buscando a cura para as palavras límpidas escorridas nas águas imundas
aquelas que descem as montanhas em direção aos olhos
olhos que da vida contaminada de eternidade
vivem sofrendo a culpa de não terem morrido
que estranhamente todas as noites foi renovada para sofrer cada instante
olhando
a vida-morte que anda com os pés descalços pelas ruas poluídas
desprezados pelas pedras que cortam
no rosto a mágoa por sempre vaguear sentindo o pesar dos olhos
que todo tempo
o tempo todo
esperam serem fechados
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