E nessas últimas horas de 2013
ainda existe a chance de lembrar as dores dos outros. Sempre você à frente de
qualquer problema. A não aceitação de um relacionamento que em breve mostrará
resultados, e as lágrimas pelas mentiras que você mesmo contou. Não se preocupe,
pois a família que você escolheu, “para sempre” poderá durar e essas palavras
de alguma forma algum ferimento causará. Saiba que realmente você não sofreu, a
escolha foi sua e a consequência também. Noites de céu estrelado e a escuridão
sempre ao seu lado. Saiba que as lágrimas e as mãos incriminadas, marcadas pela
sujeira de suas histórias mal contadas foram escritas em suas páginas. Como
numa estrada a viagem sem fim, em que os pneus do carro deslizam a chuva fina
que tragicamente finda sua chegada. Corremos para segurar suas mãos geladas, e
o perdão entre lábios não conseguimos ouvir. Os fogos e o brindar de um novo
ano não apaga os acontecimentos de um ano péssimo, 2013 já vai tarde demais. E eu
aqui continuo lendo e presenciando tragédias e a dor dos outros, ainda não
consegui identificar as minhas. Fugindo das doenças da alma, evitando chorar,
pois calar e esperar que tudo mude, seria o mais sensato. O coração ouvindo
súplicas para escrever uma nova história, dói, sofre para que amanhã seja outro
dia. Em sua memória... apenas seus sorrisos e o desespero de não mais...
Escolher outros caminhos, outros momentos e o mundo insensato respondendo: “olá!”.
Um dia tudo isso acaba e aí, nesse dia... eu responderei com um sorriso
entredentes: “não irei voltar, pois desta vida... nada quero”. E nessas últimas
horas de 2013, ainda dá tempo de lembrar...
domingo, dezembro 29, 2013
quarta-feira, dezembro 25, 2013
visita
E assim mais uma vez o ano está acabando. Nesse espírito natalino que chora reversamente busca encontrar alguns motivos para as verdades mentiras descobertas durante o ano todo. Uma mãe que quis o melhor para seus filhos, quando na verdade o melhor talvez fosse só para ela mesma. Pois o melhor mesmo é descobrir que a verdadeira mentira é a mais pura verdade que se vive, contrariando a lógica existente de que se precise dela para viver. Entrar pela porta da frente e um bom dia? Um bom dia? Que nada, família? Eu amo, pois existe vida em mim, e logo sangue do meu sangue. Nesse clichê de vivermos o que o outro sente, entender seus monstros e desesperos é que vivemos muito errado. As lágrimas grafitadas num rosto cansado, eram todas as cores, se o ano não foi bom quem acredita que o próximo será? Esse espírito na contracorrente chora a negação de conviver. Caso seus sentimentos entendam cada palavra, desculpe pode ser tarde demais. Amanhã... talvez já tenha passado deslealmente o Natal. O que fica... é o desejo de boas festas, como aquele que salvo de se afogar depois de embevecido e jogado ao mar... as ondas um dia trarão você de volta, e neste dia... Quem sabe a vida explique o que foi melhor para você.
terça-feira, dezembro 03, 2013
e se for dor...
Antes que a primavera acabe, algumas palavras e pedidos de desculpas lembraram o que não mais voltará. O conselho do dia é: "esqueça, que eu também já esqueci". E nessa brincadeira de ser forte, alguns acabam com o pouco de vida existente. Antes que algumas lágrimas escorram de seus olhos, é perfeito lembrar quantas imperfeições de momentos mal vividos tivemos. E quando menos esperar as datas comemorativas farão de você tão somente arrependimento. Deixe de lado toda essa história e siga em frente, pois a vida não espera ninguém. Estejamos felizes, esqueça o que não pôde ou tudo o que não quis viver. Não volte em histórias contadas por seus monstros. Perdoe é mais fácil que tentar fazer o mesmo mais uma vez. Nessa lista se meu nome estiver,lembre como alguém que tenha morrido, dói... inevitavelmente, mas não existe nada para se fazer. Ame-se, construa sua história, pois um dia eu amei você!
sexta-feira, setembro 20, 2013
última de inverno...
Por alguns segundos o sol apareceu e logo as nuvens trouxeram um pouco de nublado para o dia. Nesses últimos dias de inverno talvez algumas opções tenham sido diferentes. As lacunas deixadas entre sentimentos oblíquos e a necessidade de ter histórias para contar se preenchem ao passo que todos os dias saímos para lutar pelo sentido da vida. Saímos em busca da felicidade, mesmo que sozinhos. Estamos nessa busca incondicionada há séculos, e o que encontramos são apenas alguns momentos mágicos. Algumas conversas, alguns sonhos. O caminho talvez tenha desvendado algumas frustrações inevitáveis para aqueles que realmente buscam viver cada segundo. Quem sabe num futuro próximo alguém conte, sem restrições, as verdades que permeiam os pensamentos e fazem deles tão silêncio quanto as letras de uma lápide que a saudade insiste em constar cada vez que uma vida dá adeus a tudo de bom e ruim que encontrou enquanto era essência. E se você pensar um pouquinho mais, irá perceber que sua vida está bem além das palavras malditas pronunciadas por bocas que nem deveriam ter sido abertas... Viva, deixe a preocupação de lado. A chuva começou...
sábado, agosto 24, 2013
você...
Guardei rascunhos o quanto foi possível guardar. Guardei, e junto deles guardei os arquétipos que faziam da vida o mais singelo presente para alguém que não tinha muito tempo de vivê-la. Assim o tempo passou e ninguém soube o que realmente aconteceu. Agora... num caminho de volta, inevitavelmente contam-se as perdas... Pois daqui nada se leva. Mais uma vez que as estrelas ouçam meus pedidos, quem sabe assim o mundo se torne um pouco melhor... Lá fora a escuridão e a brisa leve no rosto... saudade já passou, quem sabe amanhã em seus olhos, meu amor... e se não acordar, fique sabendo... Reticente, o hoje já passou...
domingo, agosto 11, 2013
e para hoje: dia dos pais...
Talvez o dia tenha passado num saudosismo do
cortejo fúnebre em que a vida celebra muitas coisas, eu poderia contar mais uma
delas... Um adeus em vida onde se conta cada pedra afastada de seu
caminho, cada escuridão que passou, cada sofrimento que sofreu... redundante
não é mesmo? Assim como tantas outras respostas que poderiam ser dadas. E nos
trajes do inimigo buscar acalento para a alma calejada de ser salva das
maldades que você mesmo provocou. Uma injusta escolha que reflete o futuro, e
se é para dormir nos braços de lúcifer, que o sonho seja eterno, de meus filhos
nada tenho, apenas a alegria de crianças que trazem algum conforto para minha
vida vazia, suja, podre... apodrecida, bolorada. Meu pai? Acho mesmo que
nunca o tive, alguns traços físicos, alguns gestos característico, mas ele
mesmo... nunca tive como pai. Agora nesse dia que passou vi minha ilusória
felicidade escapar pelas mãos de minha mãe. Voltei alguns anos numa história
amaldiçoada pelo tempo que agora apenas uma mulher constrói meus sonhos, me
ludibriando, me mostrando um caminho ao qual nunca tive acesso por ter uma vida
protegida por anjos. Os anjos enegreceram minha aura e fazem de mim escravo de
qualquer conto de fadas. Nunca tive nada meu, pois nunca tive capacidade para
isso. Nunca tive ganho meu, pois nunca trabalhei para isso. Vivo de espera, de
migalhas dos outros, de traiçoeiros. Vivo... apenas isso. Um telefonema e mais
uma vez escolhi. Eu mesmo preparei a alma de quem me trouxe a vida, levei-a por
caminhos tortos, até chegar num campo deserto povoado por inimigos que eu
escolhi um a um, cavei até o mais profundo da terra e escolhi, enterrei-a viva
sofrendo pelas escolhas erradas que fiz. Meu nome, escondido em meio à névoa de
um dia frio, mas que ainda surgiria o sol. Algumas histórias bíblicas
contam que o sol e a lua chegaram a parar durante minha batalha, quem sabe
desta vez tenha acontecido o mesmo. Nesse dia 11 de agosto de 2013, dos pais em
que um filho enterra a mãe viva para que não atrapalhe suas escolhas tortas que
maldizem seu nome. Meu nome? Certo de que muitos acertarão... Vou seguindo de
volta tapando os ouvidos com as mãos para não ouvir a súplica de quem me salvou
tantas vezes da penumbra de meus olhos que me mostravam monstros inexistentes
tão existentes que se apoderavam de meu corpo no extremo do medo. A súplica de
minha mãe que tantas noites passou e passa acordada para vigiar meu caminho, e
que deu seu sangue para que eu sobrevivesse a tormentas. A minha mãe que eram
meus olhos. A minha mãe que agora se cala mesmo viva, porém sem vida em minha
vida. Você ouve? Eu? Já não escuto mais.
sábado, julho 20, 2013
em 2013 dia do amigo
Aos meus amigos que distantes viveram histórias inimagináveis de sorrisos um dia lembrados anos após anos. Aos meus amigos que ficaram e ainda têm palavras para distrair a mente que mente tantas vezes nesses dias em que o sol demora a aparecer. Aos meus amigos que morreram aos poucos e de mim nada levaram, pois consigo só existiu o desejo de viver. Aos que aqui estão ausentes por motivos alheios à sua vontade. Aos meus queridos amigos que brigamos sem saber o porquê, mas que ainda é possível dizer "nossa, ele fazia diferença em minha vida...", triste não tê-lo ainda por aqui. Aos da minha família amigos acima de qualquer coisa e turbulência que possa parecer, de alguma forma sempre estão presentes. Amigos que sobreviveram às mudanças de tempo, às estações do ano. Àqueles que ainda são meus amigos de madrugadas mal dormidas e horas à toa acordados, lembranças... Aos presentes de amigos enviados em palavras, pedras, correio. Aos que estão aqui perdidos em meio a rede em códigos binários, em fantasias tão reais que foram amigos... Aos que lerem e ainda se considerarem meus amigos. Para todos um FELIZ DIA DO AMIGO, pois a vida se faz de pessoas, histórias e memórias para que no fim tenhamos páginas escritas e não apenas papéis envelhecidos, amarelados pelo tempo.
sexta-feira, julho 19, 2013
19 de julho
Quando o fim decididamente resolve se fazer presente num dia de chuva acabamos tentando disfarçar e não acreditar. Nas alturas quem sabe alguém olhe e aponte o caminho cero para trilhar. Entre bebedeiras e a questão da noite passada é fácil encontrar alguém que realmente faça parte de seu mundo, vazio até de você mesmo. Felicidade? Se algum dia existiu, foi entre copos de bebidas que entorpeceram a alma e os olhos cansados choraram a ausência de não ter tido quem desejava... Quem sabe nessas madrugadas em que muitas pessoas não conseguem dormir o desjo lembre o quanto as palavras percorrem o olhar e machuca o coração. Nessa música fria mais um dia... você? continua no silenciar de becos escuros, entregue a apatia de ser alguém na vida ou até mesmo ninguém. Se algum dia voltar e algumas palavras juntar numa tarde fria em que o pôr do sol se despede no falar ao telefone, na sua voz encontre a calmaria que precisa para continuar vivendo. Até quando?
domingo, julho 14, 2013
foi esta tarde...
Se hoje me perguntassem como estou, seriamente responderia nada bem. Alguns dias, quase um ano se passou com alguma felicidade diferente em minha vida. Foram dias que pela manhã eu acordava e ouvia alguns miados e logo a preparação para logo deitar ao meu lado. Eu a amava como quem ama uma pessoa, eu a amava como quem ama um animal lindo que a minha vida encantava com muita alegria. Nas noites de chuva em que fugia para se molhar e logo corria para um abraço, eu estava aqui... esperando... Esperei, e quase no fim de tarde você não voltou. Meus olhos procurando se esconder em meio aos pingos de chuva que caía, inevitavelmente mais uma vez sofri. Sofri por acreditar que mais uma vez a teria por mais alguns dias, sofri por vê-la sem vida... Sofri por não ver mais seus olhos refletindo os meus... Sofri... Você foi cedo demais, escuro demais, e a cada segundo de vida que teve brinquei de ser criança mais uma vez. Nesse sôfrego que as lágrimas mais uma vez me invadem os olhos dei um adeus e aqui fiquei... à sua espera e você não voltou... Pipa, você ainda vive aqui... pelos corredores da casa, por cima do carro, pela cama... você vive mais uma perda que tive... espero que com os anjos esteja, talvez desde ontem um sorriso a menos m meu rosto... esteja em paz dentro de nós... esteja aqui...
domingo, junho 23, 2013
para amanhã
Passou. Passaram os dias, veio o Sol, veio o frio e novamente volta cair a chuva. E eu aqui entre meio a palavras, perdidas num papel que rabisco, rabisco e tento gravar cada traço que as compõe. Talvez seja difícil só para mim que tão sozinha em meio a multidão tento ser a diferença. E quando chega a noitinha, regresso aos pensamento de que ainda estou fazendo errado. Estou fazendo errado em acreditar mais uma vez que algo de bom eu teria em troca daquilo que proporcionei de melhor. Atitudes. Insensatez da vida que corre contra o tempo e conta a passos lentos que está chegando mais um início e novamente se inicia um fim. Sem final feliz e tendo que correr atrás do prejuízo. Essa dor que atinge meus olhos é mais uma evidência de que realmente estou cansada, sobre tudo... cansada de viver. De tentar entender as pessoas, de tentar achar alguém com os mesmos objetivos e queira caminhar ao meu lado. Queria que no lugar de vozes chateadas eu ouvisse o que realmente interessa, não mais imbecilidades. Sinto vergonha, vergonha do silêncio que não se aquieta. Calar faz bem. Ao passo que a chuva alcança a janela... Vamos, os ponteiros não esperam, sob a égide do conhecimento me sobreponho todos os dias, para que depois... ainda restem histórias a serem contadas.
protesto, 1
Com essa onda de manifestos e protestos para um Brasil melhor, parei algumas horas para entender o que de errado está à minha volta. Faz parte dessa vida fazer escolhas e entre essas tantas, tive que escolher o que quero ser quando crescer, dentre esses caminhos tortos escolhi fazer Direito, quem sabe assim defendesse meus direitos de forma mais clara. Entrar em uma sala de aula nessa altura da vida me revolta um pouco menos, porém ainda revolta. Admiro as pessoas que trabalham, que tem uma família que depende delas o sustento, e ainda assim acham ânimo para encarar os livros por uma vida melhor. Eu observo essas mesmas pessoas todas as noites e às vezes o que mais me entristece são as atitude de alguns mestres juntamente/seguidamente/ mancomunadamente com alguns de seus discípulos. Buscar um pouco menos de corrupção ao passo que somos corrompidos a acreditar que a corrupção parte apenas da política. Por vezes acreditei que a mudança desse sistema falho iniciasse dentro desses mestres, doutores que tanto me encantavam os olhos com seus conhecimentos, e que aos poucos ao apagar o quadro cegaram meus olhos com o pó branco do giz fazendo com que eu ouvisse apenas suas vozes, várias vozes e sem diagnóstico algum de esquizofrenia. Na busca desenfreada de entender o que estava acontecendo, caí, levantei quantas vezes foram necessárias e nesse descaso de ensinar e aprender, por mais uma noite desisti. Desisti de acreditar que o mestre me ensinaria o que estava escondido entre linhas de pesados livros. Fechei meus olhos mesmo que cegos e empoeirados, desisti. Se eu tivesse lido um pouco mais, tinha compreendido que aprenderia muito além do que o mestre pôde me propor. Doutor? Quem sabe daqui alguns anos eu esteja lembrando do que hoje acontece, quem sabe algum tipo de título me reserve... e assim mostrar que realmente é possível ensinar sem que meu conhecimento seja prejudicado, sem trapacear números e pular folhas... Doutora? Título por excelência... calma, o que se apressa é apenas a chuva lá fora, pois a revolta aqui dentro se acalma ao passo que a aula termina. Revolução? Das horas, das medidas embevecidas de estudo que se escoam na medida que os algarismos traiçoeiros se apagam. Revolte-se, revolte-me, quem sabe assim acordo dessa palhaçada que a realidade sorri e algumas vezes se repete. Amanhã? Clichê? Amanhã é outro dia...
quarta-feira, maio 22, 2013
Um olhar, uma espera, um Adeus?
Vamos contar?
Contar sabendo fazer certo a
soma de tudo
Vamos somar as datas, as
horas, os dias de angústia, sofrimento e solidão?
Quanto vale tudo isso?
Sentir? Sentir que a vida
pode ser bem mais do que se pode descrever em gestos e palavras
Sentir o que uma mãe sente
quando um filho exclui sua presença,
sua...não
Quando falamos em amor,
falamos em...?
Não, você realmente não sabe
o que é isso
Mas eu sei de uma coisa que
você conhece bem
Ingratidão
Lembre-se de tudo o que se
passou realmente
Lapsos de memória mentem e
desmentem a tua realidade
Perdas???
O que são essas perdas para
você?
Perder um pouco de sangue
por suas próprias escolhas erradas
Por uma neblina misturada com
o alvorecer da manhã que envolvia seus olhos
Não julgue a dor do Guardião
das Noites que passou ao seu lado, minuto a minuto para que você pudesse sentir que ainda era um pouco humano e
que assim sempre foi tratado
Diferentemente dos outros
Outros?
Sim, e assim posso
chamá-los: outros que estavam ao seu lado, quando você esteve lá, naquele porão
que chamavas de casa e com ela a comida que destinavam aos animais...assim como
você, pois você também fazia parte daquele momento
E quando, na noite em que
fostes jogado pedra, e arrancado tuas carnes pelas unhas de um demônio que não
teria aquele direito, você ligou chorando para ouvir uma palavra de conforto,
carinho, amor.
Diga-me, o que aconteceu?
Não, melhor não responderes,
mesmo porque tuas palavras não tem mais valor algum
Chega de mentiras embebidas
de sofrimento tardio
Difícil mesmo e conviver com
as suas escolhas tortas
Hoje sim...hoje está fácil
não é mesmo
Fácil, apenas escolha o alvo
e aponte, mas cuidado que ao acertares poder ser que mate tua verdadeira
felicidade
Ser feliz de coração limpo
não é mesmo?
Procurar uma felicidade numa
nota de 7
Não, ela não precisou e não
precisa disso
Quem nasceu pra ser anjo,
nunca fará papel de demônio, por mais que você queira
Diga-me quais foram suas
escolhas, diga...
Mas lembre-se realmente
quais foram antes de atirar farpas de amargura em quem acreditas estar errado
Antes de acreditar que suas
atitudes estão sendo criticadas por pura maldade ou ressentimentos
Se você realmente acredita
em outras vidas, deve saber que o julgamento não é feito aqui
Não é por minhas, ou pelas
suas, ou pelas sete, das sete vidas, dos sete sonhos que será julgado
Não, não se desculpe, não se
julgue sem ter esse poder
Porque, como diz o clichê :”Querer
é diferente de poder ”
E você não pode, não pode, e
você sabe disso
Passar os dias sorrindo e
feliz é muito fácil
Difícil como deve você mesmo
saber, é passar uma noite toda cheia de felicidade.
Então...vamos seguir em
frente não é mesmo
Pois a vida não é feita só
de datas, nem mesmo de números citados com maldade.
Vamos contar para o número
sete, que não só agora, mas que sempre ele fez sentido, sentido para a vida,
não só do número oito, mas para todos os sete lados da vida precisamos do
número sete.
Lembre-se das coisas...para
que no dia que a vida enviar sua conta, você possa pagá-la e não deixar saldos
negativos para vidas posteriores
fui eu...
Escolhas?
Eu fiz as minhas e ai de quem
entender que foram as erradas. Eu juntamente com os cachorros ao meio fio comia
a comida que tinha restado depois de dias de trabalho pesado. Cansado, andei
algumas quadras a mais para mostrar a casa que construí e as mentiras
derrubaram.
O sol esquentando minha cabeça
mostrava que algum dia no futuro algo mudaria. Subi montanhas e de lá
despenquei como uma penugem de pássaro que caiu ao ser atingido por uma pedrada
que um menino malvado desferiu em minha direção. Levantei-me quantas vezes
foram necessárias e eu tinha para onde voltar. Carreguei o caminhão com as
lembranças que maltrataram por minha própria língua...
Cheguei à casa de minha Mãe Iza, um
a um ela desencravou cada espinho que estavam em meus pés. Passaram algumas histórias
e resolvi viver sozinho novamente, claro, eu posso viver longe do medonho
sistema em que entrei para que fosse salvo de alguma justiça que poderia
existir.
Qual foi a surpresa? Que mais
algumas vezes errei, e errei gravemente a ponto de enxergar alguns ferros na
minha frente.
Algumas bebidas, vinhos e pimenta ao
inimigo, que eis senão quando talvez fosse menos inimigo do que com quem eu
realmente convivia. Mais uma vez saí ileso a qualquer mal que poderia haver.
E nesses caminhos, novos caminhos...
Quem bate à minha porta? O passado, nova geração que trouxe muito mais
felicidade mesmo que nessa mentira eu saia com alguns ferimentos. Acontece que
o presente cresce a cada semana dentro de outra pessoa que um dia tive alguma
confiança.
E fora desse sistema, talvez... por
vezes eu não ouça mais essa voz. Cansada se despede, pela manhã por tudo que
soube pela madrugada. Vigiando meus passos, posso sobreviver sozinho. Posso
sofrer sozinho.
Afinal, a vida é curta para tantos
quais forem os erros que cometerei por isso me deixe.
Pois de nada vale tê-la ao meu lado,
Mãe Iza, se de ti só ouço o que escondi das minhas amadas. Seguirei nesse
instante e se algum dia eu voltar e você não esteja mais para presenciar meus
castelos de areia, não importa, pois eles são meus e não seus.
Cuide para que essas palavras não
atinjam ninguém, na medida em que vou seguindo meus erros, seus erros de querer
me livrar de outros erros.
Vivamos você aí e eu aqui. Não
precisa ir muito longe para saber...
Eu? Escolhi...
20 de maio de 2013
Eu vi tantas vidas passarem
por este chão
Eu vi um anjo capaz de curar
cada ferida aberta de cada uma dessas pessoas
Eu a vi construir pilares de
aço para cada um de vocês
Eu vi sonhos serem cobertos
de luz, cor e música
Eu a vi curar a loucura, eu a
vi cuidar de todas as dores do corpo e da alma
Eu a vi esperar amanhecer
para que você pudesse dormir sem medo
Eu a vi cobrir todos os dias
ruins com amor, um amor incondicional, que se transformava em vida quando estávamos
cansados e sem forças para lutar
E eu vi que você não soube
reconhecer isso...
Quantas vezes você rezou,
pedindo para que os deuses levassem seus sonhos ruins?
Quantas vezes você pediu
para que o mundo não caísse sobre sua cabeça?
Quantas vezes anjos e demônios
atormentaram seu sono durante a noite?
E agora, agora você acredita
que não precisa mais de uma benção?
...de um bom dia, ou de uma
boa noite?
É, realmente você não
precisa
Quando se tem “filhos-demônios”,
capazes de desejar que o mal vença toda a guerra, e que não sobre um pingo de
vida sequer nos jardins da alma
Não precisamos relembrar o
passado, não é mesmo?
... quando segundo a segundo
ela cuidava de você durante as noites, através de seu espírito, que viajava
milhões que quilômetros para que você não ficasse sozinho Dificuldades ela
nunca encontrou, ultrapassou barreiras do céu e da terra para estar onde você
queria estar, para deixá-lo são e salvo
Quando você precisou enxergar
além da vida para conseguir caminhar através de quatro rodas
Quando você precisou segurar
sua respiração nas estradas da vida
Quando suas forças já
estavam esgotadas, ela estava lá, pra compreender sua desistência.
E hoje, o que nos resta?
Nada, nada, pois ela nunca o
ajudou em nada
Nada que lhe fizesse sorrir
por mais de 5 segundos
Nada mais lhe atormenta nas
noites de lua cheia,
nem mesmo quando a tempestade
molha sua alma negra de maldade
Amanhã talvez ela ainda
esteja aqui, segurando algumas sementes de rosa azul, para semear em sua vida,
mesmo depois de tudo
Ou talvez não...talvez seja
tarde demais para um: “Bom Dia mamãe,como você está hoje?”
Talvez você possa fazer um
arranjo de todas aquelas flores cultivadas em seu jardim que já estão secas,
sem perfume e sem vida
Guarde-as como lembrança dos
dias em que você foi amado como ser humano
Não, não culpe ninguém por suas
escolhas covardes, por uma vida cheia de mentiras e tropeços.
Não diga que foi culpa minha
ou de outro...ou outro
Não espere compaixão de
todos aqueles que hoje estão sendo apedrejados por mãos cheias de sangue
Não diga adeus, pois adeus
diz-se para aquele que se tem alguma consideração.
Apenas siga tua estrada, que
talvez, ao findar vai dar em nada...
Siga esse caminho torto,
cheio de curvas acentuadas para a esquerda, para o fim, para uma outra vida, para
uma outra história
Siga feliz sabendo que o meu
anjo chamado Mãe, nunca desejou mais que a sua felicidade, a felicidade cheia
de paz que um dia, algumas pessoas jogaram pela janela pensando que ela nunca voaria.
Mas enganaram-se
Pois com o vento passageiro,
ela se foi, sem volta, exatamente como agora
Ela está seguindo seu caminho
já em outros caminhos
Sem que você possa vê-la,
nem ao menos tocá-la
Porque ela se foi, como as
pedras que voaram aceleradas pelo choque da rua com o pneu do seu carro.
E hoje, quando chover, vou
me lembrar de tudo que se passou como se fosse a última vez...como se você não
existisse mais.
sexta-feira, maio 10, 2013
vazio
As coisas vão bem? Sim, está tudo
ótimo... Na vida, está tudo bem. E pela manhã, nessas manhãs de outono, em que
o melhor mesmo é ficar escondido em casa para que o frio não perturbe ainda
mais a alma inquieta pelos erros, olhar para o lado e descobrir quanto tantos
foram cometidos. Chorar não vai adiantar, pois qualquer lágrima covarde insiste
em mais uma vez esconder qualquer verdade que poderia haver. Nas saídas de
todas as manhãs, nas palavras de ensinamento desenham exatamente tudo aquilo
que não deveria ser. Voltar, buscar e mesmo assim permanecer no erro... Vale a
vida, torta, impensada nessa espera de pelo menos conseguir algo que conforte
os braços e aqueça o coração, sem essa de esperar pelo outro, mas sim se
realizar dentro de si mesmo. Ainda assim, inevitavelmente nos machucamos o
tempo todo em silêncio por não ter o que falar, digno de se estar em meio da
ausência e a escuridão de dias turbulentos que ensurdecem os pensamentos nesse
vazio sem sentido de estar... Simplesmente estar, contido em alguma dessas
palavras que nada dizem d'outro lado, d'outro ser. E nessa manhã o sol aquece
lá fora, trazendo a sensação de que as mãos continuarão geladas... Quem sabe
num próximo sonho nos encontremos na vontade de ser um "tantinho"
assim mais feliz. Talvez assim, de nada vale a vida.
terça-feira, abril 09, 2013
Guarde essas palavras...
Às vezes é necessário permitir-se. Permitir-se sair pela porta da frente e ver como o dia está lindo, em que o céu de azul intenso conta histórias que atrás dos olhos passam numa fração de segundos e que jamais serão esquecidas. Em meio a essas palavras de revolta e o descaso com a vida, ainda existe um motivo para viver e achar que em alguns dias o Sol mudará o sentido do vento para aliviar esse caminho ainda não percorrido. Inicia-se assim, a vontade de contar às pessoas, ou pelo menos algumas delas, que a vida vai bem além disso que se diz felicidade. Não é somente estar ao lado das pessoas que você pensa gostarem de você, beber a noite toda esperando que pela manhã algo de novo surja nessa imensa solidão que são as horas só. Tão somente que nem o silêncio da inquietude da alma faz você parecer sereno, na serenidade de uma manhã de outono. As folhas levam embora alguns sentimentos desconcertantes e ao final da tarde cantando os pneus me despedi de você. Ou ainda pela manhã ali, na frente de casa ouvi o mesmo barulho de ontem, talvez algumas milhas a mais, e o rastro que se deixa indique a veracidade que as pessoas teimam em tentar viver. Antes que a chuva se apresente, quem sabe as pessoas saibam que hoje o dia está lindo e que vale vivê-lo, escondendo-se nessas mentiras/verdades de uma vida noturna em meio aos ratos das ruas e os gatos que teimam caçá-los. Nas palavras de minha Mãe Iza, eu vi a despedida em marcas de suas rodas em pedras que não saíram do lugar... eu vi sua despedida em pedras que moveram-se, machucaram alguém... Quem sabe num futuro próximo você descubra quem foi. E nesse dia lindo, vivemos... Vivamos... Aplaudimos, a vida que passa depressa e mostra que o tempo não espera, apenas destrói qualquer sonho inacabado daquilo que não se pode ter.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
"Stop this world"
Às vezes penso que estou tão velha para certas coisas que tomam tempo de meu tempo que é difícil, por muitas vezes, até mesmo sair da cama. Esse sentimento de que o mundo realmente não precisa de minha presença, faz lembrar e voltar quantas vezes necessárias para dentro dos olhos de minha Mãe Iza... Precisar dos pingos da chuva tão necessários em tempo assim,em que o Sol mata qualquer vida existente dentro de mim. Sair todos as noites esperando que passe rápido este tempo perdido que estampa a felicidades dos outros, falsamente fantasiada de sorrisos. Perder o sentido para algumas coisas e continuar vivendo algumas listas do que não deveria fazer, ler, lembrar... lembrar
quinta-feira, janeiro 31, 2013
que não mais aconteça
Nesse início onde tudo foi mais difícil. Onde o silêncio silenciou algumas histórias de vida que ainda tinham muito que escrever... Mais uma vez em primeira notícia, a fumaça cegou os olhos de muitos, sufocando cada segundo de qualquer palavra de súplica. Nesse desespero de se ter mais do que devia perdemos nosso precioso tempo e a tristeza persegue os olhos de quem ainda sobrevive nessas noites em que a lua parece tão próxima numa distância que um dia percorreremos. No toque da saudade, somos apenas assim... frágeis... em que qualquer monstro maior que nossos sonhos esmaga, apedreja, destrói, corrompe nossa vontade de ser mais feliz. Esse eco que ensurdece os ouvidos e maltrata a alma conta que estar sozinho é estar numa multidão em que ninguém ajuda e fecha as portas para a vida. Vamos, ainda temos que cortejar a morte, pois a vida encurta qualquer suplicio da alma de sentir-se com os anjos estando com os pés firmes no chão e os olhos abertos... Algumas batidas do coração em disritmia, eufóricas por mais alguns instantes de uma brisa que diz adeus a qualquer momento mal vivido.
sexta-feira, janeiro 25, 2013
...
e nessa brincadeira de você iluminar meu dia... qualquer palavra poderia mudar a direção dos meus olhos e encontrar os seus para que num súbito momento pudéssemos ser apenas nós... esse subentendido amar, fica assim... ao vento para que n'outro dia nos pegue de surpresa com um abraço de despedida, que dói... e aos poucos acalenta a alma e mostra ao coração... calma, só basta a distância... que constrói sentimentos inexplicáveis, indescritíveis que não passam esperam para serem realizados no mais puro momento... nesse sonho enganamos um ao outro na ânsia que um dos dois saia ganhando algo... mesmo sendo um coração machucado, onde a cura está longe de acontecer... Para pensar...
segunda-feira, janeiro 21, 2013
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Às vezes quando estou passeando por aqui... Observo, leio, presto atenção que... existe uma pessoa a qual tem a foto do perfil que parece o tempo todo abraçar a pessoa que está ao seu lado (meu amigo que está ao lado de outro amigo). Passam alguns minutos e penso: no que deveria pensar? As pessoas e suas máscaras de felicidade que esconde o sofrimento de um entardecer em que as nuvens acinzentadas nesse céu que não pertence mais ao nossos olhos, foge noite adentro. Caminhamos juntos, trocamos alguns favores, algumas palavras amigas... "O que está acontecendo, Dul?". Assim a vida segue, nesse vazio que cada um nos deixa... E não é porque estou longe e não mando notícias é que deixo de gostar de você... li várias e várias vezes antes de dormir. Nas costas as letras da vitória que algum dia lembraria você. A ideia é essa, passar mais esta noite em que a lua assombra a escuridão, latente que traz para dentro da alma um sentimento tão bonito... um entregar-se em expressões do que realmente sentir... Um abraço, alguns sorrisos... Adeus! A Deus pedi mais alguns segundos de noite, para que nossos desejos... para que esta estrela cadente... Deixa, sempre acontece dessa forma. A Deus, obrigada. Pessoas...
sexta-feira, janeiro 18, 2013
quem sabe nesse desencontro
Nessa de voltar às pressas para casa, eu vi um céu escuro onde todas as nuvens cor de céu... aquela, azul celeste me acompanhavam num sentimento de perda. A todo tempo moviam-se no sentido de se despedir. Um adeus nesses primeiros dias de 2013, em que os anjos não brincam. As palavras e sentir junto ao meio fio o vento gelado do descontentamento. Eu busquei respostas para perguntas feitas de maneira errada e foram respostas tão certas que os olhos estarrecidos em desespero correram rapidamente as linhas que no asfalto foram riscadas, rabiscadas... A história contaria mais um conto do desencontro, estive tão próxima que a distância não deixou que chegasse até um final feliz. Sem essa de histórias de amor, mas coisa séria que valia a vida. A vida ávida de presenças insidiando cada raio de sol que atravessava a janela do meu quarto. ÀS 03h08min da madrugada atordoada em meio a escuridão eu vi seu rosto dizendo que estava difícil de dormir, perder a hora e no dia seguinte descobrir que realmente, tudo foi em vão. Caminhos descompassados e a insistência de voltar alguns anos atrás. Perdão, e... nada mais funciona dessa maneira. Marcar as mãos e no menos esperar gritar de alegria, e o ouro todo escondido se desfez em poeira que cegou a cada um que passou pelas estradas erradas. Mais uma vitória da derrota que atinge os fracassados que insistem em não compreender. Na incompreensão ficamos assim, longe longe de achar qualquer solução para mim que fez errado, mas aprendi... Aprendi a fazer errado novamente e fugir para que os outros resolvam essa injustificável vivência. Nessa de voltar às pressas para casa, um desencontro com o inesperado... eu não cheguei em casa... me perdi antes mesmo da curva sinuosa dessa infinitude de atitudes... quem sabe um último suspiro?
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