma mulher muito sábia, minha madrinha, me respondeu. Coisa que eu jamais poderia imaginar, seria aquilo, tão simples e dolorido. Ela me explicou que, uma pessoa quando ama outra, e esse amor é impossível, no desespero, na ânsia de viver aquilo tende a inundar a alma com sangue e angústia. Sofrimento e vida. Entendi então, que aquele sonho de humanos não era para mim, já que nada faz sentido, não é mesmo?

domingo, outubro 14, 2007

Mais uma história

Já não sei quanta história contam os seus cabelos.
Há dias que tento traduzir suas cores.
Fio a fio não pude deixar de pensar nos acastanhados, imaginei-os vertendo as cores de suas memórias...
Fitei-os com olhos azuis na tentativa de encontrar música nos seus repiques...
À guisa de seu brilho tentei traduzir a mensagem que se esconde no seu esteriótipo.
Carapaça criada, cobertura de sombra em telhado de vidro.
Cores vibrantes, disfarce...
Esconderijo para pequenos cortes e cicatrizes... mais algumas feridas abertas...
Nos seus fios arrepiados pela cor escondida de seus segredos estive percebendo seus pensamentos.
Acho que foi assim, fiquei notando seu medo, para justificar sua presença...
Um segundo perdido para revelar suas incertezas...

terça-feira, outubro 09, 2007

Outra história

Às vezes penso que ando imaginando coisas. Talvez eu tenha lido muitas histórias infantis... O caso é que tenho visto princesas beijando sapos e os sapos se justificando comigo, loucura pura. Talvez seja porque me dê bem com os animais ou eles me considerem “uma amiga”. Eu explico melhor. Foi esses dias, andando pela rua ouvi um “psiu”, continuei andando, mas o barulho persistiu, não pude ignorar. Logo veio o bichinho verde, choroso, carente me contar seus infortúnios. Fiquei ouvindo por um tempo até me pronunciar, falei para ele da vida, do que é o amor, de como são as pessoas, mesmo assim o garoto insistia em anunciar sua devoção pela princesa que o beijara. Cansada de atender ao seu chamado comecei a inverter o jogo. Tentei mostrar-lhe que o amor da princesa era conto que não encantava mais, disse que ele, para ela, continuaria na condição de ser rastejante, mesmo depois do beijo encantado a moça o via como sapo, foi inútil. Meu amigo continuava a lamentar o amor que não acontecera, continuava a ferir-se com algo que não poderia ser. Numa última tentativa me dispus a caminhar com ele mostrando o encanto dos lagos, a beleza das flores, o cantar dos pássaros, a magia da amizade, a alegria das crianças, o encanto das brisas de primavera, o que significava viver como homem mesmo sendo sapo. Não adiantou. Cansada desisti! Na ânsia de alcançar o mais profundo da sua alma corri por entre as flores, só não percebi que elas me feriam com seu espinho, suspensa pelo sangue que brotava do seu medo, fiquei em silêncio vendo você se perder na tempestade!

domingo, outubro 07, 2007

Uma história


Parei para observar a chuva...
Na escuridão que caía dos teus olhos.
Gotas vertentes de meias palavras.
Fiquei me imaginando colorindo seu mundo, foram mil idéias...
Uma magia.
Uma flor.
Uma pedra preciosa.
Nada nada!
Nenhuma idéia me fazia acreditar que pudesse te trazer de volta...
Uma música.
Cantiga de ninar.
Toque do telefone.
Nada!
Estúpida pensei em violações, talvez algo que te fizesse sangrar...
Não! Outra pessoa já havia feito isso.
Não adiantou...
Foi então que me imaginei no seu lugar...
Recostei-me no silêncio de sua memória e recebi flashes de seus raios.
Ouvi acordes dos seus trovões.
Presenciei farpas nas suas mãos...
Retirando uma a uma fui consentindo que me alcançasse até emudecer a alma.
Encontrei você desiquilibrando meus sentidos.
Num momento imediato...
Poderia ser guerra...
Poderia ser cura...
Poderia ser medo...
Nada nada...
Foi apenas um rosto escondendo as feridas das mortes, das vidas.
Foi apenas um rosto escondendo memórias bibliografadas na essência do seu interior.
Uma invasão de sentidos.
Amordaçando suas palavras...
Nada mais poderia ser feito...
Mas você sabia que eu estava lá.
.

quinta-feira, outubro 04, 2007

4 de outubro

As páginas estão amarelas, não para chamar a atenção para algo importante ou para indicar onde encontrar o que. Nas "playlists" das linhas do tempo, as páginas estão amarelas porque se envergonham da vergonha de serem tão mal escritas.
Eu não sei o valor que isso tem, imagino que sirva para refletir sobre os caminhos postos nos tapetes brancos das páginas amarelas.
Se alguém um dia escreveu "certo por linhas tortas", hoje escrevo torto por linhas mais tortas ainda.
Deve ser por isso que tenho impressões e que elas só impressionam, não fazem diferença.
Brisa de verão abrindo caminhos só para ir embora.
Não sei, mas talvez saiba que se ela se for será um convite a solidão, porque dela brota vida, contudo se ficar provavelmente tudo se acabe...

sábado, setembro 01, 2007

...


Foi como se eu estivesse num cemitério de mortos vivos. Vivas eram as palavras e mortos os rostos. Mortas eram as promessas e vivos os sons. Vivas de silêncio eram as recordações e mortas as intenções. Vivos e mortos vivendo juntos num único universo. Encontros e desencontros. Trapaça do destino. Vivas suas histórias e mortas suas ausências. Foi como a pressão arterial que subia ao passo que a arritmia calava os corpos. Um encontro de morte e vida selado nas palavras fúnebres (da mentira) bem intencionadas. Meio mágica, meio medo, foi como morar no silêncio da alma. Gotas de sangue putrefando os sentidos. Sumindo um pouco a cada dia, um dia. Corpos gélidos de recordação. Foi vento... Foi sábado!

domingo, agosto 19, 2007

Será?


E na mudança de tudo, restou apenas um sentimento. Não poderia tirá-lo de mim e muito menos esquecê-lo, pois faz parte de meus dias. Só devo a agradecer a essa pessoa que em meu caminho faz o sol brilhar e sempre a mais bela flor se abrir. Sabe Mãe, não sei como agradecer você por tudo que proporciona a mim. Mais um ano se completa em minha vida e se não fosse por você, realmente, não estaria onde estou hoje. Amo você! Agradeço todos os dias a Deus por tê-la a meu lado. Agradeço por você me indicar cada caminho a seguir. Sei que no cansaço dos dias a chuva que cai é por você. Gostaria de ser ao menos 25% do que você é. Mulher, Mãe, Anjo Caminhante, Guardiã da Noite, Essência da Vida. Você é como a brisa depois da tempestade. Minutos contados de uma história sofrida, porém recompensada pela minha sobrevivência. Pétalas tingidas pelo sangue de alguém que doou sua vida em troca de um sorriso num rosto, mesmo que cansado. Minha história continua aqui. No coração de Iza Mãe. No silêncio do dia que amanhece sei que você está sempre velando por mim. Na essência da vida. Vivo por você. AMO VOCÊ!

segunda-feira, julho 02, 2007

outras coisas

Gostaria de sair por aí
Em madrugadas de lua cheia caminhar por entre as roseiras
Me ferir com seus espinhos
E depois de muito sofrimento
No acalento do sereno descansar
Gostaria de sair por aí
Assistir a meus sonhos
Morrer cada vez que um episódio se encerrasse
Gostaria de sair por aí
Sem compromisso
Fazer declarações de amor
Depois apenas adormecer
N'outra estação acordar
Sem dia sem sol
Apenas permanecer na noite azul e escura
Gostaria de sair por aí
Escrever estórias
Contar a moinhos de ventos
Gostaria de sair por aí
Encontrar as gotas de sangue que derramei ali nas linhas de cima
Quem sabe assim renovaria meu mundo
Em meio de jardins de tulipas cultivar uma rosa apenas
Aquela que pelo entardecer desfalece murcha entristece
E quando pelo sereno é tocada torna-se rosa de primavera três meses depois do outono
Gostaria de sair por aí
Perder a cabeça
Na mais inesperada hora
Me ver com você
Para você
Por você
Apenas viver

quarta-feira, junho 27, 2007

Ne Me Quitte Pas




Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Jacques Brel

sábado, junho 09, 2007

Só tinha de ser com você




Vírgulas separam abismos de concreto


Farpas de veneno percorrendo lentamente um corpo estático


Se tem uma sequência lógica


Logo viria à morte


Porém ao escarnar o ventre


Rompia véus de proteção e acabava de renovar-se a cada segundo que morria


Entre o abismo e a surpresa


Um instante de reflexão


Onde estávamos?


Veneno publicado nas páginas do jornal


Foi ontem


No silêncio da manhã que cai


Nuvens de pássaros de verão


Estava frio e era inverno


quinta-feira, maio 31, 2007

cochicho


Eu quero te contar um segredo...
Sabe, eu tenho um segredo e você não deve contar a ninguém...
Esse segredo é cheio de segredinhos guardados, em caixinhas vermelhas com laço cor de rosa
Você deve lê-lo com calma, todos devem ler, mas ninguém pode contar
É um segredo instigante que deve ser saboreado...
Num único momento você pode descobrir tudo... e logo esquecer-se
Eu tenho um segredo, apaixonante cheio do brilho das estrelas
Ele se revela e se esconde através de um portal de sonhos
Eu quero te contar um segredo ...
Mas se você já está indo... tudo bem...
Você já sabe...
É segredo!

sexta-feira, maio 11, 2007

alívio




Uma lágrima faz parte de algo explicitamente escondido. Uma lágrima é a forma branda de dizer... estou aqui. Uma lágrima é o despetalar dos dias em cores e sombras. Uma lágrima é o carinho que não está... é o afago do espírito. Uma lágrima é um universo de inspirações. Uma lágrima é expressão do mais puro despertar dos amantes. Uma lágrima é notícia breve exposta nas páginas da saudade. Uma lágrima espera... Que atrás do silêncio de uma porta fechada possa se abrir um sorriso.


jaciara

segunda-feira, abril 16, 2007

...


Hoje recebi flores. Embrulhei e guardei-as num lugar escuro, talvez assim elas durem mais. Arrumei a casa, troquei as cortinas, lavei os lençóis e as toalhas na esperança de tornar tudo mais limpo. Será que realmente isso acontecerá? As horas passam, nada é para sempre. Sentei-me na calçada ao lado do som das folhas caindo lá fora. Acho que é outono. O telefone toca, não há porque atender. A água fervendo tempos de outrora. Senti por um instante a essência da vida, porém não é a minha. Está entardecendo. O céu enrubescido na ausência de alguém. Não se sabe quem é, mas tenho a impressão que já esteve aqui...
jaciara

sexta-feira, abril 13, 2007

apenas mais um dia


Esperando por alguém... Nunca pensei que eu fosse ficar sozinha por mais de algumas horas. Nunca conseguirei me acostumar com luzes acesas. E os corredores escuros? Cadê? Esperando... Sorrindo do mundo. Até tentei chorar. Colhi uma joaninha hoje... Ela deu sentido a minha vida. Depois dessa música quem sabe... Sairemos hoje? Não! Viagens num vazio presente. Toca o telefone. Mais uma informação. É, acho que dessa vez acontece. E você, por onde tem andado? Não me esqueceu? Tive a impressão que sim. Mais um instante. Sonhando acordada em tons de azul bebê. Foi ontem! Não acredito, eu perdi, me perdi. E se chega alguém. Bom Dia! Ocupado? Preciso das atualizações. Seu presente, entrego depois. Me liga? Agora? Não posso. É cedo. Mais uma vez. Amanhã quem sabe. À noite, num frio silêncio esperando por alguém...
jaciara

quarta-feira, abril 11, 2007

aconchego

eu gosto das árvores cinzas elas dizem algo sobre mim
entardecer de outono
o vento sopra perfume de saudade
eu gosto das flores roxas elas remetem minhas tristezas
eu gosto dos pássaros azuis eles trazem esperanças quando penso que as perdi
eu gosto do cheiro da terra molhada quando cai a chuva
eu gosto das manhãs ensolaradas e as noites frescas elas cochicham mentiras da realidade
eu gosto das madrugadas escuras, estrelas e a lua no céu
eu me sinto perto de você...


jaciara

segunda-feira, março 26, 2007

Amanhã ou depois


ecoa algo de ameaçador no silêncio
passos lentos no cortejo fúnebre
todos os segundos para lembrar do passado
segundo ele eu errei
mais um segundo e me sinto em paz no silêncio
salvo a fumaça da neblina e os pássaros pela manhã
de manhã na segunda tudo de novo
eu em mim volto ao barulho da vida lá fora
pois aqui dentro existe algo de ameaçador no segundo silêncio de ontem
cortejo errannte das lembranças
logo alguém te tira daqui
recostando seus lábios na testa

Adeus meu querido, logo eu encontro você!
by Jaci...

domingo, fevereiro 25, 2007

...

"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz
Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim..."


Legião Urbana - As Quatro Estações

domingo, janeiro 14, 2007

Meu Bichinho

Eu ganhei um mini-touro chamado Paulo. Lá em casa chamavam ele de Minipaulinho. Sempre que a gente trazia a tigela de salada de alface com broto de alafafa e tomates secos para o mini-touro, lindinho, ele abanava o rabinho. Descendo duas ruas de casa no sentido leste tinha um grande campo verdinho onde o Paulinho gostava de brincar com umas vacas que moravam ali perto. Era muito linda a amizade dele com as vaquinhas, eles corriam, brincavam até cansar. Depois tomavam água no lago artificial que nós fizemos para ele e se deitava para descansar debaixo da árvore. Paulinho um mini-touro muito amado recebia os melhores alimentos, eu penteava seus cabelos todos os dias e mandava dar banho uma vez por semana, no mesmo dia em que a manicure lixava e pintava seu casco. Se Minipaulinho estava estressado ouvia música. Bom menino! Triste foi descobrir que, mesmo com todo o amor dispensado a ele, Paulinho não era feliz. De vez em quando eu via uma lágrima escorrer do canto dos seus olhos, para mim aquilo era normal para um mini-touro. Não era. Foi então que o Minipaulinho começou a sair sem as vaquinhas suas amigas. Ficava horas na beira do lago, sozinho. Seus olhos foram esbranquiçando com o passar do tempo, seus cabelos já não tinham o mesmo brilho. Até tentei levá-lo ao veterinário, mas não adiantou, o homem não conseguiu entender do sentimento humano do animal. Sem conseguir me contar o que lhe faltava, um dia, o Mini-touro Paulinho foi para a beira do lago e sumiu. Até hoje ninguém sabe dizer para onde ele foi, apesar de intensas buscas na região nunca mais o vimos. Depois que meu Minipaulinho sumiu nunca mais as vaquinhas brincaram no pasto.

Jáci...

segunda-feira, janeiro 01, 2007

início



Noite fria...
Sentiu a brisa leve do silêncio misturar-se aos sons de seus pensamentos 
Música para embalar sonhos de inverno
Um instante mágico que não tinha sentido, mas era tão pleno.
Viagem nas incógnitas da mente
Penumbra de eternidade 
Passeio por uma história que não existia num sorriso de criança, porém aquecia um coração vazio
Era real!
Avesso ao mundo, olha pela janela...
Flores 
Perfume de flores na multidão...
Era ela...

Quase Nunca é Igual

Fiquei observando o dia de hoje. Como todos os outros, ele amanheceu. A manhã acabou. A tarde sorriu do sol com a brisa de chuva que se fez como em todos os outros. Agora é quase noite, nubladaberta. Como todas as outras. E se tudo é igual, por que parece que se precipitam da lucidez a ânsia e a agonia de um novo dia? Nova vida? Se tudo está igual o que mudou? Por que um dia novo, se tudo que era igual ao antigo torna reviver as novidades de ontem? Hoje só o espelho! Ponta de lança lançando olhares vermelhos de sono. Havia um barulho gritando lá fora. O dia de hoje que era igual ao de ontem.
Morreu trêmulo ao toque do telefone.
– Olá,
...
desculpe, foi engano.
Jaci