sexta-feira, abril 11, 2014

foi em abril...

É triste perceber o quanto muitas vezes alguns momentos a vida é injusta. Olhar para o céu numa noite como a de hoje, impossível que algumas lágrimas não se tornem verdadeiras nesse desespero de tentar achar alguma saída. Profundamente perdida entre escolhas e o desejo de não mais, estamos sem saída, estamos sem saída... repetíamos várias vezes durante alguns segundos. O coração sofrendo descompassadamente nesse ritmo cardíaco fúnebre, que em dias de finados passa desapercebido. Buscar respostas quando as perguntas ainda são as mesmas é a certeza de que tudo se encontra imodificável e daqui talvez nem saiamos vivos... Mesmo que amanhã seja outro dia, impossível não sofrer o hoje, pois amanhã já foi ontem e nada aqui cicatrizou. Subjetivamente esse dor segue sem que os outros percebam, sorrindo a toda hora... Quem sabe nessas palavras alguém encontre o verdadeiro sentido da desilusão. A vida perfeita como está, penumbra madrugada do não existir. Em tempos assim, impossível não olhar para o céu numa noite como a de hoje, à sua espera...

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