Fiquei observando o dia de hoje. Como todos os outros, ele amanheceu. A manhã acabou. A tarde sorriu do sol com a brisa de chuva que se fez como em todos os outros. Agora é quase noite, nubladaberta. Como todas as outras. E se tudo é igual, por que parece que se precipitam da lucidez a ânsia e a agonia de um novo dia? Nova vida? Se tudo está igual o que mudou? Por que um dia novo, se tudo que era igual ao antigo torna reviver as novidades de ontem? Hoje só o espelho! Ponta de lança lançando olhares vermelhos de sono. Havia um barulho gritando lá fora. O dia de hoje que era igual ao de ontem.
Morreu trêmulo ao toque do telefone.
– Olá,
...
desculpe, foi engano.
Jaci
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