quarta-feira, maio 22, 2013

fui eu...


Escolhas?
Eu fiz as minhas e ai de quem entender que foram as erradas. Eu juntamente com os cachorros ao meio fio comia a comida que tinha restado depois de dias de trabalho pesado. Cansado, andei algumas quadras a mais para mostrar a casa que construí e as mentiras derrubaram.
O sol esquentando minha cabeça mostrava que algum dia no futuro algo mudaria. Subi montanhas e de lá despenquei como uma penugem de pássaro que caiu ao ser atingido por uma pedrada que um menino malvado desferiu em minha direção. Levantei-me quantas vezes foram necessárias e eu tinha para onde voltar. Carreguei o caminhão com as lembranças que maltrataram por minha própria língua...
Cheguei à casa de minha Mãe Iza, um a um ela desencravou cada espinho que estavam em meus pés. Passaram algumas histórias e resolvi viver sozinho novamente, claro, eu posso viver longe do medonho sistema em que entrei para que fosse salvo de alguma justiça que poderia existir.
Qual foi a surpresa? Que mais algumas vezes errei, e errei gravemente a ponto de enxergar alguns ferros na minha frente.
Algumas bebidas, vinhos e pimenta ao inimigo, que eis senão quando talvez fosse menos inimigo do que com quem eu realmente convivia. Mais uma vez saí ileso a qualquer mal que poderia haver.
E nesses caminhos, novos caminhos... Quem bate à minha porta? O passado, nova geração que trouxe muito mais felicidade mesmo que nessa mentira eu saia com alguns ferimentos. Acontece que o presente cresce a cada semana dentro de outra pessoa que um dia tive alguma confiança.
E fora desse sistema, talvez... por vezes eu não ouça mais essa voz. Cansada se despede, pela manhã por tudo que soube pela madrugada. Vigiando meus passos, posso sobreviver sozinho. Posso sofrer sozinho.
Afinal, a vida é curta para tantos quais forem os erros que cometerei por isso me deixe.
Pois de nada vale tê-la ao meu lado, Mãe Iza, se de ti só ouço o que escondi das minhas amadas. Seguirei nesse instante e se algum dia eu voltar e você não esteja mais para presenciar meus castelos de areia, não importa, pois eles são meus e não seus.
Cuide para que essas palavras não atinjam ninguém, na medida em que vou seguindo meus erros, seus erros de querer me livrar de outros erros.
Vivamos você aí e eu aqui. Não precisa ir muito longe para saber...
Eu? Escolhi...  

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