sexta-feira, janeiro 18, 2013

quem sabe nesse desencontro

Nessa de voltar às pressas para casa, eu vi um céu escuro onde todas as nuvens cor de céu... aquela, azul celeste me acompanhavam num sentimento de perda. A todo tempo moviam-se no sentido de se despedir. Um adeus nesses primeiros dias de 2013, em que os anjos não brincam. As palavras e sentir junto ao meio fio o vento gelado do descontentamento. Eu busquei respostas para perguntas feitas de maneira errada e foram respostas tão certas que os olhos estarrecidos em desespero correram rapidamente as linhas que no asfalto foram riscadas, rabiscadas... A história contaria mais um conto do desencontro, estive tão próxima que a distância não deixou que chegasse até um final feliz. Sem essa de histórias de amor, mas coisa séria que valia a vida. A vida ávida de presenças insidiando cada raio de sol que atravessava a janela do meu quarto. ÀS 03h08min da madrugada atordoada em meio a escuridão eu vi seu rosto dizendo que estava difícil de dormir, perder a hora e no dia seguinte descobrir que realmente, tudo foi em vão. Caminhos descompassados e a insistência de voltar alguns anos atrás. Perdão, e... nada mais funciona dessa maneira. Marcar as mãos e no menos esperar gritar de alegria, e o ouro todo escondido se desfez em poeira que cegou a cada um que passou pelas estradas erradas. Mais uma vitória da derrota que atinge os fracassados que insistem em não compreender. Na incompreensão ficamos assim, longe longe de achar qualquer solução para mim que fez errado, mas aprendi... Aprendi a fazer errado novamente e fugir para que os outros resolvam essa injustificável vivência. Nessa de voltar às pressas para casa, um desencontro com o inesperado... eu não cheguei em casa... me perdi antes mesmo da curva sinuosa dessa infinitude de atitudes... quem sabe um último suspiro? 

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