Eu contava às palavras que havia uma penumbra no sonho enquanto eu dormia.
Elas, vertiginosamente caiam meio amorfas sem sentido, iam e vinham...
Eu não sei porque, mas nesse corredor da vida passeavam promessas, saudades, ecoavam sorrisos, histórias passadas...
E sempre que eu voltava lá as luzes se apagavam como se numa reverência aos Deuses, "guardas o fogo prometido".
Numa era que Hera de inocentes, fervilham canções de ninar.
E como quase tudo era sonho eu me voltava para a luz, meia-luz...
Em tempos gélidos de paredes frias algo para aquecer...
- Posso caminhar por aqui?
- Sim senhora Princesa, fique à vontade...Seu pai está esperando...
E o sol numa fresta da janela acordava do sonho a cama vazia...
Jaci
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