
Uma consequência da vida é o amor. Uma razão é que, por menor que ele seja, somos amados, mas quando não queremos ser. E por menos que seja, amamos. Primeiro o amor maior, amor de mãe. Aí vem pai, família. Logo os amigos. Passada essa fase as coisas começam a se complicar. Porque vem o amor/amor. Aquele que se diz ser "a outra metade", aquele de quem todo mundo fala mas não se consegue provar a existência, verdadeira. Tudo bem que vez enquando ele dá suas caras por aí. Mas quase sempre sem querer explicar-se na sua existência. Uma coisa assim meio abstrata. Há quem possa jurar que sabe do que ele é feito, ouve-se buchichos de que logo, seu endereço será publicado, na internet. Outros dizem estar com ele no peito, guardadado, pronto para ser posto à prova. O problema é que feito isto, fica um pouco cansativo. E o belo e vistoso amor acaba se perdendo no próprio discurso que compôs. É uma coisa assim, muito linda. Diluída pelo tempo. Disso tudo, não há como negar algumas coisas. O amor existe. Simplesmente pelo fato de que os seres humanos precisam dessa ilusão para continuar vivendo. É preciso alimentar a vida. Assim, é muito bem vindo o amor de mãe, o mais belo que existe. Tem um lugarzinho especial para o amor da família e dos amigos. E o amor/amor? Por quanto tempo a musicar a vida de quem ama. Um encanto profundo. Breve. Um mal. Nescessário.