sexta-feira, março 27, 2009

anonimo


estão todas aqui
são as recordações
elas estão guardas
seu rosto
sua voz
seu perfume
só uma coisa não lembro
de seus olhos
distantes
seus passos
em meus passos
contidos de dor
há dor
tanta lembrança
quanto saudade
sozinha, numa noite de outono
estão todas aqui
elas
as vidas

domingo, março 08, 2009

\o/


Uma consequência da vida é o amor. Uma razão é que, por menor que ele seja, somos amados, mas quando não queremos ser. E por menos que seja, amamos. Primeiro o amor maior, amor de mãe. Aí vem pai, família. Logo os amigos. Passada essa fase as coisas começam a se complicar. Porque vem o amor/amor. Aquele que se diz ser "a outra metade", aquele de quem todo mundo fala mas não se consegue provar a existência, verdadeira. Tudo bem que vez enquando ele dá suas caras por aí. Mas quase sempre sem querer explicar-se na sua existência. Uma coisa assim meio abstrata. Há quem possa jurar que sabe do que ele é feito, ouve-se buchichos de que logo, seu endereço será publicado, na internet. Outros dizem estar com ele no peito, guardadado, pronto para ser posto à prova. O problema é que feito isto, fica um pouco cansativo. E o belo e vistoso amor acaba se perdendo no próprio discurso que compôs. É uma coisa assim, muito linda. Diluída pelo tempo. Disso tudo, não há como negar algumas coisas. O amor existe. Simplesmente pelo fato de que os seres humanos precisam dessa ilusão para continuar vivendo. É preciso alimentar a vida. Assim, é muito bem vindo o amor de mãe, o mais belo que existe. Tem um lugarzinho especial para o amor da família e dos amigos. E o amor/amor? Por quanto tempo a musicar a vida de quem ama. Um encanto profundo. Breve. Um mal. Nescessário.