
Vírgulas separam abismos de concreto
Farpas de veneno percorrendo lentamente um corpo estático
Se tem uma sequência lógica
Logo viria à morte
Porém ao escarnar o ventre
Rompia véus de proteção e acabava de renovar-se a cada segundo que morria
Entre o abismo e a surpresa
Um instante de reflexão
Onde estávamos?
Veneno publicado nas páginas do jornal
Foi ontem
No silêncio da manhã que cai
Nuvens de pássaros de verão
Estava frio e era inverno
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