sexta-feira, maio 28, 2010
nesses últimos dias
Hoje pela manhã com a neblina plangente lá fora
Quase sem culpa, esperei as horas passarem
Um tempo estranho, tentei voltar e o que consegui foram os círculos de uma partida
E o sol procurando encontrar um coração para aquecer
Numa brincadeira, num jogo de ilusões
Quem sobrevive tem história para contar
Segue-se o cortejo fúnebre das lembranças da chuva que volta a cair
Nos dias de outono em que as folhas secas caem ao chão
Elas também somem com as recordações de um dia de primavera
Gélidas as mãos
Um retorno em choro de vela
Que vela seu sono
Um coração sem palavras
Sofrendo a distância de um final de mês
Precisando contar...
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