domingo, junho 23, 2013

para amanhã

Passou. Passaram os dias, veio o Sol, veio o frio e novamente volta cair a chuva. E eu aqui entre meio a palavras, perdidas num papel que rabisco, rabisco e tento gravar cada traço que as compõe. Talvez seja difícil só para mim que tão sozinha em meio a multidão tento ser a diferença. E quando chega a noitinha, regresso aos pensamento de que ainda estou fazendo errado. Estou fazendo errado em acreditar mais uma vez que algo de bom eu teria em troca daquilo que proporcionei de melhor. Atitudes. Insensatez da vida que corre contra o tempo e conta a passos lentos que está chegando mais um início e novamente se inicia um fim. Sem final feliz e tendo que correr atrás do prejuízo. Essa dor que atinge meus olhos é mais uma evidência de que realmente estou cansada, sobre tudo... cansada de viver. De tentar entender as pessoas, de tentar achar alguém com os mesmos objetivos e queira caminhar ao meu lado. Queria que no lugar de vozes chateadas eu ouvisse o que realmente interessa, não mais imbecilidades. Sinto vergonha, vergonha do silêncio que não se aquieta. Calar faz bem. Ao passo que a chuva alcança a janela... Vamos, os ponteiros não esperam, sob a égide do conhecimento me sobreponho todos os dias, para que depois... ainda restem histórias a serem contadas.

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