domingo, julho 30, 2006

Um Alguém


Passado e presente que se arriscam entre nuvens de solidão.
Profundamente calado revela-se em palavras enquanto chove...
As vezes morre.
Por um segundo revive na alma do poeta.
Por que “anjo torto triste”?
Talvez o frio da madrugada...
A coragem e a percepção da coruja...
Anjo que sangra.
Tinta vermelha borrada com água...
À espera...
A esperança de um dia ser o que nunca desejou
E se amanhã me perguntarem “quem é aquele estranho no espelho que morre um pouco a cada minuto”...
Eu direi...
Volta duas escadas de poesia
E veja você mesmo...
Tem sol lá fora...

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