domingo, junho 25, 2006

Depois de amanhã

A água borbulhando na chaleira à espera de matar insanos vermes que insistem em me dizer oi ou era para me dizer odeio você, mas não consigo acreditar nisso.
Encosto-me no canto da mesa e imagino fumantes, doentes, cansados, mortos-vivos, podres...
Porcarias ambulantes que se parecem muito com seres humanos.
Fervendo água e cabeça, passando em branco a escuridão da vida que se acaba um pouco a cada milésimo de segundo.
E se alguém me chama... furta meus pensamentos por um instante: Bom dia, meu amor!
Então me lembro...
É só mais um dia de aula, manhã de inverno ...
Não é para entender o mundo, apenas fingir que acredito nele...
Jáci...

Um comentário:

Anônimo disse...

Porcarias são coisas insignificantes.
bjooo