busquei todas as formas de mostrar a você o quanto importante era a vida e a forma de vivê-la
busquei em cada segundo da Lua, esquecida na luz dos dias encontrar a forma mais singela de dizer o quanto errado você estava fazendo as coisas
busquei você todos os dias de tempestade
apaguei as histórias do asfalto
escrevi histórias contando as preciosidades encontradas na areia que me agredia os olhos
machuquei minhas mãos tentando desencravar cada espinho que colocavam a teus pés
aliviei o Sol dos teus olhos para que visse o caminho certo a seguir
os medos das noites em que você não dormia, acompanhei cada milésimo de segudo para que nada chegasse para te amendrontar
e agora percebo que estou partindo sem sequer um adeus...
suas palavras são mudas aos meus ouvidos
seu pesar curva-se aos meu pés, a dor é tanta que me permito esquecer
cada traço de seu rosto
cada pedido seu me desespera a alma
sigo os dias sem sua presença viva mesmo que isso me custe a vida
um caminho sem chegada
o choro preso entre a vontade das lágrimas e o fechar dos olhos...

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