
Sobre o branco ancião, junto às árvores tortas,
venho sofrer o outono da alameda.
Há um ranger enervante e bom de folhas mortas
Há um ranger enervante e bom de folhas mortas
na paisagem finíssima de seda.
E estende-se a meus pés a tristeza de tudo
que fui, que foste, de que sou, do que és...
E as árvores também têm, no chão de veludo,
a saudade das folhas aos meus pés...
Guilherme de Andrade e Almeida in - A Dança das Horas
3 comentários:
No domingo... um dia do dia que só tinha mais um dia para descançar, isto se fosse ontem, mas como era hoje, restava... uma folha como poema...
deveria escrever com mais freqûência e me deixar seu e-mail
estou no aguardo, visito aqui em breve.
...na dança das horas, danço o ritimo da saudade... a chuva que chega muda a letra mais aumenta o ritimo ...
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