terça-feira, abril 29, 2008

Feeling


Sento-me aqui neste canto sombrio e frio de minha alma.
Encontro fantasmas que me dizem o que fazer.
A minha consciência perdura no inevitável.
Somos matéria viva.
As respostas estão revoltas ao que se diz verdade.
Se hoje você surtou.
Ontem eu estava em paz.
Se hoje você não acorda.
Ontem eu estava velando o seu sono.
Sonhos! Eles estão em cada palavra gravada em ouro com vestígios de prata.
Éramos.
Veneno na cura do não existir.
Em mim, você.
Você?
Uma insistência doentia de comigo estar.
Na lembrança calada.
Segredo de inverno.
Do coração de pétalas, à rocha que se desmancha com o vento
São seus olhos!
Eles me devoram cada vez que tento fugir.
Escondo-me nos arquivos bibliografados.
Senhas inimagináveis da descoberta.
São seus lábios!
Eles selam com violência mais uma fase dessa história.
Volte, o caminho será menos tortuoso.
Permaneça e alguém morrerá.
...

sexta-feira, abril 11, 2008

(in) Versão

na busca doentia de voltar a sonhar
me perdi novamente na escuridão de seus olhos
foi um adeus, como todos os outros
ecoa o reflexo na imensidão
minha vida é um círculo vicioso de onde tento escapar
as épocas são as mesmas
por que reencontrá-lo?
atormentada pelos erros
busquei respostas no passado
se eu tivesse esperança
da transformação do vento, viria a chuva
revelações
serei eu para todo o sempre
o todo sempre me será
na revoada do amanhã
a angústia que embala cada milésimo de inexistência
na simetria perfeita
eu desejo!
n'outro ser
a projeção do que ali logo abaixo poderia ter sido
quase sete meses
eu não fiz promessas
cumpri todas que me fizeram