Já não sei quanta história contam os seus cabelos.Há dias que tento traduzir suas cores.
Fio a fio não pude deixar de pensar nos acastanhados, imaginei-os vertendo as cores de suas memórias...
Fitei-os com olhos azuis na tentativa de encontrar música nos seus repiques...
À guisa de seu brilho tentei traduzir a mensagem que se esconde no seu esteriótipo.
Carapaça criada, cobertura de sombra em telhado de vidro.
Cores vibrantes, disfarce...
Esconderijo para pequenos cortes e cicatrizes... mais algumas feridas abertas...
Nos seus fios arrepiados pela cor escondida de seus segredos estive percebendo seus pensamentos.
Acho que foi assim, fiquei notando seu medo, para justificar sua presença...
Um segundo perdido para revelar suas incertezas...
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