domingo, outubro 25, 2015

de ontem

Fugimos o tempo todo do que poderíamos ser e nessa busca incansável pela perfeição nos deparamos com nossos próprios defeitos. Tropeçamos, caímos e nos machucamos em nós mesmos. O clichê do problema sou eu acaba batendo à nossa porta e trazendo flores, convidado para entrar permanece por toda vida. Alguns arrependimentos e o desejo de ser muito feliz acaba caindo do prédio mais alto. No segundo silêncio do relógio, tresloucado pelo horário de verão correndo contra o tempo cego dos sentidos mais uma vez tropeça e cai em plana avenida movimentada. E nessa altura do caminho espero que ninguém sinta falta de seu sorriso, de seus olhos... Divagações de notas musicais fora do tom que se confundem com o vento entram pela janela para despirem-se num sonho que nunca existiu... Sábado e as palavras que insistem em entrar nesse conflito, observo alguns pingos de chuva e o frio de primavera... quem sabe amanha o dia amanheça nessa saudade de quem não vive, apenas espera a vida passar...

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